Tecnologias do futuro: você irá se surpreender com o que vem por aí

A tecnologia está em constante mudança e, com ela, a maneira como lidamos com essas mudanças. Mais do que inserir novos produtos no mercado, os avanços alteram e impõem comportamentos e formas de interação da sociedade. Nesse sentido, as “tecnologias do futuro” são alvo constante de interesse. Onde vamos parar?

Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Podemos, no entanto, refletir sobre onde já nos encontramos e também sobre aquilo que está no horizonte: onde estamos quase chegando.

Em entrevista concedida em 2016 ao site Tech Insider, o polêmico futurologista britânico Ian Pearson fez algumas predições. De acordo com o site, as previsões do especialista têm, em geral, uma taxa de acurácia de 85%. O Tech Insider quis saber o que nós podemos esperar até 2050 e como as tecnologias do futuro vão mudar a maneira como vivemos.

Pearson atirou para todos os lados. Viagens frequentes par marte, fim dos smartphones, links cerebrais que permitirão humanos vivendo na Matrix, turismo no espaço, vestimentas com super-poderes. São muitos os prognósticos. Alguns tentadores e promissores, outros assustadores e alarmantes.

Neste artigo vamos nos aprofundar em três dos pontos citados por Pearson. Você lê abaixo um pouco sobre o que já está em prática e quais as perspectivas futuras para cada um desses campos. Confira!

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Veículos autônomos

Testados primeiramente pela Google no ano de 2010, os carros autônomos e seu desenvolvimento vêm ganhando atenção desde então. A Tesla, empresa estadunidense, é o principal exemplo de investimento na tecnologia que pretende automatizar cada vez mais a direção dos automóveis.

Carros como o Tesla Model X, Model S e Model 3 já estão rodando no mercado com funções automatizadas, o que não significa que toda a direção fique a cargo do veículo. Algumas confusões em relação ao uso dos carros da Tesla já demonstraram que a falta de entendimento por parte dos usuários pode ser um fator perigoso, resultando inclusive em acidentes fatais.

De acordo com uma pesquisa do Instituto de Seguros para Segurança de Rodovias (IIHS), organização de segurança viária dos EUA, quase metade dos 2 mil entrevistados acreditava ser seguro retirar as mãos do volante, o que ainda não é caso.

No Brasil, é improvável que a tecnologia chegue tão cedo, segundo um estudo da KPMG, que mede o “Índice de Prontidão para o Uso de Veículos Autônomos”. A empresa leva em conta critérios como legislação, infraestrutura, aceitação dos consumidores, tecnologia e inovação. Dos 25 países estudados em 2019, o Brasil ficou em último lugar no ranking, encabeçado por Holanda, Cingapura e Noruega.

Por outro lado, o futurologista Ian Pearson não tem certeza sobre o sucesso dos carros autônomos daqui para frente. Ao menos, não da forma como conhecemos. Ao site Tech Insider, Pearson disse acreditar que até 2026 haverá, sim, uma “onipresença de veículos que se dirigem sozinhos”. No entanto, isso viria na forma de um transporte colaborativo, no qual “caixas de metal baratas” levariam as pessoas de um lado para o outro. Seria um sistema sem motorista com melhor custo-benefício e mais simples que os atuais carros autônomos em teste.

A realidade virtual na educação

“Você vai poder levar estudantes para um ambiente no passado e mostrar o que estava acontecendo, como assistir à batalha de uma guerra, por exemplo. Você pode explicar esse tipo de coisa de uma maneira mais simples, se for possível ver o que acontece em vez de ler em um livro didático”, declarou Pearson, na entrevista sobre as tecnologias do futuro.

A percepção entre especialistas de que a realidade virtual (RV) vai se tornar indispensável para os consumidores ao nível do que hoje são os smartphones está estimulando uma corrida entre as grandes empresas de tecnologia, que tem a área da educação como um dos alvos. As experiências em primeira pessoa utilizando óculos 3D para visualização de ambientes em 360 graus já vêm há alguns anos despertando interesse das empresas e instituições de ensino ao redor do mundo.

Em 2015, observando o potencial da realidade virtual nas salas de aula, o Google lançou o projeto Google Expeditions. O aplicativo imersivo leva professores e estudantes a explorar o mundo desde uma visita ao espaço até um mergulho no fundo do mar. São mais de mil expedições de realidade virtual e cem de realidade aumentada.

Especialistas em tecnologias da educação apontam vários benefícios de utilizar a realidade aumentada no ensino. Entre eles, o caráter ativo da metodologia, que estimula o protagonismo dos alunos, e o potencial para a interdisciplinaridade que existe na tecnologia.

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Porém…

Do outro lado da moeda, estão algumas preocupações acerca do tema e do desenvolvimento dessa tecnologia no futuro. Os efeitos da realidade virtual na educação ainda não são totalmente conhecidos, e especialistas destacam também a falta de estudos conclusivos sobre o assunto. Além disso, existem limitações como o tempo de uso, por questões de saúde, e o cuidado para que a tecnologia não antecipe ou substitua experiências reais, principalmente entre os alunos mais novos.

A inserção da RV nas salas de aula também passa por obstáculos como a viabilidade econômica e a capacitação de professores, em especial no Brasil. As experiências mais bem sucedidas ao redor do mundo até o momento se concentram em escolas que possuem recursos financeiros e professores fluentes em tecnologia e inovação. 

Coordenada pelo movimento Todos Pela Educação, uma pesquisa de 2017 levantou os principais desafios enfrentados por educadores brasileiros e o que os professores da rede pública pensam sobre o uso da tecnologia nas escolas. As barreiras mencionadas com maior frequência foram a falta de infraestrutura (66%), a velocidade insuficiente da internet (64%) e a falta de formação adequada (62%).

Os avanços da inteligência artificial

A inteligência artificial é outro campo da tecnologia em que, por maior que seja seu crescimento recente, o limite para seus avanços parece cada vez mais distante. No caso dos assistentes virtuais, por exemplo, estamos acostumados a comandos e respostas simples, mas o seu repertório pode ser aumentado muito em breve, com diálogos complexos.

A integração entre assistentes inteligentes e a robótica deverá revolucionar a maneira como vamos entender e realizar tarefas cotidianas. Para Pearson, a partir de 2030 as pessoas estarão utilizando robôs e assistentes virtuais com muita frequência, que vão funcionar desde ajudantes nos trabalhos domésticos a simplesmente companhia. “Fazer companhia será um dos objetivos primários para tecnologias do futuro que envolvam robôs, uma vez que muitas pessoas estarão morando sozinhas”, declarou o especialista.

Pearson ainda alerta para o ganho de uma consciência por parte dos computadores cada vez mais próxima de como entendemos a própria consciência humana. Para o futurologista, essa característica ficará mais evidente nas máquinas entre os anos de 2020 e 2025.

A essa equação soma-se a Internet das Coisas (IoT), conceito que explica a conexão entre objetos e usuários em uma grande rede. Com uma ligação cada vez maior entre o mundo físico e o mundo digital, a inteligência artificial terá cada vez mais campo para se fazer presente e mais possibilidades de aplicação.

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