Mercado Livre remove anúncios do Google Drive ilimitado

Se você um dia pensou em comprar o Google Drive ilimitado pelo site do Mercado Livre, certamente não encontrará mais tantas opções diferenciadas deste tipo de oferta.
Afinal, o marketplace retirou todos os anúncios que vendiam o serviço de formas proibidas pelo Google. Após denúncias, foram encontradas várias propagandas do Google Drive ilimitado, que violavam os termos e condições de uso impostos pelo Mercado Livre.

Como eram os anúncios do Google Drive ilimitado no Mercado Livre

Nos anúncios do Google Drive ilimitado, além da promessa do armazenamento sem limite, muitos dos anúncios consideram o Drive como vitalícios. Ao invés do pagamento mensal, como é exigido normalmente pelo Google, o comprador faria um único pagamento para utilizar o espaço na nuvem.
Os valores variavam entre R$6,00 e R$40,00. Em alguns casos, era disponibilizado o acesso a uma pasta do G Suite e, até mesmo, uma conta educacional irregular era oferecida para o comprador acessar o G Suite for Education.
Além dos anúncios no Mercado Livre, as ofertas desses serviços ilegais, do Google Drive ilimitado, eram replicadas em redes sociais.

Anúncio do G Suite

Um dos tipos de anúncio relacionado ao Google Drive ilimitado é o do G Suite.

Para começar, o vendedor adquiria uma conta no G Suite, na modalidade Business ou Enterprise. A manutenção dessa conta custa a partir de R$ 45,90 por mês e, como o nome sugere, oferece espaço ilimitado no Google Drive.

O próximo passo era divulgar esse serviço, tanto no Mercado Livre quanto em sites próprios de e-commerce. Os valores eram sempre mais baixos do que o tabelado pelo Google, e a promessa era o acesso ilimitado, vitalício e sem precisar pagar mensalidades.

Quando um comprador fechava o negócio, deveria enviar um e-mail cadastrado na conta Google, preferencialmente um endereço do Gmail, a fim de que recebesse o acesso a um Drive com espaço ilimitado.

Perigos para o usuário

Ao adquirir o Google Drive ilimitado, o comprador não recebia nenhuma conta de usuário e senha para gerenciar os seus arquivos. O e-mail fornecido era a porta de entrada para o serviço.
O problema é que, este espaço ilimitado era compartilhado com o administrador, o qual poderia visualizar tudo que fosse enviado ao Drive pelo usuário. Ou seja, privacidade zero.

G Suite for Education também era comercializado no Google Drive ilimitado

Outro tipo de anúncio, envolvendo o Google Drive ilimitado era o G Suite for Education.
Segundo o site do Google, o G Suite for Education fornece ferramentas para ampliar os conhecimentos e troca de informações entre alunos e professores. Ele permite que os professores criem oportunidades de aprendizagem, simplifiquem as tarefas administrativas e desafiem os alunos a pensar de forma crítica, tudo isso sem interromper os fluxos de trabalho em andamento.
No entanto, o foco desse serviço é somente para estudantes e professores. Diferente do que faziam os vendedores, ao criarem, para qualquer usuário, um endereço de e-mail com domínio educacional, oferecendo também um espaço ilimitado no Drive. Nestes casos, os usuários não tinham escolha ao e-mail que seria criado para eles, a fim de que recebessem o acesso ao Google Drive ilimitado.
Por outro lado, cada comprador seria o próprio administrador do G Suite for Education, mantendo o sigilo e segurança dos seus arquivos. Ainda, poderia criar Drives e disponibilizá-los para outros usuários.

Revenda de produtos do Gsuit é proibida pelo Google

Os serviços do Google só podem ser revendidos mediante uma autorização expressa. As perdas são grandes para quem se envolve em vendas ou compras ilegais dessa natureza.
Como o Google proíbe a revenda de produtos do Gsuit em seus termos de serviço, a empresa pode derrubar as contas que fazem isso, e interromper o acesso aos arquivos na nuvem. As fraudes são descobertas facilmente, e com a quebra de contrato, a conta do usuário é bloqueada.
Segundo os termos de serviço,  os clientes do G Suite são impedidos de “vender, revender, alugar (ou equivalente funcional) os serviços a um terceiro (exceto se expressamente autorizado neste contrato)”.
O retorno para quem viola os termos é o seguinte: “se o Google tomar conhecimento de uma violação do contrato pelo usuário final, poderá pedir especificamente que o cliente suspenda a conta de usuário final aplicável; se o cliente não atender a essa solicitação, o próprio Google poderá fazê-lo”.
Saiba mais sobre os termos de serviço do G Suite e do G Suite for Education.

O que alega o Mercado Livre

Em comunicado, a empresa informou que os anúncios foram removidos por ferirem os Termos e Condições de uso da plataforma, os quais se aplicam a todos os usuários, compradores e vendedores. Para a efetivação de um cadastro, o Mercado Livre determina como obrigatória a aceitação desses termos.

A empresa alegou ainda que repudia o uso indevido de sua plataforma. As remoções dos anúncios com conteúdo irregular são realizadas sempre que a empresa recebe uma denúncia.

Esta pode ser feita pelo botão de denúncia, presente em todos os anúncios, ou ainda por meio do Programa de Proteção à Propriedade Intelectual (PPPI) do Mercado Livre.

Nos termos e condições gerais de uso do Mercado Livre, fica bem claro as consequências para quem anuncia produtos que violem direitos de terceiros, o que, por sua vez, é proibido pelo marketplace: ‘Caso isso ocorra, a empresa poderá advertir, suspender, temporária ou definitivamente, a conta de um Usuário, cancelar os seus anúncios ou aplicar uma sanção que impacte negativamente em sua reputação’.

Conclusão

Vendendo serviços na nuvem, fica difícil para as empresas fornecedoras controlarem quem faz mau uso dessas ferramentas e as torna uma fonte de renda, mesmo sabendo que são fontes de renda ilegais.

Porém, com o avanço da tecnologia em detectar essas irregularidades e a boa vontade dos consumidores, o espaço dos vendedores mau intencionados poderá ser cada vez mais limitado, até mesmo bem reduzido.

A atitude do Mercado Livre, além de zelar pelos seus próprios termos e condições de uso da plataforma, evita que compradores desavisados percam o investimento ou fiquem vulneráveis após a compra.

Assim sendo, vale aquele alerta: é melhor sempre se certificar da veracidade antes de adquirir algum produto. E, em caso de desconfiança, o melhor a fazer é denunciar.

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