Fake News: veja o que são e como se proteger

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Fake News é uma expressão em inglês que significa notícias falsas, ainda que não seja um fenômeno propriamente atual, pois boatos sempre existiram, elas estão cada vez mais presentes no mundo virtual e desinformando temas do cotidiano.

Em 2018, esse tipo de desinformação ganhou repercussão, em razão das Eleições 2018. Nesse período, foram constatadas inúmeras notícias falsas relacionadas a conteúdos políticos, seguindo a mesma tendência de polarização e animosidade política já observada em outros países, em anos anteriores

Isso acontece porque as Eleições são ambientes propícios para dicotomizar o debate e a divergência de ideias. Por esse motivo, os produtores de Fake News encontram a oportunidade para contrariar ânimos e assim, as notícias falsas rapidamente se proliferam com a ajuda da internet e, principalmente, das redes sociais. 

Embora seu histórico na política, esse não é o único tema alvo de notícias falsas. Questões de saúde pública como notícias que difamam assuntos científicos, campanhas de vacinação para o combate a doenças, dentre outros, podem acarretar consequências graves como o retorno de doenças já extintas e até levar a morte de crianças.

Boatos de que as vacinas são um perigo para a vida da humanidade, por exemplo, têm levado pessoas a não se imunizar contra doenças que já estavam extintas e têm voltado. Isso nos leva a pensar que notícias falsas não são situações simples, mas problemas graves podem ter impacto negativo na saúde pública da população.

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Objetivo das fake news é desinformar

Com o surgimento das redes sociais e dos aplicativos de mensagens esse problema se tornou ainda mais grave. A proliferação das mensagens enganosas se torna mais rápida e atinge o seu objetivo:  desinformar.

Com a popularização das redes sociais e aplicativos de mensagem e a velocidade com que elas são divulgadas, as pessoas acabam compartilhando conteúdos com amigos e familiares sem checar a informação antes de enviar. 

Aparentando serem notícias verdadeiras, as histórias falsas se espalham pela internet ou outras mídias para influenciar visões políticas. O que em forma de corrente por celular pode parecer uma brincadeira, na verdade pode ter um impacto negativo sério, em diversas áreas.

As fake news têm sido usadas inclusive na tentativa de destruir a imagem de personalidades públicas, levanto a judicialização de danos morais

A narrativa construída em cima de boatos sempre existiu. No entanto, com a internet e no amplo uso das mídias sociais os boatos ganharam maior proporção. Nas Eleições, como falamos, os boatos podem influenciar na construção de campanhas eleitorais.

Nas mídias sociais e aplicativos de mensagem (Whatsapp, Twitter, Facebook etc), a difusão cumpre seu papel de desinformar. Em 2016, nas Eleições dos Estados Unidos da América, as fake news foram fortemente usadas e se tornaram um fenômeno de produção e distribuição.

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O que leva pessoas a fazer esse tipo de conteúdo?

Quais motivos levam as pessoas a criarem notícias falsas e por que uma boa parte da população acredita nesse tipo de conteúdo? Isso acontece por inúmeras razões. As notícias falsas são muitas vezes estratégias de marketing político, intelectual e “científico”. Elas se embasam em dados que remetem ao senso comum da população, por isso, é muito fácil se tornarem assuntos chamativos e de interesse social.

Mas não é só isso. Muita gente sobrevive da produção desse tipo de material falso. Eles constituem um verdadeiro mercado. São produzidos por uma equipe especializada em conteúdo viral, que pode ser formada por profissionais de diversas áreas de conhecimento, principalmente, aqueles que entendem de Comunicação e Marketing, como jornalistas, publicitários, profissionais de marketing, e pessoas da área da tecnologia, que sabem como construir ambientes seguros de serem hackeados. 

Assim como as empresas de telemarketing e cibercriminosos roubam pegam dados pessoais sem autorização, os produtores de fake news compram de forma ilegal os dados de usuários da internet, contendo e-mails e números de telefone celular para disseminar notícias falsas. 

Nas redes sociais, são criados perfis fakes que aparentemente parecem pessoas comuns e verdadeiras, mas que usam as redes sociais para proliferar em grupos, em seu feed de notícias ou no bate-papo publicações diárias de conteúdo fantasiosos. A interação com os contatos se faz também dessa forma, compartilhando notícias e vídeos de sites falsos, além de incentivar o compartilhamento.

Assim como nas redes sociais, também sites que são domínios comprados para criação de fake news. As notícias costumam ter títulos chamativos e sensacionalistas, não ser assinadas, trazer dados antigos e divergentes, e ao final sempre há solicitação para o compartilhamento em massa. Ainda, os produtores dessas notícias publicam assuntos antigos, relacionados a um acontecimento atual, para confundir os leitores e pela proximidade acabam alcançado seu objetivo de disseminar as notícias. 

Para fugir de investigação policial, os produtores mudam de local constantemente, os dados estão em “nuvem”, para não serem identificados e criminalizados. Há um alto investimento tecnológico, de produção de conteúdo e estrutural para produção das fake news. Não é um serviço simples, criado por apenas uma pessoa, mas de uma equipe especializada e bem paga para influenciar e divergir ideias.

Por que é fácil acreditar em fake news?

Por serem um produto especializado, as fake news têm um formato próprio e bastante chamativo. Elas buscam ser bastante familiarizadas com o senso comum, com temas atuais, com pensamentos políticos divergentes e são compartilhadas de forma familiar. Com os aplicativos móveis, principalmente, Facebook e WhatsApp, as Fake News ganham crédito por serem incentivadas ao compartilhamento por amigos próximos e pessoas da família,

Assim, quando alguém recebe um conteúdo pelo celular ou vê na internet, no feed de algum amigo, é fácil acreditar na fidelidade daquele assunto compartilhado. Muitas vezes o usuário nem leu a matéria, mas por ter recebido de alguém conhecido, acaba propagando a notícia, sem ler ao menos o conteúdo completo e analisá-lo.

Além disso, há vários tipos de fake news, e fica difícil avaliar na correria do momento se aquele conteúdo é realmente verdadeiro. Isso porque, o tema pode até ser real, mas título e subtítulos falsos; texto e título verdadeiros, mas a foto falsa, e isso acaba confundindo o leitor. 

Mas também não é tão difícil identificá-las. É preciso entender como é produzido esse material para não cair em engano. Algumas dicas podem ajudar em uma percepção mais rápida do que é falso ou verdadeiro no mundo tecnológico. 

Como identificar fake news?

É importante saber identificar quando uma notícia é fake news ou um assunto legítimo. Ao compartilhar uma matéria falsa ou uma corrente falsa nas redes sociais, você acaba validando aquele conteúdo, fazendo com que mais pessoas acreditem em notícias falsas.

Alguns passos devem ser seguidos para não cair em engano no mundo virtual:

1 – Veja se a matéria é assinada: no texto, quem valida o conteúdo? É um jornalista que assina?

Textos falsos costumam não ser assinados ou quando são assinados não são por pessoas conceituadas na área. Verifique o currículo de quem escreve. Além disso, avalie se o site é confiável e tem em seu conteúdo outras matérias com qualidade de escrita e reconhecidas.

2 – No corpo do texto são apresentados teóricos na área?

Veja quem valida as informações no texto. Se há entrevistas com teóricos da área tratada na matéria e se eles também, assim como os jornalistas, são pessoas conceituadas e conhecidas por pesquisarem sobre o assunto.

3 – Qual a data de publicação da matéria?

Verifique se existem outras matérias sobre o mesmo assunto e postadas em épocas diferentes. Os produtores de fake news costumam compartilhar notícias antigas como se fossem novas, mudando dados e inserindo temas atuais para confundir o leitor.

4 – Como é escrito o texto?

Analise se o título é sensacionalista, se existem muitas palavras em letras maiúsculas, excesso de adjetivos, exclamações, abreviações e muitos erros gramaticais. Desconfie se ao ler, você encontrar muitas opiniões, títulos sensacionalistas e dados sem indicar a fonte. As notícias falsas já trazem textos chamativos e sensacionalistas desde o título.

5 – Cheque informações em sites especializados em comprovar fake news

Se você ainda ficou confuso sobre como identificar uma notícia falsa, existem sites especializado nisso. Como ocorreu muitas Fake News no Brasil, em 2018 essas plataformas disponibilizaram análises de conteúdos checados que ganharam grande repercussão na época. Você pode encontrar neles temas próximos e a lista de sites de fake news.

Abaixo, temos alguns exemplos:

  • Fato ou Fake, g1.globo.com/fato-ou-fake, iniciativa do Grupo Globo; 
  • Comprova (projetocomprova.com.br), projeto de checagem de fatos formado por uma equipe de jornalistas de 24 diferentes veículos.
  • O Truco, iniciativa de checagem de fatos da Agência Pública (apublica.org). 
  • Aos Fatos (aosfatos.org), agência especializada na checagem de fatos da IFCN e contratada pelo Facebook.
  • Agência Lupa, do jornal Folha de S. Paulo, primeira fact checking (checagem de fatos) do Brasil.

Tirou suas dúvidas sobre fake news? Continue visitando nosso blog, aqui você encontra conteúdo atual sobre o mundo da tecnologia.

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