Homenagem póstuma: relembre 5 redes sociais que morreram

Desde 1995, o mundo acompanha o surgimento e a morte de redes sociais na internet. As diferentes plataformas digitais para comunicação e interação entre usuários evoluíram de modo acelerado nos últimos anos.  Sendo cada vez mais essenciais para empresas, instituições sociais, artistas e relacionamentos pessoais. Hoje, sem dúvidas, a maior rede social é o Facebook com mais de 1,5 bilhão de usuários ativos no mundo. Contudo, a principal plataforma de Mark Zuckerberg pode virar mais uma das redes sociais que morreram após o desgaste dos usuários e a migração para outras plataformas.

Apesar de não existir um consenso sobre as preferências dos usuários de uma rede para outra, podemos elencar alguns motivos que os levam a migrar para outras plataformas, como:

  • questões estéticas, de usabilidade ou mudanças no layout;
  • acúmulo de extensões, jogos e recursos que pesavam as redes;
  • falta de segurança e privacidade, com o uso indevido de dados;
  • recursos limitados da plataforma;
  • políticas de uso abusivas;
  • utilização das plataformas para práticas de crimes, como racismo, intimidação e cyberbullying;
  • substituição das redes por outras plataformas com os mesmos recursos, outras funcionalidades e tecnologias mais avançadas.

Dessa forma, podemos compreender que vários fatores pesaram na morte das plataformas ao longo do tempo. Em um quarto de século, já surgiram quase 50 redes sociais no mundo. Algumas mal chegaram a dar os primeiros passos, outras como o Orkut tiveram um fim notável. Sendo que até hoje muitos usuários nostálgicos lamentam o fim de algumas redes.

Preparamos um artigo para falar sobre essa e outras plataformas que fizeram história e deixaram saudades. Confira!  

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Redes sociais que morreram: causas e lembranças

Como indicado anteriormente, até o ano de 2019 já foram criadas oficialmente quase 50 redes sociais no mundo. Embora, provavelmente esse número seja muito maior. Pois assim como no Brasil existem redes nacionais, em outros países também existem plataformas locais e uma série de aplicativos de relacionamentos que podem ser considerados redes sociais. Ou seja, talvez você não conheça ou irá conhecer nem metade das redes de comunicação e interação na internet.

Outro fator que leva ao desconhecimento de tantas redes sociais é o fato de que algumas duraram tão pouco que mal possuem informações para um bom obituário. Além de serem fechadas ou segmentadas, Brincadeiras a parte, o conceito de rede social é bastante amplo e por isso existem tantas redes que não alcançaram o grande público ou o interesse de investidores. 


Mas vamos ao que interessa, principais redes sociais que morreram:

 

  1. Frienster (2002-2015)


    A Frienster foi considerada uma das primeiras rede sociais. A plataforma permitia localizar amigos, criar um perfil, adicionar fotos e outros recursos que hoje são básicos de qualquer rede social. Logo nos primeiros meses, a plataforma chegou a reunir mais de 3 milhões de usuários, atraindo a atenção de investidores. Em 2009 foi vendida para uma empresa indiana, que transformou o site em uma plataforma de jogos, que foi descontinuado em 2015.

    Causa: problemas técnicos e venda da plataforma para uma empresa indiana.

    Principais lembranças: a ideia principal do Frienster era que todas as pessoas no mundo estão conectadas por seis graus de separação. Esse princípio fez da plataforma uma verdadeira rede social, onde era possível localizar e se aproximar de milhares de pessoas.

     

  2. Formspring (2009 – 2013)


    O Formspring durou 4 anos e reuniu mais de 30 milhões de usuários. Durante o curto período de existência, a plataforma sofreu com problemas de segurança e má utilização dos usuários. Os recursos de perguntas anônimas acabaram gerando cyberbullying, racismo e outros crimes na internet.

    Causa: falta de políticas de segurança e controle de uso.

    Principais lembranças: perguntas e mais perguntas. Uma rede alimentada pela curiosidade sobre o universo, amigos e qualquer outro tema. Depois do Formspring surgiram outras redes semelhantes, mas que também não sobreviveram a falta de controle e o benefício do anonimato para prática de crimes. 

     

  3. Google + (2011 – 2018)


    Passou pela internet sem fazer muita diferença. Apesar de ser integrada aos demais serviços do Google, como o armazenamento na nuvem e até mesmo outras redes sociais, a plataforma não teve importância para os usuários. Além das questões estéticas e do layout confuso, o Google + teve baixa adesão até mesmo nas empresas (que era um dos focos da plataforma). Dessa forma, a falta de usuários o que limitava o contato e tirava o sentido da rede social.

    Causa: baixo engajamento dos usuários que possuíam a conta do Google.

    Principais lembranças: a rede era conectada aos outros serviços do Google, que podiam ser acessados a partir de uma única plataforma. Embora fosse prático, muitos usuários não se adaptaram com tantas informações. Outro ponto crítico foram as suspeitas sobre o uso indevido de dados dos usuários.

     

  4. MySpace (2003)


    Podemos dizer que o MySpace está em estado vegetativo, e que na prática não vive há anos. Embora ainda esteja ativo, o MySpace hoje é uma rede irrelevante e insegura. A plataforma era focada na divulgação de músicas autorais, bandas alternativas e artistas independentes de forma gratuita. Várias bandas fizeram sucesso graças a plataforma.

    Porém, o MySpace foi perdendo espaço para outras redes, e há anos deixou de ter importância no segmento. Embora o site continue ativo com notícias de música e entretenimento, em 2019 foi divulgada a perda de arquivos armazenados na plataforma entre 2003 e 2015 – um golpe fatal para os usuários.

    Causa: foi superado por outras redes, e perdeu os documentos e arquivos dos usuários.

    Principais lembranças:
    o compartilhamento de músicas, o descobrimento de novas bandas e artistas que acabaram fazendo sucesso, marcaram a história da rede social e dos usuários que interagiram ativamente na plataforma.

     

  5. Orkut (2004 – 2014)

    A rede mais queridinha entre o brasileiros nos últimos anos, sobreviveu por uma década. Mas embora tenha reunido mais de 29 milhões de usuários cadastrados no Brasil, o Orkut não teve tanta força em outros países. Com o surgimento do Facebook e Twitter, o Orkut foi perdendo usuários que migraram principalmente para a rede de Mark Zuckerberg.

    Causa: foi superado pelo Facebook.

    Principais lembranças:
    as lembranças mais marcantes do Orkut são os jogos e comunidades com milhões de participantes, como por exemplo “eu odeio acordar cedo”, “mulher não se pega, conquista”, “eu amo minha mãe” e “Deus me disse: desce e arrasa”.  Outros recursos como os depoimentos nos perfis de outros usuários com texto em negritos, cores e emojis, faziam bastante sucesso. Hoje esses recursos são replicados por outras plataformas como o Linkedin.

E, o Facebook vai acabar mesmo?

A expansão e a consolidação do Facebook foram fatais para várias redes sociais que morreram nos últimos anos. A plataforma hoje é a maior rede social da internet. Mas com os recentes escândalos de vazamento de dados dos usuários, propagação de fake news e vários outros problemas de segurança, a rede tem perdido usuários de modo acelerado. As desconfianças sobre o uso indevido de dados, bem como o comportamento dos usuários tem desgastado a imagem do Facebook.

Muitas pessoas se queixam das publicações feitas por outros usuários, os comentários de haters e principalmente as fake news – que geram estresse e divergências entre amigos e familiares. Mesmo com vários recursos e ferramentas de denúncia para comportamentos impróprios, a plataforma continua a causar polêmicas entre os usuários. Ainda assim, os jogos, grupos e milhares de recursos do Facebook são utilizados diariamente em todo o mundo.

Conclusão

Não sabemos se o Facebook vai acabar mesmo ou se a rede passa por apenas um momento de crise. Mas ao conhecer as redes sociais que morreram, podemos refletir sobre todas as redes que usamos hoje e o nosso destino enquanto usuários ativos dessas plataformas. Afinal, a maioria das redes sociais morreram ou perderam a importância depois de alguns anos. Será que nossos dados e memórias estão realmente seguros? Ou terão um fim junto com a morte das redes? Portanto, fica a reflexão.

Veja também o que aconteceu com programas famosos como o Kazaa, Altavista, MSN, AOL e ICQ.

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