Piloto automático: Tesla é processada por acidente fatal

tesla

É provável que em 2040 a carteira de motorista não seja uma licença tão comum quanto é hoje. De acordo com um estudo do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, organização estadunidense, até lá, 75% dos carros já serão autônomos. Primeiramente testada pelo Google em 2010, a tecnologia para criação de carros autônomos vem crescendo rapidamente. Atualmente, a Tesla é um dos exemplos de empresa que investe pesado na tecnologia.

Veículos como o Model X, Model S e Model 3 da Tesla já estão no mercado com a função de piloto automático. No entanto, algumas restrições da tecnologia somada à desinformação dos usuários têm demonstrado que essa equação pode ser fatal. 

Em março de 2019, na Flórida, um acidente envolvendo um Tesla Model 3 terminou na morte do motorista. Meses depois, após as investigações avançarem, a família da vítima anunciou que estava entrando com um processo contra a empresa, uma vez que a função de piloto automático estava ligada. Os familiares pedem 15 mil dólares de indenização e acusam a empresa de ser responsável pela morte.

O caso da Flórida já é o quarto registro de acidente fatal com um veículo da Tesla no modo piloto automático. O primeiro aconteceu em 2015, quando Joshua Brown, de 40 anos, morreu ao colidir com um caminhão. Nem o motorista ou os sensores do piloto automático conseguiram desviar. Um mês antes, Joshua havia publicado um vídeo no YouTube elogiando as funções automáticas do Model S da Tesla. 

Saiba mais neste artigo sobre como funciona a tecnologia que promete tornar os carros autônomos e quais as polêmicas envolvendo acidentes fatais com modelos da Tesla. 

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O acidente com o Tesla Model 3 na Flórida

No dia primeiro de março de 2019, Jeremy Beren Banner, de 50 anos, pilotava um Tesla Model 3 nas ruas de Palm Beach, na Flórida. Ele estava a quase 110 km por hora quando ativou a função piloto automático. O sistema não conseguiu desviar de um caminhão que cruzava na transversal e acabou colidindo. O carro teve o teto arrancado e foi parar a quase 500 metros do local de impacto. Jeremy chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

A briga judicial entre os familiares e a Tesla agora diz respeito, basicamente, a um detalhe crucial: se Jeremy tinha ou não as mãos sobre o volante no momento do acidente.

Sim, o piloto automático é a tecnologia que promete carros autônomos e o fim da figura do motorista como conhecemos. Porém, hoje, ela ainda não funciona dessa forma. A Tesla reitera que a automatização dos seus modelos é apenas parcial. Isso significa que ainda é necessário manter as mãos ao volante durante o trajeto. “As funcionalidades atuais de piloto automático requerem uma supervisão ativa do condutor e não tornam o veículo autônomo”, diz a Tesla em seu site.

No caso de Jeremy, de acordo com as primeiras investigações da National Transportation Safety Board (NTSB), o piloto automático foi ativado cerca de 10 segundos antes do acidente. Além disso, as mãos do motorista “não foram detectadas” no volante nos 8 segundos anteriores à colisão e não há indícios de manobras para desviar do caminhão.

Contudo, o termo “não detectado” gera dúvida, pois os relatórios de investigação não garantem que Jeremy estava distraído. Ele poderia estar com as mãos repousadas no volante, sem aplicar a pressão necessária para detecção.

Além disso, o advogado da família diz que a Tesla possui gravações das câmeras internas – material ao qual a família não teve acesso.

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O que diz a Tesla

De acordo com a empresa, os dados do veículo mostram Jeremy “retirando imediatamente as mãos do volante”. Na época do acidente, um porta-voz da empresa prestou condolências e reiterou a importância de atenção durante o piloto automático. Veja a declaração:

“Nós estamos profundamente entristecidos com o acidente e nossos pensamentos estão com aqueles afetados pela tragédia. Usuários da Tesla já viajaram mais de um bilhão de milhas com o piloto automático ligado. Segundo nossos dados, quando usado por um motorista atento e preparado para retomar o controle a qualquer momento, motoristas auxiliados pelo piloto automático estão mais seguros do que aqueles sem assistência.”

Mesmo assim, a empresa e seu CEO Elon Musk têm sido criticados por confundir os usuários. Em entrevista, o empresário já atribuiu os acidentes com os veículos da Tesla à “complacência de usuários inexperientes que acham que sabem mais sobre o piloto automático do que realmente sabem”. 

Porém, a empresa costuma vender a tecnologia garantindo sua capacidade de “completa auto-direção”. Além disso, o próprio Musk já abusou da função durante uma entrevista ao programa “60 minutes”, da CBS. “Não estou fazendo nada. Sem as mãos, sem os pés”, diz o empresário ao tirar as mãos do volante.

Confusão sobre o piloto automático

O funcionamento de carros semi autônomos e de suas funções automatizadas ainda não foi bem absorvido pelos usuários. Ao menos não nos Estados Unidos. A conclusão é de uma pesquisa do Instituto de Seguros para Segurança de Rodovias (IIHS), organização de segurança viária norte-americana.

Das 2 mil pessoas ouvidas, quase metade (48%) acreditava ser seguro tirar as mãos do volante. Outros comportamentos também foram considerados seguros pelos entrevistados. Entre eles, falar ao celular (34%), enviar mensagens de textos (17%), assistir a um filme (8%) e até dormir (6%) enquanto o carro se “auto dirige”.

Segundo o presidente do Instituto, David Herkey, ainda que a Tesla deixe claro no manual dos veículos que o objetivo do piloto automático não é liberar o motorista, essa mensagem não está sendo transmitida aos usuários.

Carros autônomos no Brasil

Quão preparado você acredita que o Brasil está para receber carros dirigindo automaticamente? Enquanto a tecnologia já circula no mercado internacional e alguns países discutem os diferentes níveis de carros autônomos, no Brasil, é provável que continuaremos assistindo essa tecnologia de longe por um tempo.

A empresa de auditoria KPMG realiza anualmente um estudo para medir o “Índice de Prontidão para o Uso de Veículos Autônomos”. Para determinar o índice, a KPMG leva em consideração quatro critérios: políticas e legislação, tecnologia e inovação, infraestrutura e aceitação dos consumidores. 

Em 2018, o Brasil esteve na 17ª colocação dos 20 países analisados. Em 2019, a empresa aumentou o número de avaliados e elaborou um ranking com 25 países. E nós caímos. No ranking, o Brasil é atualmente o pior país para receber o uso de carros autônomos.

Contudo, segundo a pesquisa, há motivos para ser otimista. O estudo cita o trabalho realizado em universidades brasileiras envolvendo a tecnologia necessária para os veículos autônomos. Em 2013, por exemplo, um protótipo batizado de Carina foi desenvolvido e testado no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Em 2017, pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) realizaram um trajeto de 74 km com um carro autônomo.

Para Maurício Endo, um dos líderes da KPMG na América Latina, o Brasil “adota facilmente novas tecnologias. Se empresas e governo decidirem adotar os veículos autônomos e os preços forem competitivos, então acredito que consumidores irão utilizar rapidamente”.

Ranking completo

Veja o ranking 2019 completo da KPMG dos países prontos a receber a tecnologia: 

1º – Holanda
2º – Cingapura
3º – Noruega
4º – Estados Unidos
5º – Suécia
6º – Finlândia
7º – Reino Unido
8º – Alemanha
9º – Emirados Árabes
10º – Japão

11º – Nova Zelândia
12º – Canadá
13º – Coreia do Sul
14º – Israel
15º – Austrália
16º – Áustria
17º – França
18º – Espanha
19º – República Checa
20º – China
21º – Hungria
22º – Rússia
23º – México
24º – Índia
25º – Brasil

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iPad barato: Apple vai lançar modelo acessível em 2019

ipad barato

Setembro é mês de Apple Event. Isto é, o dia em que a Apple anuncia o lançamento de seus novos dispositivos. Registros legais feitos em julho já apontam que novos tablets estão por vir. Entre eles, um modelo de iPad barato. Conforme análise de mercado da DigiTimes Research, um modelo mais acessível em relação aos preços da Apple será uma das apostas da empresa, que deve investir forte em tablets no fim de 2019  mercado que promete um crescimento de 19% neste terceiro trimestre (julho – setembro).

De acordo com a DigiTimes, o modelo terá 10.2 polegadas. O tamanho segue a tendência de tablets com cerca de 10 polegadas que lideram o mercado atualmente. Além disso, o dispositivo deve abandonar o design dos iPads antigos e apresentar um design próximo ao do iPad Pro.

Modelo de iPad barato não será o único

E o modelo mais acessível não deve ser o único tablet a chegar ainda em 2019. Conforme os registros feitos pela Apple na Comissão Econômica da Eurásia, são planejados ao menos 7 novos modelos de iPad. Ademais, há indícios de que a empresa esteja trabalhando em uma versão compatível com internet 5G e em um modelo dobrável visando competir com dispositivos dobráveis já anunciados como os smartphones Mate X, da Huawei e Galaxy Fold, da Samsung.

O atual entusiasmo da Apple com tablets pode ser explicado por dois motivos. Primeiramente, o faturamento. No período de abril a junho de 2019 a empresa faturou 5.023 bilhões de dólares. A quantia representa um aumento de 8% nas vendas em relação ao mesmo período de 2018. O sucesso dos tablets ajudou a segurar o resultado da venda de iPhones, que apresentou queda.

A segunda e principal razão para a aposta em tablets é o futuro sistema operacional próprio para os dispositivos: o iPadOS. Todos os próximos modelos já devem vir equipados com a novidade. Em seguida, saiba mais sobre o sistema e relembre os últimos lançamentos de iPads feito pela Apple.

Como será o iPadOS

O sistema operacional próprio para iPads seguirá a mesma base da última atualização para smartphones: o iOS 13. No entanto, serão adicionadas funções específicas pensadas para a exibição em telas maiores.

Segundo o engenheiro de software da Apple, Craig Federighi, os iPads “transformaram como as pessoas trabalham e expressam sua criatividade e, com o iPadOS, nós vamos ainda mais longe entregando funções animadoras que vão tirar proveito da tela grande e versatilidade do aparelho”. Vale lembrar novamente que o modelo de iPad barato já deve vir equipado com o novo sistema operacional.  

Entre as principais mudanças está a nova tela inicial, redesenhada para que mais aplicativos caibam em cada página. A função Today View aumenta o grid quando adicionada à tela inicial, servindo como uma barra rápida de tarefas. 

Outros destaques são as mudanças no navegador Safari, a capacidade multitarefas e novas maneiras de utilizar a Apple Pencil. Veja um pouco mais sobre cada retoque:

Mudanças no Safari

O navegador padrão da Apple será apresentado automaticamente em sua versão desktop em vez da versão mobile. Será um formato com escala apropriada para a tela do iPad e otimizado para toque, pensando em plataformas como o Google Docs e WordPress.

Além disso, o Safari para iPadOS contará com um gerenciador de downloads, 30 novos atalhos de teclado e aprimoramentos no organizador de abas.

Tablet Multitarefas

As funções “Split View” e “Slide Over” vão facilitar a vida do usuário permitindo que o mesmo aplicativo ou aplicativos diferentes sejam exibidos em duas janelas, lado a lado. Isso abre portas para navegar em duas abas do Safari, por exemplo, ou escrever um e-mail enquanto está com outro aplicativo aberto logo ao lado.

Outra novidade para otimizar o uso do aparelho serão as atualizações de edição de texto e teclado. Uma série de novos gestos irão aprimorar tarefas como copiar, colar e desfazer.

Melhorias na Apple Pencil

Através da caneta será possível acessar uma paleta redesenhada de ferramentas com acesso a cores, formas, régua, borracha, entre outros. Além disso, a Apple Pencil foi otimizada para uma latência – tempo de resposta entre comando e execução – de 9 milissegundos. Um recorde na indústria, segundo a empresa. 

Lançamentos anteriores

Falar em um modelo de iPad barato pode soar vago, afinal “barato” depende de algum referencial. Ainda que não tenha estimativa de preço para o lançamento da versão mais acessível, podemos partir dos lançamentos anteriores para ter uma ideia do que esperar. Vale também ressaltar que a Apple fabrica quatro linhas diferentes de iPad: o tradicional, o iPad Pro, iPad mini e o iPad Air. 

Lançamentos de 2018

Em 2018 a Apple atualizou a sua linha iPad Pro para a 3ª geração. Dois novos aparelhos foram introduzidos no mercado brasileiro. Um com tela de 11 polegadas e um modelo superior com tela de 12,9 polegadas. Além disso, a empresa também atualizou a sua linha tradicional, lançando o iPad 6ª geração. Por aqui, eles chegaram com os seguintes preços:

iPad (6ª geração):

– 32 GB (somente Wi-Fi): R$ 2.799

– 128 GB (somente Wi-Fi): R$ 3.599

– 32 GB (Wi-Fi + celular): R$ 3.799

– 128 GB (Wi-Fi + celular): R$ 4.599

iPad Pro de 12,9 polegadas (3ª geração):

– 64 GB (somente Wi-Fi): R$ 8.399

– 256 GB (somente Wi-Fi): R$ 9.599

– 512 GB (somente Wi-Fi): R$ 11.199

– 1 TB (somente Wi-Fi): R$ 14.399

– 64 GB (Wi-Fi + celular): R$ 9.599

– 256 GB (Wi-Fi + celular): R$ 10.799

– 512 GB  (Wi-Fi + celular): R$ 12.399

– 1 TB (Wi-Fi + celular): : R$ 15.599

iPad Pro de 11 polegadas:

– 64 GB (somente Wi-Fi): R$ 6.799

– 256 GB (somente Wi-Fi): R$ 7.999

– 512 GB (somente Wi-Fi): R$ 9.599

– 1 TB (somente Wi-Fi): R$ 12.799

– 64 GB  (Wi-Fi + celular): R$ 7.999

– 256 GB (Wi-Fi + celular):  R$ 9.199

– 512 GB (Wi-Fi + celular): R$ 10.799

– 1 TB (Wi-Fi + celular):  R$ 13.999

Lançamentos de 2019

Além daquilo que se espera para o próximo Apple Event, em 2019 a empresa lançou novos modelos do iPad mini e iPad Air. Os novos tablets surgiram em março, numa atualização do site, sem grandes anúncios. O lançamento surpreendeu parte dos usuários, uma vez que as linhas não eram atualizadas desde 2015. Confira os preços:

iPad mini (5ª geração):

– 64 GB (somente Wi-Fi): R$ 3.499

– 256 GB (somente Wi-Fi): R$ 4.699

– 64 GB (Wi-Fi + celular): R$ 4.599

– 256 GB (Wi-Fi + celular): R$ 5.799

iPad Air (3ª geração):

– 64 GB (somente Wi-Fi): R$ 4.499

– 256 GB (somente Wi-Fi): R$ 5.699

– 64 GB (Wi-Fi + celular): R$ 5.599

– 256 GB (Wi-Fi + celular): R$ 6.799

Por fim, resta aguardar o anúncio oficial da Apple sobre o modelo de iPad barato para descobrir o quão acessível será o novo dispositivo.

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Venda de celulares: Apple perde mercado e chinesas crescem

venda de celulares

O segundo trimestre de 2019 representou queda para a Apple e crescimento para Samsung, Xiaomi e Huawei na venda de celulares a nível global. De acordo com dados da empresa de consultoria Counterpoint Research e da Strategy Analytics, no mesmo período em 2018, a Apple havia colocado 41,3 milhões de smartphones no mercado. Em 2019, esse número ficou entre 36 e 38 milhões. 

A Apple foi ultrapassada ainda em 2018 pela chinesa Huawei em número de smartphones vendidos, embora ainda seja uma das empresas mais valiosas do mundo. Desde 2010, a maçã aparecia em primeiro ou segundo lugar nos levantamentos, de acordo com números da empresa analista de mercado International Data Corporation (IDC). No segundo trimestre de 2018 ela perdeu a segunda colocação e passou a figurar no terceiro lugar.

A Samsung se mantém como líder com uma vantagem de aproximadamente 20 milhões de unidades para a segunda colocada Huawei. Na sequência estão Apple, Xiaomi e Oppo. Somadas, as cinco marcas introduziram algo entre 341 e 360 milhões de novos aparelhos no mercado mundial. Pelos cálculos das duas consultorias, uma queda em comparação ao período de 2018, mas não muito significativa. 

Segundo Neil Mawston, diretor executivo da Strategy Analytics, a Samsung elevou sua representação no mercado de 20% para 22% no último ano. Isso se deu por “fortes vendas de modelos intermediários (como a linha Galaxy A), apesar da margem de lucro cair devido aos preços competitivos”. 

Leia também: Por que o iphone é tão caro

A queda da Apple na venda de celulares

Desde o fim de 2018 a Apple, que já chegou a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado, apresenta seus relatórios financeiros mas sem divulgar as suas vendas por unidade. Sendo assim, dependemos dos levantamentos das analistas de mercado. Em faturamento, de acordo com o relatório fiscal do terceiro semestre da empresa, o lucro com iPhones foi o único segmento que apresentou queda. Veja abaixo.

Comparação 2018 / 2019 (em milhões de dólares)

iPhones: 29,5 / 26,0
iPad: 4,6 / 5,0
Vestíveis e acessórios: 3,7 / 5,5
Serviços: 10,1 / 11,4

A decisão de não divulgar a venda de celulares e outros produtos por unidade foi vista como uma maneira de encobrir aumento de preços, uma vez que não é possível calcular o valor médio do iPhone quando se tem apenas o faturamento da empresa no segmento.

Segundo Woody Oh, diretor na Strategy Analytics, “a Apple está se estabilizando na China devido a ajustes de preço, mas outros grandes mercados como a Europa e a Índia ainda são um desafio para o caro iPhone”.

A Counterpoint Research destaca ainda que esse foi o terceiro trimestre consecutivo de queda nas vendas do iPhone. Além disso, a consultoria ressalta a diminuição no preço do iPhone XR na Índia e na China como uma tentativa da Apple de reverter o cenário e aponta os mercados emergentes como o alvo mais importante da companhia.

A ascensão da Huawei

Do outro lado da queda da Apple está o sucesso emergente das fabricantes chinesas, principalmente da Huawei. O crescimento na venda de celulares registrado pela marca surpreendeu, uma vez que a empresa está no olho do furacão da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Líder atualmente da tecnologia 5G, a empresa já foi acusada de espionagem pelo FBI e pela CIA. Segundo as organizações norte-americanas, dispositivos da Huawei teriam uma porta de entrada para hackers. Um decreto de Donald Trump chegou a colocar a fabricante numa lista de empresas que representariam uma ameaça à segurança nacional. O presidente voltou atrás, mas o clima continua hostil.

De acordo com Tarun Pathak, da Counterpoint, as sanções americanas não foram sentidas no segundo trimestre, mas serão em seguida. “A Huawei deve agir de forma agressiva no mercado chinês e registrar crescimento por lá, mas não será o suficiente para compensar a queda nas vendas internacionais. Isso levará a um declínio geral na venda de celulares em 2019”, disse no relatório.

A expansão das chinesas no mercado brasileiro

A estratégia de rápida expansão das marcas chinesas inclui o Brasil em seus planos. A Huawei, que havia deixado de vender seus smartphones no Brasil em 2013, anunciou um retorno ao país em uma parceria com a Positivo. O acordo foi cancelado em 2018, mas o retorno aconteceu mesmo assim em 2019. 

Já a Xiaomi ultrapassou a Asus em vendas de celulares e busca se estabelecer no território nacional, tendo aberto lojas físicas em São Paulo.

Além de competir com outras marcas internacionais através dos preços, as fabricantes chinesas investem também em um design diferenciado, com celulares mais finos, com combinações de cores próprias e um forte investimento na melhoria das câmeras.

Aqui no Compara Plano você pode conferir também uma análise dos modelos que a Huawei lançou no Brasil. Este ano a fabricante chegou por aqui com um modelo premium, o P30 Pro, além de um intermediário e exclusivo para o mercado brasileiro, o P30 Lite. Será que vale a pena? Confira neste outro artigo. 

Os relatórios completos

Veja a listagem da venda de celulares feita pela Strategy Analytics:

Segundo trimestre de 2019

Samsung: 22,3% (76,3 milhões de unidades)
Huawei: 17,2% (58,7 milhões de unidades)
Apple: 11,1% (38 milhões de unidades)
Xiaomi: 9,4% (32 milhões de unidades)
Oppo: 8,7% (29,8 milhões de unidades)
Outras: 31,2% (106,6 milhões de unidades)

Segundo trimestre de 2018

Samsung: 20,4% (71,5 milhões de unidades)
Huawei: 15,5% (54,2 milhões de unidades)
Apple: 11,8% (41,3 milhões de unidades)
Xiaomi: 9,1% (32 milhões de unidades)
Oppo: 8,6% (30,2 milhões de unidades)
Outras: 34,6% (121,2 milhões de unidades)

Veja o ranking da Counterpoint (variação em relação ao segundo trimestre de 2018 entre parênteses):

Samsung: 21,3% – 76,6 milhões de unidades (+7,1%)
Huawei: 15,8% – 56,7 milhões de unidades (+4,6%)
Apple: 10,1% – 36,4 milhões de unidades (-11,9%)
Xiaomi: 9% – 32,3 milhões de unidades (+0,9%)
Oppo: 8,1% – 29 milhões de unidades (-2,0%)
Vivo: 7,5% – 27 milhões de unidades (+2,1%)
Lenovo/Motorola: 2,6% – 9,5 milhões de unidades (+6%)
LG: 2,2% – 8 milhões de unidades (-18,5%)
HMD/Nokia: 1,3% – 4,8 milhões de unidades (+20%)
Realme: 1,3% – 4,7 milhões de unidades (+848%)
Outras: 20,8% – 75 milhões de unidades (-12,8%)

Por fim, vale destacar o gigantesco crescimento da Realme. A empresa foi fundada ainda em 2018 como uma subsidiária da Oppo e já chegou ao top 10, principalmente pelos preços competitivos. 

A Realme e a Oppo, assim como outras fabricantes de smartphones como Vivo e OnePlus, na realidade são marcas registradas da gigante BBK Eletronics. Dessa forma, a empresa ocupa a segunda posição entre as maiores do mundo. Além disso, é a primeira entre as chinesas, ultrapassando a Huawei.

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Como controlar vídeos para crianças no YouTube

vídeos para crianças no YouTube

O YouTube não é para crianças. O próprio site declara em sua central de segurança e privacidade algumas normas para logar na plataforma. Entre elas, é necessário possuir uma conta no Google que atenda às restrições de idade mínima: 13 anos. No entanto, já se sabe que o público infantil representa uma parcela enorme dos acessos ao site. Além disso, a quantidade de vídeos para crianças no YouTube é igualmente grande. 

Muitas vezes a plataforma serve como uma verdadeira babá eletrônica. O exemplo mais famoso é o caso da Galinha Pintadinha. O canal já conta com mais de 18 milhões de inscritos e vídeos na casa das centenas de milhões de visualizações. 

Por outro lado, polêmicas na sua relação com o público infantil têm obrigado o YouTube a tomar algumas medidas. Sendo assim, a subsidiária do Google tem buscado aumentar a segurança no seu uso e melhorar a sua reputação. Principalmente aos olhos de pais, educadores e órgãos de regulação.

Em julho, o site alterou o algoritmo que rege o seu conteúdo. Ou seja, mudou o conjunto de regras que determina a ordem de apresentação dos vídeos nas páginas de busca. O algoritmo determina, além disso, o que aparece na lista de recomendações mostrada ao usuário enquanto ele navega pelo site.

Atualizações no algoritmo de alguns sites podem ocorrer sem anúncios para o público. Além disso, muitas vezes elas nem são percebidas. No entanto, não foi o caso. O tráfego em alguns canais infantis mudou de uma forma bem perceptível. Enquanto as alterações representaram uma ascensão súbita para alguns, outros passaram por uma queda significativa.

Leia também: Os melhores canais para crianças no YouTube

Quais os novos critérios do algoritmo?

De acordo com informações da agência de notícias Bloomberg, a mudança foi mal recebida pelos produtores de conteúdo. Isso porque perceberam variações drásticas nas estatísticas de acesso dos seus canais da noite para o dia, sem entender o critério utilizado.

Nathan Laud, animador responsável pelo canal musical infantil Tiny Tunes, afirmou que as visualizações diárias nos seus vídeos caíram até 80% após a atualização. Ele questionou o YouTube por e-mail, que confirmou uma mudança no sistema de descoberta dos vídeos mas não detalhou os critérios.

Em uma declaração oficial, Ivy Choi, uma porta-voz da empresa, disse que o YouTube “faz centenas de alterações todos os anos para facilitar que pessoas encontrem o que elas querem assistir” e que recentemente “nós fizemos uma mudança que melhora a capacidade de usuários encontrarem conteúdo familiar de qualidade”.

E isso teria acontecido tanto em vídeos para crianças no YouTube “geral” quanto na versão Kids, lançada pela empresa no Brasil em 2016.

Leia também: Canais infantis: confira a lista de desenhos de cada canal

O que é o YouTube Kids

O YouTube Kids é um aplicativo disponível para Android (Google Play Store) e iOS (App Store) que possui conteúdo filtrado e selecionado especificamente para o público infantil. A versão para crianças do site permite um maior controle por parte dos pais. É possível alterar configurações de busca, faixa etária, entre outras preferências.

Ao contrário do site original, o YouTube Kids não faz coleta de dados dos usuários. Também não permite propagandas clicáveis que redirecionem para outros sites. Ainda assim, o aplicativo exibe publicidade infantil, ponto controverso entre pais e educadores.

O YouTube Kids já existe desde 2015 nos Estados Unidos e, assim como a mudança no algoritmo, seu lançamento faz parte dos esforços da empresa em melhorar a sua imagem e tornar a experiência de navegação mais segura. Isso tudo após uma série de polêmicas envolvendo vídeos no YouTube para crianças. 

Vídeos com crianças e vídeos para crianças

De acordo com um estudo publicado em julho de 2019, uma grande parcela do conteúdo mais popular do YouTube gira em torno das crianças – seja conteúdo infantil ou vídeos exibindo crianças abaixo dos 13 anos. A pesquisa foi feita pelo Pew Research Center, organização americana analista de tendências e opinião pública.

Em nota ao site Gizmodo, um porta-voz afirmou que, independentemente da metodologia utilizada na pesquisa, as categorias mais acessadas costumam ser comédia, música e esportes. Ele ainda afirmou que “sempre deixamos claro que o YouTube nunca foi para pessoas com menos de 13 anos”.

Segundo os resultados apresentados pela Pew, entre os mais de 43 mil canais analisados, uma pequena parte (cerca de 2%) é estrelada por crianças que aparentam menos de 13 anos em seus vídeos. No entanto, esses conteúdos recebem em média o triplo de visualizações do que aqueles que não possuem crianças. Além disso, vídeos com crianças e direcionado para crianças estão entre as categorias mais populares na rede.

Após investigações de como a empresa lida com dados e informações pessoais do público infantil, o YouTube  vem buscando mudar essa cultura. Além disso, a rede tem sido alvo de acusações diversas que vão desde a recomendação de vídeos perturbadores para crianças até a recomendação de vídeos com crianças para pedófilos.

Como o YouTube lida com a pedofilia

Em fevereiro de 2019, o Youtube anunciou que estava tomando providências para desativar comentários em vídeos contendo menores de idade. A medida foi tomada devido a denúncias de que pedófilos estavam sinalizando para outros assediadores na área de comentários. 

Além disso, em junho, o jornal americano The New York Times publicou uma reportagem demonstrando algo ainda mais preocupante para a plataforma, principalmente para os pais: como o algoritmo do YouTube pode agir explorando a imagem de crianças e recomendando para pedófilos vídeos onde figuram pessoas menores de idade.

De acordo com o Times, pesquisadores de Harvard perceberam a tendência enquanto estudavam a influência do YouTube justamente no Brasil. Segundo a pesquisa, a partir de vídeos com temática sexual, as recomendações foram apresentando vídeos “mais bizarros ou extremos e que davam ênfase a jovens”.

Seguindo o caminho das recomendações da plataforma, os pesquisadores chegaram a vídeos de crianças parcialmente vestidas. Esse conteúdo muitas vezes parecia ter sido publicado de forma inocente pelos próprios familiares.

O que os membros da equipe de Harvard sugerem é que o algoritmo do YouTube tenha aprendido com pessoas com o distúrbio psicológico de enxergar crianças de uma maneira sexual, de forma a recomendar esse conteúdo familiar para esses usuários.

O jornal entrevistou uma mãe, no Rio de Janeiro, que viu a filha de 10 anos viralizar no YouTube. A própria criança postou uma gravação com uma amiga brincando em uma piscina. Ainda que o canal não tivesse uma quantidade expressiva de seguidores, dentro de poucos dias, o vídeo já tinha mais de 400 mil acessos.

Vídeos bizarros e o caso Elsagate

A inserção de conteúdo impróprio em vídeos para crianças no YouTube também é uma das turbulências recorrentes enfrentadas pela empresa. Em 2017, um movimento chamado de #Elsagate (referência à personagem Elsa da animação Frozen) foi criado para alertar e denunciar vídeos impróprios mascarados com temáticas infantis.

Animações e encenações utilizam personagens infantis para simular cenas com conteúdo sexual, violento, escatológico, dentre outros temas inapropriados para crianças. Foram relatados casos desses conteúdos aparecendo nas recomendações de outros vídeos infantis e na reprodução automática.

O jornal O Globo entrevistou pais que passaram pela situação com seus filhos. Um representante do YouTube declarou ao jornal que a filtragem desse conteúdo é difícil na plataforma geral. Falou também que o site depende muito das denúncias por parte dos usuários e destacou a criação do YouTube Kids. “Ele tem curadoria, feita por algoritmo e também por seleção humana. Dificilmente um caso como este chegaria ao YouTube Kids”, disse ao jornal.

Em síntese, o YouTube tem demonstrado alguns esforços para combater essas situações. Contudo, a inserção de conteúdo impróprio e malicioso em vídeos para crianças no YouTube é um problema recorrente. Dessa forma, um hábito se faz muito necessário por parte dos pais: o acompanhamento próximo e constante do conteúdo que seus filhos menores de idade estão tendo acesso.

Acompanhe outras notícias, além de curiosidades sobre telecomunicação e tecnologia no nosso blog.

Golpe do link falso no Whatsapp: veja como funciona

link falso no whatsapp

A maioria dos golpes que roubam dados pessoais acontecem por um simples clique dos usuários em links falsos do WhatsApp, você sabia?

A facilidade de cair neste tipo de armadilha ficou ainda mais evidente com a recente divulgação de que o aplicativo possui uma falha grave no seu sistema de segurança.

Veja neste artigo como não cair no golpe do link falso pelo aplicativo mais popular de conversação no Brasil.

O que é um link falso no Whatsapp?

Em 2018, um golpe com link de uma promoção falsa usando o nome da perfumaria O Boticário atingiu milhares de usuários no Whatsapp. A falsa campanha pedia para que os usuários do aplicativo clicassem em um link. Dessa forma, eles eram direcionados para uma página falsa de internet.

Ao entrar na página, a vítima era induzida a confirmar seus dados para receber brindes, como o perfume Lily da empresa, por exemplo. Confirmando, o usuário se deparava com mensagens de premiação de que havia sido presenteado com o perfume e, simultaneamente, era induzido a uma outra mensagem de verificação de disponibilidade. Com isso, os seus dados eram roubados e seu celular infectado por malwares.

Em janeiro de 2019, a empresa voltou a ter seu nome envolvido em links falsos pela internet compartilhados via WhatsApp. As promoções eram de perfumes, como também de outros itens de brindes d’O Boticário, como batom, lápis para os olhos e máscara para cílios da coleção Make B. Quem acaba compartilhando é o próprio usuário que já foi vítima da possível fraude, de forma espontânea ou devido aos vírus instalados com a aceitação da pegadinha virtual.

Em maio do mesmo ano, outras mensagens fraudulentas circularam atraindo muitas vítimas com as frases “Brinde Surpresa”, “Kit Linda Grátis” e “100% Grátis Malbec ou Florata”. As promoções costumam aparecer em em datas comemorativas – neste caso, aconteceu em alusão ao Dia da Mulheres – já que são épocas escolhidas pelas diversas marcas fazer promoções de seus produtos.

Com mensagens tão atrativas fica difícil não cair em engano. Apesar do perigo constante e da fácil proliferação dessas mensagens falsas, ainda assim, é possível diferenciar uma promoção verdadeira de uma falsa. Veja como nas dicas abaixo.

Como descobrir se está caindo em um golpe do link falso no Whatsapp?

Assim como a empresa O Boticário, inúmeras corporativas também passam pelo mesmo problema. Mas é fácil identificar quando o link repassado no Whatsapp é falso. Principalmente, quando se trata de compartilhamento de promoções.

A maioria das empresas disponibilizam suas promoções na sua própria plataforma de internet e direcionam o compartilhamento via WhatsApp em últimos casos. O Boticário, por exemplo, envia a promoção por e-mail, após outro usuário ser contemplado no site e indicar os próximos premiados. As promoções são de amostras, novos produtos em lançamento, e é muito raro serem distribuídas ofertas de perfumes com alta escala de venda.

Para não cair nesses golpes é essencial que o usuário tome medidas de segurança. Checar sempre se o link é verdadeiro é o primeiro passo a ser feito. Vá atrás do site da promoção e veja se a divulgação também está acontecendo pelo site da corporativa.

Desconfie de promoções com preço muito fora da realidade

Fique atento a promessas muito vantajosas ou que apresentem preços muito abaixo do valor original dos produtos. Anúncios exageradamente lucrativos provavelmente são golpes e pelo celular ele fica mais fácil de alcançar vítimas.

No WhatsApp então, os cibercriminosos aproveitam para iludir usuários em grupos e pelo compartilhamento imediato. Um jeito prático de descobrir se está caindo na armadilha do link falso no Whatsapp é conferir sua veracidade no site da dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe. De acordo com a empresa, só em 2018, 60,4 milhões de usuários Android foram potencialmente vítimas de links maliciosos no país.

Os links enviados por WhatsApp são das mais variadas promoções. Pode ser um aviso para sacar seu FGTS — o último envolvendo o benefício, após o usuário ser direcionado a uma página de internet falsa, exigia o compartilhamento do link a 10 amigos do participante no WhatsApp.

Ainda o site contava com comentários falsos de pessoas que teriam conseguido sacar o FGTS para parecer mais fiel ao site da Caixa Econômica Federal. O golpe do link falso do FGTS obteve 100 mil vítimas que receberam, acessaram ou compartilharam o link que assegurava o saque.

Fique alerta

Se receber essas promoções pelo WhatsApp, fique alerta. Qualquer um pode ser vítima de promoções fantasiosas. Os golpes no aplicativo vem se inovando a cado ano. Além disso, as suas plataformas para roubar dados são cada vez mais parecidas com sites verdadeiros. Links maliciosos já fizeram milhões de vítimas não só no Brasil, como também ao redor do mundo.

Além das promoções que já citamos, você pode sofrer com links falsos de memes, correntes e também fake news, estas que foram comuns no período de eleição 2018.

Para saber como não cair em Fake News, clique aqui.

Assim como é fácil cair em uma armadilha de cibercriminosos, também é descomplicado evitá-la. Basta seguir nossas dicas.

 

Como se livrar de links maliciosos no Whatsapp

Evitar o recebimento de links falsos no Whatsapp não é algo fácil porque isso vai depender também com quem você interage na rede. Se essa pessoa foi vítima de fraude tem bastante probabilidade que ela compartilhe sem querer com os seus amigos no aplicativo.

Mesmo com o perigo de receber mensagens desse tipo, você pode se precaver de outras formas, como usando um bom antivírus em seu celular ou duvidando sempre do que recebe.

11 dicas para você não cair em armadilhas

1 –  Primeiramente, desconfie de mensagens com erros ortográficos ou gramaticais. Não confie em mensagens com tom de comando como “clique na promoção e obtenha esta vantagem’”.

2 – Desconfie de mensagens que solicitam seus dados cadastrais a todo o custo. Como por exemplo quando pedem número de cartão de crédito, conta bancária, data de aniversário, senha etc.

3 – Se a promoção pede para que você a compartilhe a um grande números de usuários, desconfie. Evite repassá-la.

4 – Desconfie de sites com URLs em formato curto e com nomes editados. Golpes direcionam os usuários para sites falsos com o preenchimento de formulário malicioso. Mensagens que contêm links encurtados costumam levar o usuário a réplicas de sites bem parecidos com o original. Geralmente eles direcionam para descontos, vouchers e serviços premium de graça.

5 – Cuidado com as correntes via WhatsApp. Nenhuma empresa vai pedir para você enviar para muitos usuários ou pedir depósito de dinheiro para você receber um brinde. Com a opção que aparece agora quando a mensagem é um compartilhamento, fica mais fácil saber se é uma corrente.

6 – Os criminosos costumam criar promoções, correntes ou notícias falsas com frases vantajosas e sensacionalistas. Não clique em mensagens com essas características. Não acredite nos famosos conteúdos “bom demais para ser verdade”.

7 – Investigue o site da empresa antes de clicar no link da promoção. Veja se a promoção é realmente verdadeira. Se for, participe pelo site oficial da empresa, é mais confiável.

8 –  Instale um bom antivírus em seu celular. Pode ser que ele não consiga evitar todas as ameaças. Mas um bom antivírus pode ser uma solução para investigar URLs maliciosas já cadastradas no seu banco de ameaças.

9 – Duvidar é a melhor solução para não cair em engano em links falsos no WhatsApp. Analise tudo o que receber.

10 – Por fim, mas não menos importante, faça uma pesquisa minuciosa pela internet. As principais notícias de golpes estão nos trends topics da rede social Twitter e também da famosa plataforma Google.

11- Desconfie de mensagens encaminhadas.

Em um artigo anterior explicamos como esses trends topics facilitam também na hora de descobrir sobre a queda do WhatsApp. Ficou curioso? Veja o conteúdo aqui.

Gostou das nossas dicas? Fique atento ao que compartilhamos em nosso blog. Aqui você encontra a resolução das mais variadas dúvidas do mundo tecnológico.

 

Whatsapp fora do ar: como descobrir se o app caiu?

whatsapp fora do ar

Ficar com o Whatsapp fora do ar não é fácil. O aplicativo é a maior rede social de conversação no Brasil, com 120 milhões de usuários ativos no país, e no mundo já são 1,5 bilhões de pessoas conectadas. Instabilidades no aplicativo e quedas frequentes dificilmente são aceitas pelos usuários.

Na maioria das vezes, esses problemas não estão relacionados com uma conexão ruim de internet e podem acontecer em razão de pequenos reparos pelos desenvolvedores do App.

Para quem fica 24 horas no WhatsApp, trabalha por meio dele e precisa do aplicativo para equilibrar e gerenciar tarefas do dia a dia, não utilizá-lo por problemas de atualizações é uma tremenda dor de cabeça. Por isso, é preciso estar preparado para imprevistos.

Só ano passado, o App caiu inúmeras vezes, fazendo com que seus fiéis usuários migrassem para o Telegram, aplicativo com a mesma finalidade de chat de conversa. O Telegram virou uma alternativa para driblar as quedas frequentes do WhatsApp, que apesar disso, ainda é o aplicativo mais popular para bate-papo.

Leia também: 10 funções do Whatsapp que você provavelmente não conhece

Para saber lidar com esses contratempos, preparamos um tutorial para você detectar se o Whatsapp está fora do ar no Brasil e no mundo ou é apenas uma falha no provedor de internet. Se você não quer mudar de aplicativo no seu celular Android ou iPhone (iOS), a gente explica como checar e saber o que fazer quando o App cair. Siga os passos:

Teste o aplicativo

Sabe aquela maneira antiga de desligar o aparelho celular para saber se ele travou? Comece fazendo isso. Feche o aplicativo e abra-o novamente, se as mensagens continuarem não enviando, teste sua conexão de internet, migrando para o 4G e Wi-Fi.

Se a conexão estiver perfeita, verifique se as mensagens continuam com problemas de envio. Se aparecer um ícone de relógio no início da sua mensagem, significa que ela nem chegou a ser enviada. Quando aparecer apenas um risquinho de ícone de check-list, pode ser problema com o destinatário, e não com seu aplicativo.

Confira outras redes sociais

Se o problema não é com sua internet, cheque as outras redes sociais, como Facebook e Instagram e Messenger que fazem parte de um mesmo pacote de aplicativos, desenvolvidos por Mark Zuckerberg. Se todas, ou boa parte delas, estiverem com instabilidades e quedas é sinal de que o problema seja com o sinal de internet.

Em 2019, Zuckerberg anunciou a integração das redes sociais como uma grande plataforma de mensagens focadas em privacidade e segurança do usuário.

Leia também: Aprenda a fazer figurinhas no Whatsapp

Confira os noticiários

Se você precisa de uma resposta mais confiável, busque noticiários no Google sobre problemas de conectividade do WhatsApp. É bem provável que o top one da lista seja anunciando o problema. Procure saber quanto tempo está prevista a instabilidade do sistema para diminuir seus prejuízos com a falta de comunicação no(s) aplicativo(s).

Veja relatórios de monitoramento

Além das notícias em tempo real, você pode ter acesso a relatórios online publicados por sites de monitoramento. O Outage.Report, o Down Detector e Is It Down Right Now são ótimos serviços para quem quer acompanhar o processo de atualização dos dados de erros de servidor. Ao acessá-los busque por relatórios relacionados ao Brasil, isso pode ser feito de forma interativa através de mapas.

Fique de olho no trending topics do Twitter

A rede social Twitter é a mais inovadora em problematizar fatos em tempo real. O Brasil é o segundo colocado no ranking de quantitativo de usuários no Twitter, isso quer dizer que quanto mais gente, maior será a divulgação de notícia sobre problemas atuais.

No Twitter você pode buscar a seção trending topics, uma lista de hastags em tempo real das palavras mais postadas na rede social. As reclamações são exemplos dessas trending topics. Se o WhatsApp tiver caído, com certeza você encontrará a resposta nessa seção.

Basta filtrar por resultados “Mais recentes”. Uma falha no aplicativo tende a criar um grande volume de reclamações dos twitteiros sobre o problema. Também vale a pena filtrar sua busca com as hastags #whatsappdown, #whatsappcaiu.

Filtre a informação no Google Trends

Assim como o Twitter, o Google possui uma lista de palavras mais pesquisadas no navegador de pesquisa. No Google Trends, é possível que você encontre nele os termos mais investigados pelos internautas, basta inserir um termo de pesquisa ou assunto.

Em vez de hashtags você pode pesquisar tópicos ou palavras-chave como “whatsapp caiu”, “whatsapp fora do ar” ou “whatsapp parou de funcionar”. O recurso, disponível em diversos idiomas, apresenta ao final um gráfico das pesquisas relacionadas ao termo pesquisado, demonstrando a evolução do grau de busca dos usuários do Google.

Além disso, você pode filtrar sua pesquisa por períodos e horários de ocorrências, e também local de acontecimento. Com isso, é possível constatar se o problema que você está procurando é só no Brasil ou se está ocorrendo de forma generalizada em outros países.

Espere pela melhoria da ferramenta

O Whatsapp fora do ar não é um problema tão raro. Em 2019, no Brasil, o WhatsApp parou em janeiro, teve instabilidade em abril também, atingindo todas as redes sociais integradas a ele (Facebook, Messenger e Instagram). O problema também ocorreu fora das fronteiras brasileiras, em março ele parou de funcionar em todo o mundo.

Por isso, se vier acontecer algum problema na conexão do App, fique tranquilo que o problema não é somente no seu aparelho celular. Dê um tempo para a tecnologia e foque em outras atividades até que o problema seja solucionado pelo servidor.

Na maioria das vezes, são reparos que podem ajudar ainda mais na interface do aplicativo e na interação entre usuários. E se o celular e seu pacote de dados de internet estão funcionando com total desempenho, envie um SMS (torpedo) ou faça uma ligação em caso da necessidade de resposta imediata.

A instabilidade pode durar o dia todo ou apenas horas. Se você fica muito frustrado quando o Whatsapp está fora do ar, avalie se vale a pena baixar outro aplicativo com a mesma funcionalidade, como é o caso do Telegram, para usar nas horas de aperto. Mas para a maior parte dos casos isso não compensa, pois com a resolução do problema, o WhatsApp ainda acaba sendo a rede mais popular no país.

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