Plataformas de Streaming de Jogos: qual é a melhor?

O streaming é o futuro dos jogos eletrônicos. Logo mais, acessar seus games será tão fácil quanto assistir  filmes ou escutar música. Permitir que o jogador conecte-se a um dispositivo e escolha um jogo disponível em um catálogo, sem a necessidade de realizar downloads ou obter versões em mídias físicas. É isso o que as grandes empresas dos ramos eletrônicos esperam proporcionar com a iniciativa dos jogos via streaming.

De onde vieram os streamings de jogos?

Mas o projeto é antigo. Desde o final da década de 2000, serviços como Gaikai e OnLive já engatinhavam na área ao oferecer jogos que rodavam em servidores externos, transmitindo apenas as imagens aos usuários. Dessa forma, era fácil desfrutar de gráficos complexos em dispositivos com rendimentos menores.

Os jogos rodavam em celulares e computadores com capacidades de processamento mais básicos. A dependência de uma boa conexão com a internet, por outro lado, prejudicava o serviço. As transmissões chegavam aos usuários em uma qualidade muito inferior àquela alcançada pelo processamento local.  

Mas as iniciativas permaneceram pioneiras. Alguns anos mais tarde, o Gaikai foi adquirido pela Sony e deu origem ao serviço PlayStation Now. Do mesmo modo, a desativação OnLive em 2015 também rendeu patentes de sua tecnologia às criações da multinacional japonesa. Desde então, as indústrias de games têm se voltado para migrar seus produtos para plataformas que funcionam de formas semelhantes aos serviços como Netflix e Spotify. O armazenamento em servidores remotos é, certamente, o que se espera do futuro da área.

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O que já existe no mercado de streaming de jogos

Hoje, além das mídias físicas e dos acervos digitais presentes nos consoles, é possível jogar online com usuários em todas as partes do planeta via streaming. Espera-se que, em pouco tempo, não seja nem mais necessário portar um dispositivo caro para jogar.

Assim, qualquer um poderá conseguir usufruir dos lançamentos de jogos de última geração. A disponibilidade dos serviços na nuvem, contudo, tem um preço. Atualmente, quase nenhuma das plataformas disponíveis está em funcionamento no Brasil. Mas o sucesso dos mais diversos serviços no exterior mostra que o mercado está pronto para recebê-los. Abaixo, você confere as opções existentes e como elas funcionam.

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streaming de jogos

Playstation Now (PS NOW)

Serviço de jogos por streaming da Sony, foi lançado em 2014. Com uma assinatura em plano mensal ou anual, o usuário tem acesso aos jogos lançados para PlayStation 2, PlayStation 3 e PlayStation 4 em dispositivos como seu console PS4 ou computador. Além da transmissão via internet, alguns títulos limitados também podem ser baixados. Os requerimentos mínimos incluem 5 mbps por segundo de conexão mínima e não permitem dispositivos simultâneos na mesma rede.

Mesmo que a função download não tenha qualquer restrição para o território brasileiro, é necessário ser portador de um cartão de crédito norte-americano para realizar o cadastro no sistema. Está disponível em vinte países, em sua maioria na Europa e América do Norte. O custo atual é de US$99.99 (R$411,98) para o plano anual e US$44.99 (R$185,37) no plano de três meses. O plano mensal fica por US$19.99 (R$82,36).

GeForce Now

Ainda em testes, é uma plataforma da Nvidia. A empresa de tecnologia é norte-americana, está incorporada em Delaware e tem sede em Santa Clara (Califórnia). Consiste em uma tecnologia que conecta os usuários a uma série de computadores em nuvem. Estes dispositivos são munidos de configurações avançadas e placas de vídeo que executam jogos de computador sem restrições.

Uma boa conexão com a internet é tudo o que o jogador precisa. A recomendação mínima é de 50mbps para rodar transmissões em 1080p/60fps. Mas a empresa diz que é possível acessá-lo em casos mais modestos, como 720p/30fps. O serviço permite assinaturas de acesso total ao catálogo ou a compra de um único jogo por vez. Uma vez lançado, deve funcionar em qualquer computador (Windows ou Mac) e aparelhos Shield, elaborados pela empresa. 

Jump

Único serviço disponível em todo o mundo, é um streaming de jogos voltado para produções independentes lançado em 2017. Voltado para computadores, seu catálogo é composto por games de empresas menores, quase sempre com recursos limitados e sem grandes publicadores. Mensalmente, um novo título é disponibilizado aos jogadores. Como um de seus diferenciais, a plataforma anuncia em seu site que 70% dos valores arrecadados através das assinaturas retorna aos desenvolvedores — voltando apenas 30% para as melhorias no serviço. A assinatura permite um teste gratuito de 14 dias. Após o período de trial, a mensalidade passa a custar US$9.99 (R$41,22), sem taxa de cancelamento.

Nintendo Switch

Lançado este ano e exclusivamente para o Japão, o streaming voltado para o console da Nintendo conta com apenas dois jogos disponíveis: Resident Evil 7 e Assassin’s Creed Odyssey. Em uma assinatura feita por horas de jogo, seus preços variam de acordo com a necessidade do usuário. O serviço é baseado exclusivamente na internet, que é conectada aos servidores das empresas de desenvolvimento dos games — Capcom e Ubisoft, respectivamente. Embora seja possível baixá-los e desfrutar do serviço no Brasil, a jogabilidade é quase impossível devido aos lags constantes causados pela distância.

O que ainda vem por aí?

Além dos serviços disponíveis atualmente, outras empresas já anunciaram seus planos de lançamento para serviços de streaming ao longo dos próximos anos. Google, Microsoft e EA prometeram seus serviços sem datas exatas de lançamento.

O Google Stadia, previsto para este ano, permitirá acesso através do Chrome, navegador da empresa, de um Chromecast ou smartphones e tablets em geral. O Microsoft XCloud, com testes públicos programados também para 2019, levará o XBox para todos os lugares. Isto deve acontecer através de uma plataforma para múltiplos tipos de dispositivos eletrônicos. O EA Project Atlas rodará os projetos da EA em computadores de baixo rendimento e smartphones, desde que o dispositivo esteja conectado à internet.

Independentemente da novidade, o que se sabe é que a revolução dos games e seus modos de jogo é contínua. E está pronta para se adequar a todos os tipos de jogadores e suas capacidades financeiras.

TWITCH: Streaming de games como programas de tevê

Mas muito antes do termo streaming de jogos ser associado aos serviços de disponibilização de catálogos em servidores na nuvem, a palavra é aplicada também ao conceito de jogadores que postam seus gameplays — como são chamados os tutoriais ou passo-a-passos de um game, normalmente gravados em primeira pessoa — através de plataformas de transmissão de vídeos. Uma delas foi criada especialmente para isso: a Twitch.tv

Subsidiário da Amazon, o projeto começou em 2011 como um spin-off da também plataforma de streaming conhecida como Justin.tv. Voltada para interesses mais gerais e transmissões de vídeos ao vivo, foi lançada em 2007 por Justin Kan, Emmett Shear, Michael Seibel and Kyle Vogt. Vendo potencial no nicho de games, a plataforma investiu em um canal apenas para eles. Posteriormente, em 2014, a Justin.tv foi fechada e a empresa, repaginada para que o foco ficasse todo na Twitch.

O conteúdo consiste, além dos gameplays em transmissões individuais de jogadores, em transmissão de competições de eSports e talk-shows voltados para o mundo dos jogos. Também são transmitidas músicas, conteúdo criativo e, mais recentemente, os chamados streams da “vida real”. Tudo através de um site que permite que o conteúdo seja visto ao vivo ou por demanda, com uma média semanal de quase 1 milhão e meio de visualizadores em todo o mundo.

Conteúdo além dos streamings de games

Mas a Twitch não é utilizada apenas como um canal de streaming de jogos e entretenimento. A natureza interativa da plataforma não permite só a comunicação em tempo real com o instrutor do vídeo. Os utilizadores também podem conversar entre si. Isto possibilitou um movimento de ensino voltado ao desenvolvimento de softwares, em que comunidades de usuários trocam conhecimentos através de vídeos em que transmitem a programação em tempo real de seus projetos. O sucesso é tanto que há uma seção no site voltada exclusivamente aos canais de programação. 

O serviço é gratuito e seu conteúdo pode ser acessado por qualquer um. Há uma versão paga que oferece os mais diversos benefícios ao usuário. Vinculada aos serviços da Amazon — como o Amazon Prime e Prime Video —, a Twitch Prime conta com diferentes jogos gratuitos disponíveis todos os meses,  com conteúdo exclusivo; uma assinatura mensal (que normalmente é paga), sem custo adicional, para apoiar streamers com inscrições em canais; aumento no tempo de armazenamento de transmissões passadas, que vai dos tradicionais 14 para 60 dias; emojis exclusivos, cores diferentes para os chats e um distintivo de bate-papo. Porém, a assinatura não está disponível no Brasil. 

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