Facebook integra Whatsapp e Instagram

O Facebook, maior rede social do mundo, vem expandindo seus horizontes há algum tempo. Entre as empresas que passaram a fazer parte da companhia, estão a rede social Instagram e o mensageiro WhatsApp. Porém, eles ainda são independentes e a novidade é que a marca Facebook passou a estar em ambos aplicativos. Ou seja, agora a marca Facebook integra ao Whatsapp e Instagram. 

A seguir entenda estas mudanças e confira a retrospectiva dos aplicativos para entender como se chegou a este cenário. 

Facebook integra marca ao WhatsApp e Instagram

Recentemente o Facebook integrou a sua marca aos aplicativos Instagram e WhatsApp. Agora, no rodapé dos aplicativos é possível ver a mensagem “Instagram do Facebook” e “WhatsApp do Facebook”. Além de encontrar a mesma assinatura na descrição dos aplicativos na Google Play e App Store.  

Segundo o Facebook a intenção é deixar mais claro que os aplicativos fazem parte da mesma empresa. Porém, a ação é vista como um reflexo da falta de autonomia que a venda ocasionou para os criadores dos aplicativos, que já não fazem mais parte da empresa. Hoje, o Instagram e o WhatsApp são comandados por executivos próximos à Mark Zuckerberg. 

Existem planos do Facebook integrar o Messenger, WhatsApp e Instagram Direct em uma só plataforma, como estratégia que visa impedir que a empresa seja dividida em várias partes. 

O assunto também traz a tona o fato de que a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, a FTC, está investigando se a compra do Instagram e WhatsApp pelo Facebook violou as leis antitruste do país. 

Segundo o The Information, o Facebook passar a assinar os aplicativos é mais uma questão de vaidade, pois a empresa não recebe mais os créditos pelas melhorias e crescimento dos aplicativos em questão. Confira a seguir como e quando estas redes foram criadas e como passaram a ser uma só.

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Os primeiros anos do Facebook

A história do Facebook começou em 2003 com seu criador, até então estudante de Harvard, Mark Zuckerberg. Nesta época, ele havia criado uma página chama FaceMash, que comparava fotos de duas pessoas, para que o usuário escolhesse qual das duas era a mais bonita. O site gerou polêmica e insatisfação no campus, ainda mais com o fato de que Mark havia utilizado a base de dados da instituição sem autorização.  

Algum tempo depois, em 2004, Mark começou a trabalhar em um novo projeto, que daria início ao Facebook. A rede social até então chamada The Facebook foi lançada para o público da universidade em fevereiro de 2004 e só funcionava no campus. 

Como o próprio nome diz, o site é um Face Book, ou seja, um livro de rostos. Além disso, conta com um diretório que possui perfis e fotos dos alunos. Na rede, era possível adicionar amigos e acessar as informações do perfil. O projeto foi um sucesso e em pouco tempo já estava disponível para Stanford, Columbia e Yale. 

Depois disso, aconteceu o primeiro financiamento de Peter Thiel e a empresa de Sean Parker, criador do Napster, passa a trabalhar com o The Facebook também. Então, a empresa se muda para o Palo Alto, na Califórnia, EUA. 

Em 2005, a rede mudou o nome para Facebook, sem o “The”, e a opção de postar fotos e marcar amigos foi ao ar. No ano seguinte, a versão mobile chegou aos smartphones e as estratégias de ampliação de público começam a rodar. 

A ascensão da rede social

Alguns anos depois, em 2008, algumas outras funções importantes passam a integrar a rede social. Mas a notícia do ano para o Facebook foi outra: a contratação de Sheryl Sandberg, ex-funcionária do Google que é chefe de operações do Facebook até hoje. Depois disso, surgiram rumores de que gigantes como AOL, Yahoo! e Microsoft fizeram ofertas para comprar a plataforma. Pouco tempo depois, o jogo virou e o Facebook passou a ser comprador de novas tecnologias.

Então, o Instagram entra na história e é comprado pelo Facebook em 2012, por 1 bilhão de dólares. Dois anos depois quem entra para a companhia é o WhatsApp, comprado por 19 bilhões de dólares. 

O escândalo da Cambridge Analytica

Em 2018 um ex-analista da empresa revelou que 87 milhões de usuários do Facebook tiveram seus dados compartilhados com uma empresa parceira e usados sem autorização. O escândalo ficou ainda maior, pois empresas ligadas à campanha do atual presidente americano Donald Trump, utilizaram esses dados em período eleitoral. 

Zuckerberg teve que depor no Congresso e no Senado sobre o assunto, que rodou o mundo inteiro. 

Instagram

O Instagram foi criado em 2010 pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger. No mesmo dia do seu lançamento, o aplicativo alcançou a marca de mais baixado na App Store. Apenas um ano depois, chegou a marca de 10 milhões de usuários. 

Desde sua criação o aplicativo sempre teve o apelo visual muito forte. Na sua primeira versão, era disponível apenas para iPhones e era possível aplicar filtros às imagens e depois compartilhá-las no Facebook ou Twitter. Então o Instagram acabou virando uma rede social, pois era possível curtir e comentar as fotos de seus amigos, gerando engajamento. 

Alguns dias antes de ser vendido para o Facebook, em 2012, foi lançada a versão para Android do aplicativo. Atualmente, o Instagram é uma das redes sociais mais usadas no mundo, com mais de 500 milhões de usuários. Além disso, o aplicativo já passou por várias mudanças e possui muitas funcionalidades diferentes, se comparado à sua criação original. Para saber tudo sobre o Instagram, acesse o nosso tutorial do aplicativo. 

WhatsApp

O mensageiro possui atualmente cerca de 1 bilhão de usuários e revolucionou a forma de trocarmos mensagens via celular. Mas, a história do aplicativo não começou muito bem. 

A ideia surgiu com Jan Koum, que se incomodava com o fato de perder inúmeras ligações enquanto ia para a academia. Então, Jan resolveu criar um aplicativo para informar o status dos usuários para sua lista de contatos. A ideia era que as pessoas colocassem seu status no aplicativo, como por exemplo “estou ocupado”, dessa forma, as pessoas saberiam quando ligar uma para a outra. O aplicativo foi criado em 2008 e foi um fracasso total.

Mas Jan não desistiu. Um ano depois, comprou seu primeiro iPhone e percebeu a grande oportunidade que a App Store poderia trazer. Resolveu então, junto com seu amigo  Brian Acton criar um novo aplicativo. Neste aplicativo os usuários deveriam receber uma notificação sempre que um contato da sua agenda mudasse de status. O nome WhatsApp foi uma criação de Jan, e faz alusão à gíria “What’s up?”, que significa “E, ai?” ou “Como vai?”, em português.

Em pouco tempo os usuários do app começaram a usá-lo como um mensageiro, colocando mensagens como “Quem quer ir ao cinema hoje?”. O caminho para o aplicativo realmente se tornar um mensageiro foi natural. Não havia muita concorrência naquela época e o seu diferencial se dava pelo acesso, que era feito apenas com o número de telefone. 

Com o passar do tempo, novas funcionalidades foram adicionadas, como a possibilidade de enviar fotos, vídeos e mensagem de áudio. Em 2014 o WhatsApp Inc foi vendido para o Facebook por US$ 19 bilhões. Isso fez com que novas funcionalidades como chamadas por vídeo e por voz fossem incorporadas ao aplicativo. 

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