A hiper automação na era digital: uma tendência tecnológica

Você já ouviu falar sobre hiper automação? Junto com a segurança baseada em inteligência artificial (IA), a computação em nuvem distribuída e sistema de pontas inteligentes, são as tendências tecnológicas para esse ano. Ou seja, nesse exato momento, profissionais de Tecnologia e Informação (TI) estão trabalhando duro para desvendar as trilhas da hiper automação na era digital.

Essas tendências tecnológicas foram divulgadas em levantamento exclusivo do Instituto Gartner, famoso pelas pesquisas na área, no fim de 2019. Em resumo, a hiper automação é a união de várias funcionalidades de aprendizado de máquina (ML), software empacotado e automação. Tudo isso para fornecer trabalho, abrangendo todas as etapas da automação, em várias áreas.

O assunto é de difícil compreensão aos leigos. Isso porque, para você ter uma ideia, a internet foi criada há 50 anos. Desde então, mudou para sempre o conceito de empresas, pessoas e sociedade. No entanto, segundo o Gartner, nos próximos cinco anos, ocorrerão mudanças em um ritmo de velocidade de cinco décadas. E a hiper automação será uma das peças-chave desse processo.

Estará cada vez mais presente, por exemplo, em setores como o varejo. Muitas empresas já oferecem um sistema de compras online interativo por meio de inteligência artificial em todas as suas etapas. O objetivo é vender em escala mas de forma cada vez mais personalizada, ao gosto do cliente.

Tem interesse de saber mais sobre o tema? Nesse post vamos conceituar o que é hiper automação e explicar qual será o impacto na vida das pessoas em um futuro próximo.

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O que é hiper automação?

A hiper automação está muito ligado ao conceito de Machine Learning, ou “aprendizado da máquina”, como conhecemos por aqui. Em outras palavras, é uma área de estudos da computação que utiliza a inteligência artificial para instruir máquinas ou computadores a executarem atividades essencialmente humanas. Para isso, há um processo de aprendizado do sistema.

No entanto, a hiper automação é tratada como uma evolução desse processo tradicional. Nesse caso, trata-se agora de automatizar o trabalho das máquinas, e não mais o dos seres humanos. Ou seja, os computadores serão habilitados a pensarem em todos os detalhes que vem antes, durante e depois de tarefas e atividades.

Estamos falando aqui de máquinas com capacidade para descobrir, analisar, desenvolver, medir, monitorar e reavaliar as mais diversas atividades. Nesse contexto, compreende uma variedade de mecanismos de automação relacionando-se entre si, de forma combinada, em certa tarefa.

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Evolução do aprendizado de máquina

Como falamos anteriormente, a hiper automação é uma versão evoluída do aprendizado de máquina. Para ser mais específico, o machine learning é um ramo da inteligência artificial com base no conceito que sistemas podem aprender com os dados a identificar padrões e tomar decisões. Isso sem precisar da intervenção humana.

Na prática, o aprendizado de máquina já existe há muito tempo. No entanto, a interação com a big data tornou sua aplicação mais avançada e rápida. Na prática, o aprendizado de máquina já está entre nós em algumas situações, tais como:

  • Carros autônomos que dirigem apenas com computadores com base em informações do ambiente ao seu redor;
  • Ofertas recomendadas na internet em sites como Amazon e Netflix, que interpretam o perfil e necessidades de cada usuário por meio de algoritmos;
  • Serviços para saber o que seus clientes estão falando de você em redes sociais como o Twitter
  • Ajuda na detecção de fraudes

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Substituição da presença humana

Além do machine learning, a hiper automação combina inteligência artificial, software empacotado e Automação Robótica de Processos (RPA). O objetivo é que todas essas tecnologias trabalhem juntas. Com isso, é possível aumentar o poder de decisão da inteligência artificial aplicada a vários tipos de processos e atividades.

Dessa forma, a presença humana em tarefas digitais será cada vez mais substituída. Parece assustador, não? Coisa de filme futurista. Mas o ser humano ainda está no comando de tudo, não se preocupe.

Em resumo, muitas grandes empresas de diversos setores já estão atentas nos benefícios da hiper automação. Entre eles:

  • Reduzir o esforço humano em diversas atividades, além de realizar um número muito superior de tarefas em menos tempo
  • Diminuir o risco de erro humano
  • Aumentar consideravelmente a produtividade e produção em várias atividades econômicas

A Amazon e a FedEx, por exemplo, são exemplos de empresas interessadas no desenvolvimento da hiper automação em seus negócios. O potencial é gigantesco, uma vez que se poderá delegar a logística de entrega de produtos para essas ferramentas digitais. O resultado prático é uma melhora da experiência dos usuários e clientes, além da redução substancial dos custos.

Mas é preciso deixar claro que a hiper automação ainda é um grande desafio para especialistas do campo de tecnologia da informação. Principalmente, no que tange o controle desse ambiente de máquinas.

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Benefícios e ameaças da automação avançada

Como você pode ver, a hiper automação já está começando a ser aplicada em situações práticas ampliar melhorar resultados em segmentos econômicos. O campo do varejo tem sido um dos mais afetados por essas tecnologias. Ainda em 2018, por exemplo, a Amazon inaugurou uma loja em Seattle, nos Estados Unidos, onde o cliente faz as compras, coloca os produtos na sacola e vai embora.

Um aplicativo baixado pelo usuário antes das compras é que registra o que foi levado e identifica o meio de pagamento optado pelo cliente. Tudo isso sem qualquer intervenção humana. O resultado é a conveniência do consumidor, que não perde tempo com filas nos caixas.

No entanto, o avanço da automação também causa impacto negativo no varejo. O maior deles é a extinção de funções desempenhadas por trabalhadores humanos. Para você ter uma ideia, uma pesquisa do Laboratório do Futuro da Coppe – UFRJ detectou que 70% dos 16 milhões de postos de trabalho criados no Brasil entre 2003 e 2016 podem desaparecer por conta desse processo.

Há consenso de quem as funções que exigem baixa qualificação são as primeiras a serem afetadas pelos processos avançados de automação. Muitos desses postos de trabalho que não exigem muita experiência, por exemplo, são ocupados por jovens em “primeiro emprego”.

O Relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho, divulgado em setembro de 2018, já estimava que até 2022 cerca de 75 milhões de cargos em todo o mundo serão alterados por conta do avanço das máquinas e algoritmos em atividades antes desempenhadas apenas por humanos.

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Hiper automação: acostume-se com essa palavra

Agora que você já conhece como a hiper automação vai influenciar a sua vida nos próximos anos, que tal conferir 8 tendências tecnológicas que vão impactar 2020?

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