342Amazônia: conheça o app de ativismo ambiental

342Amazônia

Protestar atualmente não funciona como em outras décadas quando se discordava das decisões dos governantes. A revolução digital marca um período de mudanças rápidas e constantes não apenas na evolução da tecnologia em si mas na maneira como as pessoas interagem e fazem uso dela. Neste artigo vamos tratar de um exemplo prático que nasceu nesse contexto: o 342Amazônia. Seus organizadores descrevem a plataforma como “o primeiro aplicativo de ativismo ambiental brasileiro”.

A todo instante é discutido nas empresas de todos os setores como se adequar e não ficar para trás. Contudo, para além dos impactos mais evidentes no mercado, existe um processo de reorganização social que altera, entre diversas outras condutas, as formas de mobilização da sociedade.

Compartilhamento de campanhas, assinatura em petições online e doações para entidades são exemplos de uma movimentação também chamada de ciberativismo. Com ele surgem vários fatores que complexificam o processo de mobilização: desde a facilidade de organizar pelas redes sociais uma manifestação nas ruas até a disseminação de notícias falsas — entrave mais recente com o qual ainda estamos aprendendo a lidar.

Aqui você entende de onde surgiu o 342Amazônia, por que ele foi criado e como funciona.

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O Movimento 342

O 342Amazônia foi lançado oficialmente no dia 4 de junho de 2019, durante um evento no Rio de Janeiro. Disponível para download na Play Store e na App Store, o aplicativo é uma iniciativa do grupo Movimento 342 em parceria com a Mídia Ninja e o Greenpeace Brasil.

Encabeçado pela classe artística e por políticos com pautas progressistas, o Movimento 342 nasceu em 2017. Na ocasião, os organizadores lançaram o “342 Agora”, campanha que pedia pressão por parte da população à Câmara dos Deputados. O objetivo era que se aceitasse a denúncia de corrupção contra o então presidente Michel Temer. O nome vem daí. Um dos quóruns de votação da Câmara para aprovação de decisões é de 2/3 do plenário — 342 votos.

Naquele mesmo ano mais de 100 artistas visuais e de outros setores culturais se reuniram no apartamento da produtora Paula Lavigne para organizar a campanha “342 Artes”. A ação foi resposta à censura de exposições como a Queermuseu no Santander Cultural em Porto Alegre e a performance La Bête, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além disso, em 2018 o coletivo também se manifestou contra a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

342Amazônia

O movimento em defesa da Amazônia iniciou também em 2017. Em agosto o grupo se organizou para protestar contra um decreto de Michel Temer que autorizava a exploração mineral da região da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). No vídeo, artistas como Mariana Ximenes, Caetano Veloso, Christiane Torloni e Deborah Evelyn aparecem criticando a medida do presidente. Por fim, após pressão de vários grupos ambientalistas e repercussão internacional, Temer acabou recuando e revogou o projeto.

Em 2019 o grupo continuou levantando a bandeira ambiental. A intensificação das queimadas e as políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro levaram o grupo às ruas em agosto. Pelas redes sociais, o Movimento 342 promoveu a manifestação que reuniu cerca de 15 mil pessoas, de acordo com os organizadores. O protesto foi também resposta às declarações do presidente responsabilizando ONGs pelo fogo na Amazônia.

No site da 342Amazônia é destacado: “2019 será um ano decisivo para a causa ambientalista no Brasil e no Mundo. A onda de retrocessos socioambientais, impulsionada em grande parte pelos ruralistas, vem ganhando fôlego no novo governo.”

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Lançamento do aplicativo

Em junho, durante um evento no Circo Voador, casa cultural carioca, o app da 342Amazônia foi lançado. A ocasião contou com um show liderado por Caetano Veloso e a presença de figuras como Luisa Mell, Maria Gadú e Letícia Sabatella. De acordo com Paula Lavigne em entrevista à Folha de S. Paulo, a ideia do aplicativo é facilitar a vida de quem quer mas não sabe como se engajar em causas ecológicas.

Também no site 342 Amazônia, consta: “Iniciativas do Congresso e no novo governo têm permitido mais veneno na nossa comida, mais desmatamento, menos rigor nos licenciamentos ambientais, menos fiscalização e mais crimes contra as pessoas e o meio ambiente, como Brumadinho e Mariana. Não podemos mais admitir que os interesses políticos e econômicos estejam acima do nosso direito à vida e a um ambiente saudável.”

A proposta do aplicativo, conforme sua apresentação no site, é dividir-se em três áreas: termômetro, campanhas e informações. O termômetro é uma espécie de medidor de pautas urgentes que estão sendo discutidas pelo governo ou tramitam no Congresso Nacional.

Atualmente, a home do aplicativo conta com três campanhas em destaque. Além da #TodosPelaAmazônia, outras duas brigam contra a liberação de agrotóxicos e a flexibilização da caça: #ChegaDeVeneno e #TodosContraACaça.

Ao acessar a área de cada campanha a plataforma disponibiliza tweets e textos prontos com hashtags, vídeos e materiais gráficos para publicação de posts e stories nas redes sociais. Cada campanha vem com uma área “info”  que busca aprofundar o tema em questão.

Por fim, uma seção de notícias reúne os últimos acontecimentos veiculados pela mídia e relacionados às pautas ambientais. Na prática, a seção está desatualizada desde o início do mês de julho.

O ciberativismo

Citado no início deste artigo, vamos finalizar retomando o conceito de ciberativismo.

Dicio.com — Significado de ativismo: Transformação da realidade por meio da ação prática. / Doutrina ou argumentação que prioriza a prática efetiva de transformação da realidade em oposição à atividade puramente teórica. / Efetivação dessa doutrina ou dessa argumentação, através da defesa de uma causa ou da transformação da sociedade por meio da ação e não da especulação; militância.

Um primeiro olhar para ações de ativismo digital pode julgá-las como ineficazes. Afinal, tweetar uma hashtag em prol da Floresta Amazônica pode ser o suficiente para acalmar a indignação de algumas pessoas. E, em alguns casos, é o que de fato acontece. Discussões são levantadas e em pouco tempo esfriam. Petições são criadas e enterradas pelo assunto seguinte.

No entanto, o ciberativismo enquanto uma forma complementar de politizar e mobilizar a sociedade já demonstrou também sua força e capacidade de impacto no “mundo real”. A onda de revoltas e protestos no norte da África e no Oriente Médio, popularizada como Primavera Árabe, serve como maior exemplo — até o momento — do poder das redes sociais na organização de movimentos ativistas. Iniciada com manifestações na Tunísia em 2010, o movimento se estendeu por dezenas de países, derrubou governantes e iniciou guerras civis.

Além disso, no Brasil também já experimentamos um pouco do que essa força de mobilização iniciada na internet é capaz. É o caso dos protestos de junho de 2013, fenômeno que até hoje é ponto de debate e divergência entre cientistas políticos.

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Sync: como funciona a sincronização?

O termo “sync” aparece hoje em dia relacionado a diversos serviços e funções que você provavelmente utiliza. Mas você sabe o que ele significa? Primeiramente, sync é a tradução literal do verbo “sincronizar”, em inglês.

Dicio.com – Sincronizar: 1. Combinar movimentos para que ocorram ao mesmo tempo; fazer com que se torne sincrônico: sincronizar movimentos de dança. 2. Expor de modo a ocorrer da mesma maneira que outra; narrar, descrever sincronicamente: sincronizar a fala.

Em ciências da computação, por exemplo, sincronização é um conceito que diz respeito ao funcionamento de um sistema de dados distribuídos. Um exemplo disso é o GPS, que determina uma posição na Terra com base em sinais enviados por três satélites. Esse sistema, chamado de triangulação, requer a sincronização dos relógios dos satélites para funcionar.

Mas vamos nos concentrar em serviços e aplicativos de sincronização de arquivos. Neste artigo você vai ler sobre as vantagens e cuidados necessários com a tecnologia de sincronização de dados e qual a diferença para o “backup”. Além disso, ao final você confere um comparativo entre os principais aplicativos com essa função e os serviços sync oferecidos por operadoras.

Sincronização e armazenamento em nuvem

Para falar sobre sincronização é necessário falar sobre a computação em nuvem. Os serviços de armazenamento em nuvem são plataformas conectadas a um servidor mantido 24h pelas empresas de tecnologia. O usuário recebe ou paga por um espaço de armazenamento fora dos seus dispositivos, no qual consegue guardar arquivos como fotos, vídeos, arquivos de vários formatos, entre outros.

Sendo assim, é possível acessar, editar, excluir e compartilhar todos os arquivos da nuvem por meio de qualquer dispositivo com conexão à internet. Basta um login e senha do serviço.

Diversas vantagens foram trazidas pela computação em nuvem para o dia a dia virtual das pessoas. Entre elas, a segurança. Guardar arquivos exclusivamente em um aparelho, além de ocupar muito espaço na memória, pode ser perigoso. Isso porque em caso de furto ou contaminação por vírus, por exemplo, esses documentos podem ser facilmente perdidos.

Antigamente era comum e recomendado o “backup” de arquivos importantes em dispositivos como um pen-drive ou CDs. A tecnologia de armazenamento na nuvem (que apresentamos neste outro artigo) além de aumentar a praticidade e mobilidade, facilitou também esse backup de documentos.

No entanto, além dessa transferência manual, a maioria das plataformas também disponibiliza opções de sincronização. Dessa forma, guardar, editar e excluir arquivos são ações que você realiza no seu dispositivo e que ocorrem automaticamente na nuvem. Entre os principais serviços estão, por exemplo, o Google Drive, iCloud, DropBox e OneDrive.

As funções de sincronização significam mais praticidade, contudo, é importante estar atento a outras medidas segurança. Afinal, arquivos disponíveis a qualquer hora em qualquer lugar pode também ser algo perigoso. Para evitar problemas mantenha sempre uma senha complexa definida, dê preferência a serviços com criptografia de dados e certifique-se de que possui um antivírus atualizado.

Alguns serviços de sincronização

Além dos serviços de nuvem citados acima, algumas operadoras presentes no mercado brasileiro também oferecem os seus próprios serviços com opções de sincronização. São alternativas para facilitar a vida dos clientes mas também pontos a se considerar na hora de escolher entre os serviços dessas operadoras. Confira alguns deles:

Vivo Cloud Sync

Disponível na Google Play Store e na App Store, o Vivo Cloud Sync é o app de armazenamento em nuvem da Vivo. Nele é possível guardar arquivos como: fotos, vídeos, músicas, documentos (excel, power point, word, PDFs, entre outros), contatos e calendário.

Além da função de sincronização, no Vivo Cloud Sync você consegue montar álbuns de fotos personalizados, playlists para baixar e ouvir off-line e também grupos de contatos para facilitar o compartilhamento de arquivos.

Três pacotes estão disponíveis para assinatura:

  • 32 GB, 2 dias grátis para testar: R$ 6,99 por mês;
  • 128 GB, 7 dias grátis para testar: R$ 12,99 por mês;
  • Espaço ilimitado, 30 dias grátis para testar: R$ 30,99 por mês.

Além disso, o sistema de sincronização da Vivo pode ser encontrado dentro dos pacotes de segurança digital oferecidos pela operadora. Em geral, pagar pelo pacote completo acaba compensando em relação à assinatura exclusiva do Vivo Sync. O Vivo Protege reúne 6 serviços: Vivo Segurança Online + Vivo Cloud Sync + Vivo Wi-Fi Seguro + Vivo Resolve + Vivo Otimizador + Vivo Filhos Online.

A operadora oferece 4 pacotes, do básico ao mais avançado, cada um com mais ou menos licenças para utilizar os serviços de seguranças.

Oi Proteção Sync

O Proteção Sync é um dos eixos do Oi Segurança, um serviço de segurança digital mais abrangente. Cada pacote do serviço oferece ou não 5 funções diferentes. Além disso, cada plano também vem com uma determinada quantidade de licenças para cada função.

Proteção completa: É a função antivírus do aplicativo que está disponível em todos os pacotes. Também possui um sistema “antirroubo” para localizar e bloquear o smartphone ou tablet à distância, em caso de perda ou furto. O app ainda tira uma foto de quem está tentando acessar suas informações.

Proteção sync: É o serviço de armazenamento de dados em nuvem, semelhante aos concorrentes. Nele você também guarda fotos, vídeos, músicas, documentos, contatos e agenda.

Conexão segura: Serviço de bloqueio de anúncios e proteção de dados. Serve para garantir maior privacidade e tranquilidade ao conectar um dispositivo em uma rede pública de Wi-Fi.

Otimizador: Melhora o desempenho do tablet ou smartphone e sua memória ao limpar arquivos desnecessários. Além disso, para apps rodando em segundo plano que estão travando o aparelho, economizando bateria.

Controle dos pais: Serviço de monitoramento da navegação dos filhos na internet. Determine acesso a cada categoria de conteúdo, bloqueie sites, acompanhe a localização e monitore conversas em redes sociais.

Planos do Oi Segurança

Como mencionado, cada plano do Oi Segurança vem com algumas das funções acima e um certo número de licenças. Abaixo você confere os pacotes:

  • Básico semanal – R$ 1,90 por semana: Proteção completa (1 licença); Proteção sync (32 GB); Conexão segura (1 licença); Otimizador (1 licença).
  • Básico mensal – R$ 5,90 por mês: Proteção completa (1 licença); Proteção sync (32 GB); Conexão segura (1 licença); Otimizador (1 licença).
  • Intermediário semanal – R$ 2,99 por semana: Proteção completa (3 licenças); Proteção sync (64 GB); Conexão segura (3 licenças); Otimizador (3 licenças); Controle dos pais (3 licenças).
  • Intermediário mensal – R$ 9,90 por mês: Proteção completa (3 licenças); Proteção sync (64 GB); Conexão segura (3 licenças); Otimizador (3 licenças); Controle dos pais (3 licenças).
  • Avançado mensal – R$ 14,90 por mês: Proteção completa (5 licenças); Proteção sync (128 GB); Conexão segura (5 licenças); Otimizador (5 licenças); Controle dos pais (5 licenças).

Claro Sync

Por fim, a sincronização oferecida pela Claro é um pouco diferente. O sync aqui não se trata de um sistema de armazenamento de arquivos e dados em nuvem. Com o Claro Sync é possível sincronizar o smartphone com dispositivos wearables e utilizar neles o seu número de celular sem a necessidade de uma conexão via bluetooth.

Mais especificamente, com os modelos de relógios Apple Watch e Samsung Smart Watch.

Com o serviço você utiliza seu pacote de dados, faz e recebe chamadas e envia mensagens por meio do segundo dispositivo. Dessa forma, você pode se deslocar sem o smartphone, mas ainda assim continuar conectado.

A sincronização é feita assinando o serviço por R$ 29,99 ao mês. O serviço pode ser contratado apenas por clientes ativos da Claro de um plano pós-pago com ligações ilimitadas. Além disso, para Apple Watch você precisa ter um iPhone 6 ou superior com a última versão do iOS e um Apple Watch series 3, modelos A1889 ou A1891 ou um Apple Watch series 4, modelos A2007 e A2008.

Para o Samsung Galaxy Watch é necessário um smartphone com Android 5.0 ou superior e ao menos 1,5GB de memória RAM ou um smartphone com iOS 9.0 ou superior.

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Vivo Fibra: qual a diferença para a internet convencional?

Uma das principais bandeiras da Vivo é a Vivo Fibra: seus pacotes com internet de fibra óptica. A operadora promete através dos seus planos uma conexão de ultravelocidade. De fato, isso é possível com esse tipo de cabeamento quando comparada, por exemplo, com a velocidade de uma conexão ADSL. 

Você sabe como funciona uma a internet via fibra óptica? Neste artigo vamos explicar a diferença entre as maneiras que a internet pode chegar até a sua casa e quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de conexão. Além disso, ao final você confere quais os pacotes da Vivo Fibra com preços, velocidades e serviços inclusos. Confira!

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Com funciona a conexão por fibra óptica?

A tecnologia da fibra óptica surgiu num contexto de necessidade de transferência de dados em alta velocidade e com baixa interferência.

No Brasil, o sistema foi introduzido na indústria principalmente graças às pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desde a década de 70.

Imagine um encanamento muito comprido revestido internamente por um espelho feito de vidro puro. Quando um feixe de luz é lançado de um lado, ainda que esse cano seja muito comprido e curvado, será possível enxergar a luz do outro lado, que irá viajar pelo cano refletindo em seu revestimento interno.

De maneira geral, é assim que funciona a fibra óptica, por meio de um processo denominado reflexão total. São utilizados, na maioria das vezes, fios quartzo envoltos em uma camada de vidro extrudido e encapados com plástico. Todo o sistema é muito pequeno, sendo que cada fio tem aproximadamente a espessura de um cabelo humano.

Dados enviados via fibra óptica atingem uma grande velocidade de transferência. Além disso, a taxa de interferência é infinitamente menor quando comparada à interferência em outros tipos de conexão, como a via satélite ou rádio, por exemplo. Outra vantagem do cabeamento por fibra óptica é a segurança. Como é muito difícil desviar um sinal, essa é uma conexão muito segura para a transmissão de informações.

Entretanto, toda essa eficácia tem um custo. Primeiramente, o próprio custo financeiro. A instalação e manutenção desse tipo de conexão costuma ser mais cara do que qualquer outro tipo de internet. Além disso, a disponibilidade no Brasil ainda é pequena devido a falta de infraestrutura. Dessa forma, a área de cobertura das operadoras acaba ficando restrita a alguns centros urbanos.

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Aplicações e tipos de fibra óptica

A telecomunicação não é a única área de aplicação da fibra óptica. Na medicina a tecnologia também é muito utilizada. Em procedimentos minimamente invasivos — tipo de intervenção cirúrgica que busca ao máximo a integridade física do paciente — o uso da fibra óptica pode ser essencial, como por exemplo na endoscopia. Isso porque o filamento permite a iluminação para que as câmeras cirúrgicas consigam captar as imagens do corpo do paciente. 

As fibras ópticas também são divididas, de forma geral, em dois tipos: multimodo e monomodo.

As fibras multimodo foram as primeiras a chegar ao mercado. Como o nome sugere, vários raios (modos) atravessam o cabo de forma simultânea. Isso resulta em um fenômeno chamado de “dispersão modal”, limitando a largura da banda e a taxa de transmissão de dados. Esse tipo de fibra é utilizado para conexões de curta distância. 

Já as fibras monomodo possuem um núcleo com diâmetro muito reduzido, permitindo a passagem de um único raio. Isso significa uma melhor taxa de transmissão e qualidade superior, bem como difícil manuseio e maior custo de fabricação e instalação.

Diferenças para outras conexões – cabo e ADSL

Uma das principais dúvidas sobre o funcionamento da fibra óptica é em relação à “conexão convencional”. Quando se fala em convencional, normalmente a referência são as conexões via cabo ou ADSL. Embora os três modelos sejam considerados internet banda larga e permitam grandes velocidades de transmissão, existem diferenças entre eles.

Na conexão via cabo é utilizado um cabo coaxial. Ele é similar aos cabos de telefone e é usado também para transmissão de TV a cabo. Nesse modelo, o sinal é transmitido por fibra óptica das estações das operadoras até pontos de distribuição que são instalados pela cidade. Então, a partir desses pontos, o cabo coaxial é ligado até as residências e escritórios onde será conectado ao modem.

Por outro lado, no sistema ADSL a conexão é feita via cabeamento telefônico. A sigla em inglês significa Asymmetric Digital Subscriber Line, ou seja, “linha digital assimétrica para assinante”. A assimetria aqui diz respeito ao fluxo da transmissão de informações: mais velocidade de download e menos de upload. É, em geral, uma opção mais barata e com variedade de largura de banda.

Tanto a internet via cabo quanto a ADSL são conexões cujo sinal é transmitido através de pulsos elétricos que, diferentemente da tecnologia da fibra óptica, estão sujeitos à interferência de campos magnéticos e oscilações de eletricidade.

Diferenças para outras conexões – rádio e satélite

Vale também mencionar outros dois modelos de transmissão de dados completamente diferentes da fibra óptica. A transmissão via rádio é uma conexão sem fio, que funciona a partir de ondas de rádio que vão das torres de transmissão até as antenas receptoras — instaladas em topos de prédios para evitar barreiras no caminho do sinal.

Já na internet via satélite, a transmissão dos é feita de um satélite no espaço até uma antena de recepção semelhante à uma antena parabólica. Sua cobertura é muito abrangente e é comum ser utilizada em locais com dificuldade de acesso aos outros modelos de conexão, como em zonas rurais, ou para usuários que estão em movimento constante.

A internet via satélite possui uma das maiores velocidades de download entre todos os modelos. Porém, como a transmissão é feita em pacotes existe uma taxa de latência elevada, inviabilizando esse tipo de conexão para fins que necessitem de uma resposta rápida. Seu uso para jogos, por exemplo, não é recomendado. Além disso, a manutenção e instalação da conexão por satélite é muito cara e existem poucos provedores no mercado brasileiro.

A representação de cada tipo de conexão no Brasil

De acordo com dados da Anatel de 2018, a fibra óptica ainda representa uma parcela pequena das conexões no Brasil, mas vem em ritmo de crescimento (0,5% em 2007 – 18,5% em 2018). Em contrapartida, os cabos metálicos ainda são o modelo líder, mas estão em constante declínio (71,9% em 2007 – 41,9% em 2018).

Veja o market share por tipo de tecnologia de banda larga fixa:

Cabos metálicos – 41,9%
Cabo coaxial – 30,6%
Fibra óptica – 18,5%
Rádio – 7,29%
Outras – 1,1%
Satélite – 0,6%

Pacotes da Vivo Fibra

Abaixo você confere as ofertas da Vivo Fibra e avalia o custo-benefício para sua necessidade. As ofertas dos pacotes da operadora podem variar de acordo com a disponibilidade e localidade de cada usuário. Para verificar a disponibilidade de instalação na sua região, acesse este link e preencha os seus dados. 

5 MEGA

Preço: R$ 59,99
Velocidade de download: 5 Mpbs
Velocidade de upload: 1 Mpbs
Serviços inclusos no pacote: Vivo Protege Light, Discovery Kids On!, Games4U, Watch ESPN Básico

15 MEGA

Preço: R$ 99,99
Velocidade de download: 15 Mpbs
Velocidade de upload: 1 Mpbs
Serviços inclusos no pacote: Vivo Protege Light

25 MEGA

Preço: R$ 109,99
Velocidade de download: 25 Mpbs
Velocidade de upload: 2 Mpbs
Serviços inclusos no pacote: Vivo Protege Light, Discovery Kids On!, Games4U, Watch ESPN Básico, Esporte Interativo Plus

100 MEGA

Preço: R$ 119,99
Velocidade de download: 200 Mpbs (você assina 100 e leva o dobro)
Velocidade de upload: 2 Mpbs
Serviços inclusos no pacote: Vivo Protege Light, Discovery Kids On!, Games4U, Watch ESPN Básico, Esporte Interativo Plus, Cartoon Network Ja!

300 MEGA

Preço: R$ 149,99
Velocidade de download: 300 Mpbs
Velocidade de upload: 150 Mpbs
Serviços inclusos no pacote: Vivo Protege Light, Discovery Kids On!, Games4U, Watch ESPN Básico, Esporte Interativo Plus, Cartoon Network Ja!, Fox Premium

Gostou deste artigo? Aqui você confere com detalhes nossa sessão com os planos da Vivo Fibra. Optar pela Vivo pode ser uma vantagem para quem deseja contratar mais de um tipo de serviço. Os combos de internet, TV por assinatura, telefonia e dados móveis podem compensar as tarifas cobradas pela operadora — em geral mais altas em relação às concorrentes.

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Saiba como identificar as melhores TVs smart

melhores tvs smart

As TVs inteligentes (TVs smart), tiveram uma introdução lenta no mercado brasileiro, mas conquistaram o seu espaço. Hoje em dia elas já são um artigo comum entre os usuários mais ligados em tecnologia. Além disso, mesmo as melhores TVs smart já são encontradas em valores mais acessíveis em comparação aos aplicados quando a tecnologia chegou no país.

Sua capacidade de conexão à internet alterou os parâmetros do que entendíamos por televisão. Agora ter uma TV não significa mais estar refém da programação dos canais de TV a cabo.

Veja neste artigo o que é exatamente uma televisão inteligente, ao que você deve prestar atenção antes de adquirir um modelo e quais as melhores TVs Smart em 2019 no Brasil.

Leia também: Quais os melhores planos de TV em 2019

Smart TVs, HD, Full HD e 4K: qual a diferença?

A diferença entre a tecnologia HD, Full HD e 4K está basicamente na resolução. Ou seja, sua capacidade de apresentar detalhes na imagem — medida popularmente em pixels. Quando os televisores tela fina surgiram para substituir as TVs de tubo, a primeira resolução no mercado foi a HD. A sigla em inglês significa High Definition (alta definição). São telas com 1366 pixels de largura por 720 pixels de altura, em uma proporção 16:9 (conhecida como widescreen).

Além da diferença de definição, o formato widescreen também substituiu o padrão quase quadrado das TVs antigas que seguiam a proporção 4:3. Entretanto, não demorou muito tempo para uma nova tecnologia ser inserida no mercado. 

Com o lançamento das TVs Full HD, a resolução de imagem foi dobrada. Enquanto a imagem HD acumula 1 milhão de pixels, a Full HD possui resolução 1920×1080 pixels. Isto é, mais de 2 milhões de pixels.

Por fim, a tecnologia 4k chegou para ampliar drasticamente os parâmetros de qualidade de imagem. TVs com tecnologia 4k possuem resolução de 3840 x 2160 pixels. Ou seja, 4 vezes mais definição do que as telas Full HD. Esse padrão de imagem também é chamado de Ultra HD (ou UHD). 

No mercado brasileiro, as primeiras TVs com capacidade para conteúdo 4k chegaram ainda em 2012. No entanto, havia pouco conteúdo adaptável e os preços altos desencorajaram alguns usuários na época. 

Atualmente, plataformas de streaming de vídeo como Amazon Prime e Netflix já produzem diversos conteúdos em 4k. Além disso, consoles como o Xbox One S e o Playstation 4 Pro também levam a tecnologia para o segmento dos jogos. 

A popularização desses conteúdos também refletiu no preço que já é bem mais acessível. Alguns modelos mais simples de TVs com resolução 4k já podem ser encontrados por menos de R$ 2 mil. 

As TVs de 8k também já estão chegando com força ao mercado brasileiro, veja neste outro artigo como é esta tecnologia.

Leia também: Saiba tudo sobre os planos de TV da Claro

E as TVs smart?

A denominação smart TV não diz respeito necessariamente a sua qualidade de imagem. Isso porque elas podem ser tanto HD como Ultra HD. A “inteligência” desse modelo de televisão está na sua conectividade.

Ao adquirir um aparelho desses você terá uma televisão com sistema operacional próprio e capaz de acessar a internet. Além de rodar aplicativos e sites vinculados à marca, algumas das melhores TVs smart ainda possuem um navegador instalado. Dessa forma é possível navegar pela internet tal qual um notebook — com algumas restrições de sites que podem não se adaptar muito bem. 

A conexão com a internet pode acontecer de três maneiras. A primeira e mais prática é pela captação de sinal sem fio. Esses modelos já possuem um sensor que capta o Wi-Fi da sua operadora de internet. A segunda maneira é pelo Wi-Fi Ready, um adaptador separado que fará a conexão pela entrada USB do televisor. Por fim, os modelos mais antigos acessam a internet por uma conexão LAN, ou seja, com um cabo ligado diretamente no modem. 

Como escolher entre os modelos?

Os modelos de TV inteligente disponíveis no mercado possuem cada vez mais variáveis e especificidades. Para usuários mais leigos, as fichas técnicas desses aparelhos podem ser um elemento mais complicador do que esclarecedor. Veja abaixo alguns dos principais pontos aos quais você deve estar atento antes de adquirir a sua Smart TV.

Qualidade da imagem

Ao comparar os preços dos modelos de TVs smart, é importante relacioná-los à qualidade de imagem do aparelho. Como mencionamos, a resolução é um fator determinante na qualidade de imagem. Porém, não é o único. Vale estar atento também à frequência do televisor.

Essa medida indica quantos quadros a televisão apresenta por segundo. Ou seja, uma frequência maior garante mais suavidade no movimento da imagem. A mais comum entre as smart é de 120 Hz.

Se ainda restarem dúvidas sobre as diferenças de resolução e frequência, o ideal é visitar uma loja física e observar de perto. Ainda que você pretenda comprar pela internet, comparar a imagem de cada modelo é a melhor forma de entender qual a real diferença entre uma Full HD e uma 4k, por exemplo, e avaliar se essa diferença compensa no seu bolso. 

Tamanho da tela

Outro fator importante é o tamanho da tela das TVs smart. A área do monitor é medida em polegadas. Cada polegada corresponde a 2,54 cm. Para converter e ter uma ideia em centímetros, é necessário levar em conta a proporção. Este conversor online pode te ajudar.

Se você estiver disposto a desembolsar um pouco mais, talvez esteja mirando em telas maiores. Mas, cuidado. Avalie também a área da sua sala ou ambiente em que pretende instalar o aparelho. Isso porque a distância da tela para você pode interferir na sua percepção de qualidade da imagem. Você pode acabar percebendo os pixels de uma tela muito grande se ela estiver muito próxima.

As marcas costumam sugerir uma distância ideal para cada tamanho de tela. Televisores com 24 polegadas devem ficar entre 1m e 2m do sofá/cama, enquanto telas de 60 polegadas têm uma visualização melhor se estiverem de 2,2m a 4,6m do usuário. Em geral, fique atento às recomendações do fabricante.

Sistema operacional 

A missão aqui será escolher entre Android TV, Tizen e WebOS. O Android TV é o sistema operacional do Google para TVs smart e aqui no Brasil é compatível com as marcas Sony e Phillips. Já o Tizen e o WebOS são sistemas operacionais exclusivos de suas marcas: Samsung e LG, respectivamente.

O forte do Tizen, sistema da Samsung, está na conectividade e em suas funções extra. Entre elas, o serviço de streaming de jogos Game Fly. A plataforma praticamente transforma sua TV em um console, com dezenas de jogos disponíveis.

Contudo, o WebOS também apresenta alguns recursos adicionais interessantes. No sistema da LG é possível dividir a tela para, por exemplo, acompanhar dois canais ou um canal e um conteúdo de uma porta USB. Ou ainda configurar a televisão enquanto acessa a lista de canais.

Analisando a variedade e quantidade de aparelhos disponíveis, quem sai vitorioso é o Android TV. O sistema operacional também leva a melhor quando o assunto é a loja de aplicativos. Mesmo assim, Tizen e WebOS não ficam tão atrás quanto às aplicações. Ambos possuem lojas com centenas de opções, além de rodarem normalmente os mais comuns, como Netflix e Globo Play.

Em suma, os sistemas possuem prós e contras e muito da sua usabilidade acaba caindo em gosto pessoal. Uma dica é assistir vídeos de demonstração de cada OS para tomar uma decisão mais acertada na hora de escolher sua televisão.

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Transações com bitcoin precisam ser declaradas à Receita Federal

transações com bitcoin

A regulação do Bitcoin e outras criptomoedas no Brasil ainda corresponde a uma área cinzenta da legislação do país. O que se tem, desde 2014, é a necessidade de declará-las no Imposto de Renda pelo código “99 – Outros bens e direitos”. Porém, agora as casas de câmbio também vão ter que informar à Receita Federal as transações com bitcoin e outras criptomoedas. A regra vale em geral para todas as pessoas físicas e jurídicas que ultrapassarem R$ 30 mil nas transações financeiras do mês.

A obrigatoriedade ficou valendo a partir das movimentações de agosto, de acordo com a Instrução Normativa 1.888/2019. Transações como compra, venda e doação devem ser declaradas até o último dia útil de setembro. O documento também estabelece multas para aqueles que não seguirem as regras.

Ao final do artigo artigo você confere mais detalhes sobre a regulação das transações com bitcoin no Brasil e no mundo. Antes disso, vamos explicar o que são as criptomoedas e como funciona o sistema blockchain, que garante sua circulação.

O que são criptomoedas?

Uma criptomoeda tem a mesma função que o dinheiro representado de forma física: a troca por bens e serviços. Porém, sua representação é exclusivamente digital. Não é possível segurar um Bitcoin nas mãos. Além disso, essas moedas utilizam como medida de segurança a criptografia — códigos de autenticação extremamente complexos

A mais famosa é o Bitcoin, lançada em 2009 no contexto de uma crise financeira mundial. O internauta japonês Satoshi Nakamoto foi o responsável. Nakamoto é praticamente uma entidade nos fóruns de discussão. Nakamoto existe com esse nome? É um pseudônimo de outra pessoa? De um grupo de pessoas? Desde a popularização da moeda várias teorias sobre sua real identidade circulam pela internet e pelos canais de notícias.

Além disso, o Bitcoin foi a primeira criptomoeda descentralizada a ser criada. Ela é global com exceção dos países que a proíbem — e nenhuma instituição centralizadora define a sua cotação. Enquanto o dinheiro tradicional passa por um órgão que controla a sua emissão, o Bitcoin e outras criptomoedas utilizam uma tecnologia de banco de dados chamada blockchain.

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O que é blockchain?

Um dos fatores que garantem o funcionamento das transações com bitcoin é o sistema blockchain. Em resumo, trata-se de uma tecnologia baseada em blocos de informações. Cada novo bloco gerado carrega uma série de informações mais uma chave de autenticação (hash) do bloco anterior, formando assim uma corrente de blocos.

No caso do Bitcoin, essas informações são transações financeiras. No entanto, ainda que tenha nascido junto com o Bitcoin, o uso do blockchain vai além das criptomoedas. Um exemplo é a plataforma Notary Ledgers, desenvolvida por uma startup para que serviços de cartório sejam feitos virtualmente. Nesse caso, a blockchain já serviu de base para registros de bebês no Brasil. 

Além disso, as transações com bitcoin ficam armazenadas numa espécie de livro-razão de contabilidade (ledger) público e mundial. Pelo sistema blockchain, as transações são processadas e autenticadas pelos próprios usuários da rede. Isso porque a chave de validação é, na realidade, o resultado de um problema matemático muito complexo. Para resolvê-lo é necessária uma grande potência de processamento de dados num processo chamado mineração.

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Mineração de bitcoins

Quando o problema matemático é resolvido, o bloco de informações é inserido no blockchain. Além disso, o responsável por validar o bloco recebe uma recompensa: bitcoins. É dessa forma que novas moedas são inseridas na rede. De certa forma, são os próprios mineradores que emitem os novos bitcoins. 

Ainda assim, existem algumas formas de controle dessa emissão. Na medida que novos usuários entram na rede, o próprio sistema torna os problemas matemáticos mais complexos. Milhares de cálculos são feitos por segundo para encontrar a sequência correta. Dessa forma, cada vez mais capacidade computacional é necessária para realizar esse trabalho, feito atualmente por empresas que investem grandes quantias em aparato para mineração.

Além disso, a cada 4 anos a recompensa dada ao minerador cai pela metade. Estima-se que, graças a essa progressão geométrica em que a recompensa cai, no máximo 21 milhões de bitcoins vão existir no sistema.

A regulação dos bitcoins no mundo

Mesmo após mais de dez anos do lançamento do bitcoin, as criptomoedas dividem opiniões de governos ao redor do mundo. Alguns países proíbem expressamente a negociação do bitcoin, como acontece na Bolívia e em Bangladesh. 

A China, por exemplo, tem investido esforços em evitar que o mercado das criptos interfira na sua economia. Entre 2017 e 2018, o governo chinês baniu dezenas de exchanges locais e proibiu a atuação de outras tantas internacionais no país.

Por outro lado, Malta é um exemplo de país pioneiro na regulação das criptomoedas. A ilha mediterrânea não arrecada tributos sobre ganho, como ocorre no Brasil, mas em 2018 aprovou um marco regulatório bem amplo se comparado à discussão das criptomoedas em outros países.

Em entrevista à Agência Reuters, o chefe de regulação financeira de Malta, Joseph Cuschieri, disse que o país possui a jurisdição mais completa da União Europeia, contemplando áreas como “riscos para consumidores, integridade do mercado, crime financeiro e segurança cibernética”.

O site Bitcoin Regulation acompanha e atualiza em um mapa interativo a situação das criptomoedas nas legislações de vários países.

O Brasil e as criptos

Enquanto alguns países avançam na discussão das criptomoedas seja no rumo às inovações econômicas ou no bloqueio às moedas virtuais — o Brasil permanece numa zona intermediária e cinzenta quanto a sua regulação. A legislação brasileira não reconhece o bitcoin ou qualquer outra moeda virtual, mas também não a considera ilegal.

Como mencionado anteriormente, desde 2014 é preciso declarar as criptomoedas para fins de Imposto de Renda na categoria “outros bens e direitos”. Ganhos de capital em vendas acima de R$ 35 mil são tributados de 15% a 22,5%, dependendo do lucro.

No entanto, o primeiro passo para regulação das criptomoedas foi anunciado em maio, começando a valer em agosto. Conforme define a Instrução Normativa 1.888, todos que realizarem transações com bitcoin e outras moedas virtuais terão que informar o governo até o final do mês seguinte.

Corretoras e pessoas físicas que ultrapassarem R$ 30 mil reais em transações mensais terão que informar à Receita Federal dados como data da operação, valores, titulares e criptoativo utilizado.

Informações atrasadas vão resultar em R$ 100 mensais de multa para pessoas físicas e R$ 1.500 para pessoas jurídicas. Além disso, informações incompletas serão punidas de 1,5% a 3% do valor da transação. Quem for intimado a esclarecer alguma informação à Receita Federal e não se manifestar pagará multa de R$ 500.

Definições da Instrução Normativa

O documento traz pela primeira vez uma definição legal de criptoativo e de exchange de criptoativos:

I – criptoativo: a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal; 

II – exchange de criptoativo: a pessoa jurídica, ainda que não financeira, que oferece serviços referentes a operações realizadas com criptoativos, inclusive intermediação, negociação ou custódia, e que pode aceitar quaisquer meios de pagamento, inclusive outros criptoativos.

De acordo com a revista Exame, empresas do setor consideram a medida positiva. O presidente da Mercado Bitcoin, Marcos Alves, disse em entrevista que a regulação é um movimento natural conforme mais pessoas utilizam o sistema e ajudará a combate o mau uso das criptomoedas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), só no primeiro semestre de 2019 foram movimentados R$ 5 bilhões em transações com criptomoedas no Brasil.

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Saiba tudo que o aplicativo Minha NET pode fazer por você

minha net

Que facilidade pode ser melhor do que resolver tudo na palma da mão e de qualquer lugar? A NET desenvolveu uma plataforma de autoatendimento para seus clientes, o aplicativo Minha NET. Nele você pode resolver qualquer problema e encontrar informações sem precisar ligar para a central de atendimento ou procurar uma loja.

O aplicativo Minha NET agora está no Minha Claro Residencial, isso ocorreu após a Claro passar a oferecer os serviços da NET no segmento residencial, conforme anunciado em julho de 2019. Você certamente vai ver a carinha da Claro no aplicativo Minha NET.

Mas você sabe como esta ferramenta pode te ajudar? Confira tudo que você vai encontrar no aplicativo e como usar da melhor forma.

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Acessando o Minha NET

Se você já é cliente NET, titular de um plano de internet, combo ou TV, você pode baixar o aplicativo na loja Google Play, para Android, ou na Apple Store para iOS. Nas lojas você vai encontrar o aplicativo pelo nome MinhaNET agora está na Claro. Assim, baixe o aplicativo e faça o seu cadastro. O acesso também pode ser feito pelo site.

Primeiro Acesso no Minha NET

Depois que você baixou o aplicativo no seu celular, você vai precisar cadastrar uma senha utilizando o CPF do titular da conta:

  • Primeiramente digite o CPF do titular da conta e clique em Continuar;
  • Depois que você fizer isso, o aplicativo vai validar se você já possui cadastro;
  • Para o primeiro acesso, siga as instruções do aplicativo para cadastrar a sua senha;
  • Digite a sua senha e clique em Continuar.

Depois que o seu cadastro estiver concluído, você só vai precisar acessar o aplicativo uma vez usando o CPF e a senha. Logo após, você terá acesso direto ao clicar no ícone. Com o Minha Net você fica por dentro de tudo e consegue resolver o que for necessário pelo seu celular.

O aplicativo tem uma aparência clean, portanto mostra apenas as informações necessárias e dos produtos que você possui e a navegação é bastante autoexplicativa.

Leia também: Claro tem a melhor internet móvel e banda larga fixa

Funcionalidades do Minha NET

Poder resolver qualquer pendência da sua internet, telefone ou TV pelo celular é sinônimo de praticidade. Você pode acessar o aplicativo em qualquer lugar e é muito mais rápido do que ligar na central de atendimento ou se deslocar até uma loja.

No aplicativo Minha Net você vai encontrar as principais funcionalidades:

  • Consultar 2ª via da fatura completa;
  • Configurar Wi-Fi;
  • Preciso de ajuda;
  • Agendar ou consultar visita técnica;
  • Atualizar ou alterar dados.

 Consultar a 2ª via da fatura completa

Se já aconteceu de você não receber ou não achar a fatura da NET, não se preocupe mais. Pelo aplicativo Minha NET é possível acessar a 2ª via completa da sua conta e encontrar o código de barras para pagamento. Você consegue saber se existem faturas em aberto, o valor, acessar a descrição de todos os serviços e ainda tem a opção de compartilhar como preferir, por e-mail ou WhatsApp, por exemplo.

A busca pela fatura no aplicativo é muito simples e intuitiva. Para ter acesso a 2ª via acesse o aplicativo e depois:

  • Selecione fatura;
  • Então, escolha qual fatura quer consultar. Você pode rolar para a direita para ver os meses anteriores;
  • Depois, copie o código de barras para pagar pelo aplicativo do seu banco;
  • Por último, selecione a opção ver 2ª via da fatura para consulta.

Configurar Wi-Fi

Pelo aplicativo Minha NET você pode reconfigurar o seu Wi-Fi alterando o nome da rede e/ou a senha de acesso. Não esqueça que essa mudança reflete nos dispositivos que estavam conectados à rede antiga.

Sempre que você fizer essa alteração, precisará conectar novamente todos os celulares e aparelhos que tinham a antiga rede salva. Para isso, consulte as redes Wi-Fi disponíveis, selecione a que você renomeou e digite a sua senha para logar.

Para alterar o nome de rede e/ou senha do Wi-Fi:

  • Selecione Suporte;
  • Em seguida, Configurar Wi-Fi;
  • Selecione a rede desejada;
  • Atribua um novo Nome de Rede e/ou uma nova Senha da Rede e selecione Alterar Informações;
  • A alteração do nome da rede e/ou da senha é instantânea, basta refazer a conexão dos dispositivos usando os novos dados.

Preciso de Ajuda

Se você identificar qualquer inconsistência na sua internet ou TV, o aplicativo Minha NET auxilia a realizar uma manutenção remota. Primeiro, o próprio aplicativo faz um diagnóstico no produto que você indicou estar com problema. Depois, ele fornece orientações para você executar que podem ajudar a solucionar a questão sem precisar agendar uma visita técnica.

Para testar e realizar o diagnóstico na sua internet ou TV siga o passo a passo abaixo:

  • Acesse Suporte;
  • Selecione Preciso de Ajuda;
  • Clique em Vamos lá;
  • Selecione o produto desejado (Com a TV ou Com a Internet);
  • Selecione a opção desejada relacionada ao problema apresentado;
  • Siga as instruções do aplicativo;
  • Se a manutenção remota não resolver o seu problema, o aplicativo Minha NET te leva para o Agendamento de visita técnica. Assim, permite que você consulte um calendário para agendar a visita no melhor dia para você.

Agendar ou consultar visita técnica

Se qualquer inconsistência com a sua internet ou a sua TV não for resolvida pelo aplicativo, você pode agendar uma visita técnica no dia que achar mais conveniente.

Para fazer o agendamento você precisa:

  • Primeiramente vão pedir para você testar o seu produto através do menu Preciso de Ajuda;
  • Logo após, realize todos os passos indicados;
  • Se ainda assim o problema não for resolvido, confirme que aceita receber um técnico;
  • Em seguida selecione um dos horários disponíveis;
  • Confirme as informações do agendamento e selecione finalizar;
  • Pronto! Em seguida você vai receber um número de protocolo para acompanhamento. Você pode compartilhar esta informação se desejar.

A visita técnica agendada pode ser acompanhada no menu Suporte, opção Visita técnica. Você também pode Reagendar ou Cancelar a vinda do técnico. No dia do agendamento você será notificado pelo aplicativo sobre o deslocamento do profissional e o andamento do atendimento até a sua conclusão.

Você também tem acesso ao histórico das visitas, nome dos técnicos e pode avaliar o atendimento se quiser.
Além de ser muito fácil fazer tudo isso pelo aplicativo, essa funcionalidade dá total controle ao titular da conta sobre como resolver o seu problema da forma mais apropriada. Isso traz praticidade e tranquilidade para o cliente NET.

Atualizar ou alterar dados

Outra opção disponível no Minha NET é realizar alterações de dados cadastrais, como senha, e-mail e telefones de contato, ou dados da sua fatura, como data de vencimento e forma de pagamento. Isso de uma forma bem simples e rápida.

Acesse o menu Mais e navegue entre as opções Meus dados, Meu contrato. Ali você vai encontrar alterar senha, alterar e-mail e telefones e configurações da fatura. Fazer qualquer mudança é bastante intuitivo, isso facilita o uso do autoatendimento.

Avaliação do aplicativo Minha NET

De maneira geral o aplicativo Minha NET tende a auxiliar o cliente aumentando a sua capacidade de autoatendimento e reduzindo a necessidade de contato com o SAC ou com atendimento físico em uma loja.

A navegação é simples e rápida, por isso em poucos passos é possível encontrar tudo o que você precisa. A manutenção remota é um benefício que permite ajustes com orientações feitas pelo próprio app.

Quer saber mais sobre o aplicativo Minha NET? Acesse os Termos e Políticas no aplicativo no menu Mais.
Aproveite o aplicativo e explore mais o Minha NET com nossas dicas! Caso precise contratar um plano da Claro, entre no site.

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