Cibersegurança: saiba por que é importante proteger seus dados

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Nos últimos anos, um dos acontecimentos que tem chamado a atenção na mídia é a grande quantidade de casos de vazamento de dados na internet. Além de afetar grandes empresas ou governos, deixaram vulneráveis milhões de pessoas e abalaram a credibilidade de companhias e esferas públicas, que não investiram adequadamente em cibersegurança. 

Em fevereiro deste ano, pelo menos 2,5 milhões de pessoas sofreram com vazamento de dados na China, pelo fato da empresa SenseNets, que trabalha com sistemas de reconhecimento facial,  ter deixado um de seus banco de dados desprotegido.

Já em setembro, 98% da população equatoriana foi vítima de um vazamento. Ou seja, ficaram expostos nomes completos, datas e locais de nascimento, endereço, telefones, profissão e até extratos bancários, além de placas e modelos de automóveis de praticamente todos os cidadãos do Equador.

Os dados vazados estavam guardados em uma nuvem localizada nos Estados Unidos e gerenciada pela empresa equatoriana Novaestrat.

Outro caso de falta de cibersegurança, o qual também teve grande repercussão neste ano, foi o Facebook que expôs os dados de 540 milhões de usuários em servidores da Amazon, incluindo comentários, fotos e informações sobre amigos e eventos, sem falar em reservas de voos e hotéis. 

No Brasil, não tem sido diferente. Em junho, ocorreu o vazamento das conversas pessoais entre o ministro da Justiça Sergio Moro, quando ainda era juiz, com os procuradores da força-tarefa da operação Lava-Jato.

E só no ano passado, 9.981 eventos que poderiam comprometer a segurança digital de órgão federais foram confirmados, conforme um relatório divulgado pelo Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Perante estas notícias, aumenta a preocupação com a cibersegurança. Mas o que esse termo significa?

Conceito de cibersegurança

A cibersegurança é uma prática que visa evitar ataques com origem no ciberespaço, ou seja, um local virtual na web onde residem apenas recursos virtuais.

Esta prática pode ser realizada por indivíduos e organizações, a fim de proteger tanto as infraestruturas virtuais do ciberespaço quanto as infraestruturas físicas.

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Apesar de ser um tema atual, a cibersegurança começou a ser estudada pelo inventor da segurança da computação, o alemão Bernard Fix. Foi ele quem documentou o primeiro caso de remoção de um vírus de computador, em 1987.

Atualmente, a cibersegurança precisa conter três tipos de ameaças. São elas:

  •  Crime virtual: ocorre quando agentes individuais ou grupos atacam sistemas a fim de obter ganhos financeiros;
  • Guerra cibernética: geralmente envolve a coleta de informações por motivação política;
  • Terror virtual: focado em minar sistemas eletrônicos para causar pânico ou medo.

Para controlar as redes e computadores, as invasões são realizadas por métodos como vírus, worms, spyware e cavalos de Troia. Os dois primeiros são projetados para replicar e danificar arquivos ou sistemas. Já o spyware e os cavalos de Troia coletam dados clandestinamente. 

Legislação digital no Brasil 

Para que a cibersegurança seja bem implantada nas corporações, é necessário que os processos atendam as normas, leis e regulamentações que o mercado dita, além das questões de ordem técnica.

Outro fator muito importante é a proteção oferecida pela legislação digital no Brasil. Ela iniciou com o Marco Civil da Internet, sancionado em 2014 pela então presidente Dilma Rousseff.

O Marco Civil representa o código de regulamentação do uso da internet no Brasil. Além de garantir a liberdade de expressão, ele zela pela manutenção da privacidade, considerada falha no país.

No entanto, a legislação digital  passará a oferecer maior privacidade aos dados dos usuários com a adoção da Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD).

Até agosto de 2020, as empresas brasileiras deverão estar em conformidade com a LGPD, caso contrário, poderão sofrer com multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento total da empresa.

A Lei Geral da Proteção de Dados regula as atividades de tratamento de dados pessoais e altera os artigos 7º e 16 do Marco Civil da Internet, garantindo maior segurança para os usuários, ao coletar e armazenar na rede, o menor número de dados pessoais que for possível.

Empresas que oferecem serviços de cibersegurança

Vamos citar algumas empresas que oferecem serviços relacionados à cibersegurança, caso você tenha interesse em se aprofundar no assunto.

Elas fazem parte do ranking das 10 maiores empresas de cibersegurança, de acordo com a divulgação de um artigo do site Forbes Brasil.

Absolute (ABT.TO)

É uma das líderes do mercado de cibersegurança. Está presente em mais de um bilhão de aparelhos e oferece inteligência e remediação em tempo real, possibilitando que as empresas controlem vazamentos de informação direto da fonte.

Blackberry Inteligência Artificial e Segurança Previsível

A Blackberry já era conhecida por sua rapidez em se reinventar e oferecer cibersegurança de alto nível para empresas, mesmo antes da compra da Cylance.

Agora, a Blackberry Cylance usa a inteligência artificial para proteger empresas, oferecendo prevenção automática de ameaças, detecção e reação.

Centrify

A Centrify está redefinindo o acesso privilegiado ao propor um sistema de segurança Zero Trust Privileges para empresas, o qual prevê menos privilégios de acesso, com base em quem solicita o acesso, o contexto do pedido e o risco desse acesso.

Esta ação minimiza as chances de ataque, além de reduzir riscos, complexidades e custos para empresas modernas e híbridas.

Cloudflare

A Cloudflare é uma companhia de performance e segurança na internet que oferece serviços online e aplicativos que ajudam usuários a instalar outros aplicativos em seus sites.

Crowdstrike

O diferencial desta marca é o uso de aprendizado automático em terminais de detecção de ameaças de TI. A empresa está entre as Top 25 startups de machine learning para se acompanhar em 2019.

Hunters.AÍ

Como o nome sugere, a startup Hunters.Aí é boa na caça a ameaças autônomas. Faz uso de sistema autônomo que conecta vários canais da organização capazes de detectar sinais de possíveis ciberataques.

Idaptive

A Idaptive garante o acesso a aplicações e terminais verificando usuários, validando aparelhos e limitando acessos de forma inteligente.

Seu produto e suas estratégias refletem a abordagem de “nunca confiar, sempre verificar e reforçar menos privilégios”. Atualmente, mais de 2.000 organizações usam a plataforma.

A Idaptive saiu da Centrify no dia 1º de janeiro de 2019.

Kount

A empresa se diferenciou no mercado de cibersegurança oferecendo gerenciamento de fraudes, verificação de identidade e autenticação de tecnologias que permitem que negócios, lojas e serviços de pagamento online identifiquem e impeçam uma variedade de ameaças em tempo real.

Combate criminosos online por meio de uma rede global, com inteligência artificial.

Mobilelron

Líder em softwares de gerenciamento de dispositivos móveis, foi a primeira a oferecer inovações como gerenciamento de aparelhos móveis, gerenciamento de aplicações móveis e controle de privacidade BYOD.

Sumo Logic

A Sumo Loic oferece inteligência em tempo real vinda de informação estruturada, semi-estruturada e não-estruturada por todas as aplicações. Mais de 2.000 clientes no mundo dependem das análises da empresa para construir e proteger suas aplicações modernas e infraestruturas da nuvem.

Em suma…

É importante saber que, ao investir em cibersegurança, você ou sua empresa irão proteger as informações transmitidas, evitando que sejam perdidas ou roubadas. Protocolos de criptografia são utilizados para codificar e-mails, arquivos e outros dados de grande importância para o usuário.

Os softwares de segurança são desenvolvidos para procurar códigos maliciosos nos computadores, que são enviados para a quarentena e removidos da máquina.

Caso ocorra uma infecção de inicialização, estes softwares são capazes de limpar todo o computador. Além disso, eles detectam, em tempo real, os malwares

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Não obstante, não são apenas as empresas de cibersegurança que têm o papel de zelar pela segurança na manipulação de dados na internet. Os usuários comuns também podem fazer a sua parte, tomando alguns cuidados, como por exemplo:

  • Investir em um bom antivírus nos dispositivos que utiliza;
  • Não repetir a mesma senha para todas as contas. Se uma delas for invadida, as demais serão, consecutivamente;
  • Cuidar ao abrir anexos de e-mails desconhecidos, a fim de evitar contato com o código malicioso;
  • Evitar fazer download de programas sem saber se eles são legítimos, pois podem carregar malware.

Aqui no blog, já publicamos um guia para você remover um malware do seu computador.

Interessado em obter mais dicas sobre tecnologia? Então, acompanhe o blog Compare Plano e fique por dentro das novidades.

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