Nubank Rewards ganha resgate de milhas para o Smiles

Nubank Rewards

São tantos os cartões que oferecem programas de pontos que você pode se perguntar se vale a pena ter mais um. Mas o Nubank Rewards tem um diferencial: fez uma parceria com a Smiles.

Assim, é possível juntar pontos do Nubank Rewards e transformá-los em milhas para usar no Smiles. Para juntar pontos é simples, já que cada real gasto é convertido em um ponto.

Saiba quais as vantagens e desvantagens do Nubank neste artigo.

Como usar o Nubank Rewards para suas passagens aéreas?

Há duas maneiras de usar os pontos Rewards para pagar passagens: apagando o valor da fatura ou transferindo pontos por milhas.

Para “apagar” o valor da fatura, o usuário compra com o Nubank Rewards a passagem que quiser e na empresa que preferir. Depois, usa os pontos para eliminar o valor gasto da fatura do cartão.

Se o usuário já tem conta na Smiles, é possível também transferir pontos por milhas. Basta entrar no painel de Rewards do aplicativo da Nubank e buscar pela aba “usar pontos”. Lá, o cliente encontra o botão Smiles. Para esse tipo de transferência, cada 4 pontos Rewards viram 1 milha. Considerando o dólar turismo (hoje em cerca de R$ 4), pode-se considerar 1 milha por dólar gasto.

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Quais as vantagens do programa?

De acordo com o site da Nubank, os clientes que aderirem ao Nubank Rewards têm três tipos de vantagens:

  1. Ganhar pontos: juntar pontos extras. Alguns parceiros fazem promoções especiais e oferecem pontuação em dobro para pagamentos com o cartão Nubank.
  2. Usar pontos: é possível pagar a fatura usando os pontos acumulados.
  3. Benefícios: os clientes Nubank Rewards têm descontos exclusivos em produtos e serviços de parceiros.

Quais os outros benefícios do Nubank Rewards?

A empresa coloca como principais benefícios a simplicidade (R$ 1 = 1 ponto) e a utilização total dos pontos, que não expiram.

Mas confira abaixo a lista de vantagens:

  • Todos os pontos ficam visíveis no aplicativo e é lá mesmo que você decide como quer gastá-los.
  • Possibilidade de usar pontos acumulados para “apagar” gastos da fatura ou ganhar descontos exclusivos na compra de produtos e serviços de marcas parceiras.
  • Eliminar gastos em serviços parceiros como a Netflix, iFood e Uber, ou gastos com passagens aéreas e hotéis.
  • Comprar a passagem que quiser e no site que preferir usando pontos acumulados.

Como funciona o Nubank Rewards?

O programa Nubank Rewards é para clientes do crédito Nubank. Quem quiser aderir, terá um custo de R$ 19 por mês. Também é possível optar pelo pagamento anual de R$ 190. Porém, para valer a pena segundo a própria empresa, o usuário deve gastar mais de R$ 1.600 por mês no cartão Nubank.

A empresa disponibiliza um período de 30 dias de degustação gratuita para teste, podendo, dentro desse período, ser cancelado. Não existe plataformas ou sites de conversão, todas as operações de troca e acompanhamento de pontos são realizadas pelo aplicativo.

Existem três formas de usar os pontos acumulados:

  1. Apague gastos: pagando serviços parceiros com o cartão Nubank, basta ir a sua fatura e apagar aquele gasto com os pontos acumulados. Se a fatura já tiver sido paga você receberá um crédito na sua fatura aberta.
  2. Pague viagens com pontos: o cliente pode comprar passagens e reservar hotéis com o cartão Nubank e, assim como com parceiros, pagar os gastos com os pontos.
  3. Pague suas refeições: se o estabelecimento no qual você comeu for classificado como “restaurante” na sua fatura, pode usar os pontos do cartão para apagar este gasto.

A taxa de conversão do Nubank Rewards também é muito simples de entender:

  • Para restaurantes, hospedagem ou serviços parceiros do Rewards a taxa de conversão é a seguinte: cada 100 pontos apagam R$ 1.
  • Para passagens aéreas: cada 80 pontos apagam R$ 1 gasto com bilhetes aéreos.

Confira lista de serviços parceiros:

  • iFood – aplicativo de delivery de comida.
  • Netflix – serviço de streaming presente em mais de 190 países
  • Uber – serviço de transporte presente em mais de 500 cidades no mundo.
  • Amazon.com.br – plataforma que reúne diversos tipos de produtos, como roupas, eletrônicos, livros.
  • AMARO – uma das maiores marcas digitais de moda do Brasil.
  • Cabify – plataforma de mobilidade urbana.
  • Nike – marcas de produtos esportivos.
  • Ingresso Rápido – maior plataforma de tickets e entretenimento ao vivo da América Latina.
  • Evino – empório online de vinhos.
  • Microsoft e Xbox  – uma das maiores fabricantes de software do mundo. Produtos como jogos e apps estão disponíveis.
  • MaxMilhas – compra e venda de milhas aéreas
  • Ingresso.com – plataforma de venda de ingressos de cinema
  • PetLove – o maior petshop online do Brasil.
  • LivUP – loja online de comida congelada saudável.
  • Ponto Frio – loja de eletrônicos e eletrodomésticos
  • Hotel Urbano – agência de viagens online.
  • Dafiti – e-commerce de moda, calçados e acessórios.
  • Assit Card – plataforma focada em seguro viagem.
  • Mobly – móveis, artigos de decoração, acessórios para casa.
  • Movida – loja de aluguel de veículos.

Quem a Nubank?

A Nubank é um startup brasileira criada há cinco anos. Nesse período já se tornou a quinta maior empresa de serviços financeiros e de cartões de crédito do Brasil. Ela é considerada a maior fintech da América Latina.

Como a abertura de contas é gratuita, já atraiu atualmente mais de 20 milhões de pessoas a solicitarem o cartão de crédito, que, como qualquer financiadora, precisa de aprovação.

Para sobreviver ao mercado, a Nubank junta suas receitas por meio de taxas de intercâmbio, percentual de transações de estabelecimentos parceiros para compras pelo cartão e ainda juros em parcelamentos.

Redes sociais e qualidade do sono: tempo demais na internet faz você dormir mal?

redes sociais e qualidade do sono

Redes sociais e qualidade do sono: tempo demais na internet faz você dormir mal? Muito se ouve sobre rotina de sono, sobre desligar os aparelhos eletrônicos antes de dormir, ter um ambiente escuro e saudável para que o cérebro realmente descanse. Isso porque a iluminação dos aparelhos prejudica a ação da melatonina, também conhecida como hormônio do sono.

Mas, qual a importância de um sono regular, sem interferências?

De acordo com o médico neurologista Jean Ragnini, a retina contém células fotossensíveis que ajudam o cérebro a regular o relógio biológico, responsável pelos ciclos de sono-vigília, controle da temperatura corporal e mudanças hormonais. Assim, ao ser atingido pelo brilho das telas, seu ritmo biológico pode ser desregulado.

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Problemas cognitivos e comportamentais

Pesquisa canadense recente analisou a ligação entre uso de redes sociais e qualidade do sono em 5.242 alunos com idades entre 11 e 20 anos. O resultado foi que, entre os meninos, 59,6% relatavam que dormiam muito pouco. O número aumento no caso das meninas, onde chegou a 67,9%.

“Mais de metade das crianças e adolescentes que enviam mensagens de texto pelos celulares – nos momentos que já estão deitados para dormir – ou navegam mais de 2 ou 3 horas diárias na internet durante a noite já estão mais propensos a desenvolverem transtornos do sono”, explica Ragnini.

Estudo publicado no jornal Chest afirma que os jovens podem apresentar, inclusive, mais problemas comportamentais, cognitivos e alterações de humor.

Outra pesquisa, essa feitas no Centro Médico JFK, nos EUA, mostrou que o número de mensagens de texto – ou SMS – enviadas pelas crianças entrevistadas chegava a 33 por noite. O número é bastante alto, principalmente para indivíduos que deveriam estar tentando dormir e não sendo estimulados a permanecer acordados.

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Queixas mais comuns

As queixas principais dos pacientes com excesso de tecnologia, de acordo com o neurologista, são: dores nas pernas, insônia e condições como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão e dificuldades de aprendizado.

“O sono regular e sem interferências melhora muito o desempenho escolar das crianças e auxilia no bom desempenho dos adultos no cotidiano e atividades laborais”, afirma Ragnini.

Rede sociais e qualidade do sono: a preocupação deve ser imediata?

Os hábitos ligados ao sono são importantes para garantir um bom progresso acadêmico, desempenho no trabalho e até mesmo o desenvolvimento adequado na infância.

Porém, raras são as vezes que os smartphones ficam longe das atividades diários e do quarto na hora de dormir. Seja dos pais ou dos filhos.

Assim, existe uma preocupação imediata principalmente com as crianças, para que não tenham, desde cedo, o vício em redes sociais. Isso porque, segundo o neurologista, a longo prazo, essa necessidade pode se transformar em quadros depressivos, ansiosos ou mesmo de crises de pânico.

O cuidado com os pequenos deve partir dos pais, por meio da criação de rotinas para o uso dessas tecnologias.

Afinal, desconectar, deixar um pouco de lado o uso de celulares e tablets, ou até mesmo utilizar com cautela, pode fazer dos dispositivos móveis, e da internet, aliados ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidades sociais.

Neste artigo damos dicas de ferramentas e aplicativos que ajudam os pais a controlar o tempo dos filhos no celular.

Quanto tempo é possível ficar nas redes sem prejudicar o sono?

Estudo do Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, demonstrou que usar o tablet por duas horas antes de dormir já causa problemas expressivos em nosso sono, além de produzir um atraso gradual no horário de ir para a cama.

Embora possa parecer uma prática inofensiva, pesquisa publicada no BMC Public Health afirmou que, se o comportamento de utilizar as redes sociais antes de dormir for persistente, principalmente no caso de crianças, pode prejudicar o desempenho nas atividades escolares.

“Cabe aos pais ficarem atentos para modificar esses hábitos, pois uma noite mal dormida guarda relações com menores níveis de concentração e menor performance acadêmica. Essa dificuldade se deve em função da sensação de cansaço ao longo do dia”, comenta o médico.

Apps de monitoramento de sono ajudam mesmo?

Hoje em dia existem os mais variados aplicativos de monitoramento das atividades. Corrida, pedal, alimentação, até mesmo alguns que lembrar de tomar água, levantar da cadeira para não ficar muitas horas sentado no computador. Mas e que tal usar apps para monitorar o sono? Mas será que eles ajudam mesmo?

Para muitos cientistas e pesquisadores do tema, a resposta é um sonoro não. Isso porque nenhum deles rastreia o ciclo mais profundo do sono, o REM, durante o qual se tem a maior parte de atividade cerebral.

“Para isso, é necessário monitorar o cérebro, não os movimentos na cama ou roncos”, afirma o neurologista, que complementa: “Apps de monitoramento de sono podem sim atrapalhar”.

Dicas para uma boa noite de sono

  • Manter horários regulares de sono.
  • Manter um ambiente confortável para dormir.
  • Evitar o uso de substancias estimulantes à noite.
  • Evitar aparelhos estimulantes no local de dormir como televisões e celulares.
  • Evitar o aquecimento ou resfriamento excessivo do corpo antes de dormir.
  • Uma vez na cama, evitar controlar o passar das horas com o relógio.
  • Não se forçar a ficar na cama caso não tenha sono. Por vezes é melhor levantar e se ocupar até que o sono retorne naturalmente.

Agora que você já sabe o quanto o uso do celular, computador ou tablet pode ser o responsável pelas suas noites mal dormidas, confira 5 passos para controlar o uso das redes sociais e melhore a qualidade do seu sono.

WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares antigos

WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares antigos

O WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares antigos. A decisão vale para modelos Android com o sistema operacional 2.3.7, iPhones com iOS 7 ou versão anterior e ainda em alguns smartphones de outras marcas. Estão entre os modelos alguns bem conhecidos, como o Samsung Galaxy S3, Galaxy Nexus, Sony Xperia S, iPhone 3G, iPhone 3GS, iPhone 4.

No entanto, segundo artigo de perguntas e respostas divulgado no site do WhatsApp, o usuário que já utilizar o aplicativo nesses aparelhos, poderá seguir utilizando o app até fevereiro de 2020.

Depois dessa data, o app poderá parar de funcionar a qualquer momento. Mais alguns meses para providenciar a troca de smartphone.

Já para todos sistemas operacionais Windows Phone, o WhatsApp anunciou que será possível utilizar a plataforma e suas funcionalidades até os 31 de dezembro de 2019.

O cancelamento dos serviços nos smartphones da Microsoft é uma consequência do fim da produção dos celulares. Nesse caso, os usuários precisam trocar o aparelho celular por um que tenha os sistemas operacionais Android ou iOS.

“Apesar desses sistemas serem um pedaço importante de nossa história, eles infelizmente não possuem as capacidades necessárias para ampliarmos os recursos do nosso aplicativo no futuro. Foi uma decisão muito difícil a ser tomada, mas foi o passo certo para que possamos disponibilizar para as pessoas formas melhores para que elas possam utilizar o WhatsApp para se manterem em contato com os amigos, família e entes queridos”, explicou a empresa em sua página de suporte.

Sistema operacional Android

Segundo dados do Google, o Android é o sistema operacional mais popular em dispositivos móveis, com mais de 2,5 bilhões de usuários no mundo. Como roda em diversas marcas de celulares, as atualizações de versões de sistemas operacionais são mais complicadas. Muitas vezes, em celulares mais antigos, nem podem acontecer.

Neste artigo explicamos como atualizar o sistema do Android.

A sistema foi lançado para o público em 2007, e de lá para cá, já sofreu várias mudanças e upgrades. O Android com o sistema operacional 2.3.7, que está na lista de desativações anunciadas pelo WhatsApp para fevereiro do 2020, é de 2011.

De lá para cá já foram feitas pelo menos 15 novas versões. A mais atual é 9.0 ou o Android Pie, que traz os novos recursos preparados pelo Google.

Para alguns, uma novidade a ser comemorada, para outros, aumenta ainda mais a fragmentação de versões, dificultando as atualizações e configurações.

Sistema operacional iOS

O sistema operacional IOS, usado pelos Iphones, é desenvolvido pela Apple. Desde a primeira versão, o IOS 1 – lançado em 2007, até agora, IOS 8, um dos maiores cuidados que a empresa tem é em manter o seu formato familiar aos usuários. A ideia é não causar estranhamento a cada nova atualização.

Conforme já colocado, os iPhones com iOS 7 ou versão anterior estão na lista de aparelhos em que o WhatsApp deixará de funcionar.

Essa versão foi lançada em 2013, quando os utilizadores da marca acompanharam uma evolução no design, que ficou mais colorido. Naquele mesmo ano, foi lançado o iPhone 5S, com seu processador de 64 bits, com várias melhorias.

Atualmente, os smartphones mais modernos da Apple funcionam com o sistema operacional iOS 13. Segundo informações do site da empresa, a versão “traz um novo visual, atualizações importantes para os apps que você usa todos os dias, novas formas de proteger sua privacidade e melhorias em todo o sistema que deixam o iPhone mais rápido e ainda mais gostoso de usar”.

Uma das maiores novidades está no “Modo Escuro”. Com ele, cada elemento da tela do celular fica mais suave aos olhos. O modo pode ser programado para ligar automaticamente à noite. Saiba mais sobre as novidades desse novo sistema neste post.

Como saber se meu celular será afetado?

Sabendo que o WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares antigos e quais os sistemas operacionais que serão afetados, o usuário pode verificar no aparelho a versão utilizada e se preparar para necessidade de atualização ou troca de smartphone.

  • Para Android, basta acessar o menu “Configurações” e procurar a seção “Sobre o dispositivo”. Em “Info.software” é possível encontrar a versão do sistema.
  • Nos modelos iPhone, busque pelo menu “Ajustes”. Em “Sobre” está especificado a versão instalada do modelo iOS.

Em que dispositivos o Whatsapp estará disponível?

  • Android com sistema operacional 4.0 ou superior
  • iPhone com iOS 8 ou mais avançado
  • JioPhone
  • JioPhone 2

Guardar os conteúdos das conversas

Para quem se preocupa em perder todas as conversas ao mudar de aparelho, saiba que o WhatsApp disponibiliza a possibilidade de exportar o histórico de conversas como anexo de e-mail.

Android

No sistema Android, as conversas do WhatsApp são salvas automaticamente em um backup no do telefone todos os dias. Dependendo das configurações, também é possível fazer o backup das suas conversas do WhatsApp para o Google Drive. Para fazer um backup de suas conversas, abra o WhatsApp e toque em  Mais opções  > Configurações > Conversas > Backup de conversas > FAZER BACKUP.

iOS

Para usuários de iPhones, como o histórico de conversas do WhatsApp não é armazenado automaticamente, é preciso usar o recurso Backup do iCloud para salvar e restaurar seu histórico de conversas. Para fazer um backup manual de suas conversas a qualquer momento, abra o WhatsApp > Ajustes > Conversas > Backup de Conversas > Fazer backup agora.

Antes de trocar de smartphone, é importante fazer um backup de todos os dados e arquivos importantes que você tem no aparelho, não só do Whatsapp. Veja como fazer isso aqui neste link

Whatsapp tem falha de segurança grave, saiba como se proteger

Whatsapp tem falha de segurança

Aplicativo mais usado para troca de mensagens atualmente, o WhatsApp apresentou uma falha de segurança grave, deixando o app vulnerável a qualquer hacker assumir o controle do aparelho.

Quem fez o alerta foi o Instituto Nacional de Cibersegurança da Espanha (INCIBE), que explicou que a vulnerabilidade estaria em arquivos maliciosas em imagens gifs compartilhadas nos bate-papos.

Na prática, quando o usuário clica nesses gifs (imagens que se mexem), abre a parta do aparelho para a instalação de um código que permite o invasor ter acesso às informações pessoais da vítima.

Segundo o Instituto que fez o alerta, seria possível ainda ativar funções como gravar vídeos ou áudios.

Esse bug na segurança do app, de acordo com um analista de segurança conhecido como Awakened, atinge o Android 8.1 e 9.0, mas não funciona no Android 8.0 ou versões inferiores.

O que diz o WhatsApp

O WhatsApp se pronunciou, por meio de um porta-voz ao veículo norte-americano CNN Business, afirmando que a empresa “não tem motivos para acreditar que isso afetou os usuários, embora, é claro, trabalhará sempre para fornecer os mais recentes recursos de segurança aos usuários”.

Apesar da declaração com intuito de tranquilizar os usuários, a rede social lançou um patch com uma atualização para correção. Confira como fazer em aparelhos iPhone e Android.

iOS

  • Usuários do iPhone devem abrir a App Store.
  • Selecionar “atualizações”.
  • Depois, escolher a aba “WhatsApp”
  • Para finalizar, pressionar o ícone “atualizar”.

Android

  • Abra a Play Store
  • Depois, selecione o ícone em forma de três traços horizontais, no canto superior à esquerda.
  • Toque em “Meus aplicativos e jogos”.
  • A Play Store vai procurar por atualizações de apps e mostrar quais possuem updates disponíveis.
  • Escolha o WhatsApp e toque em “atualizar”. Se preferir, pode optar por “atualizar todos”, assim todos os aplicativos que tenham atualizações receberão a aplicação de uma só vez.

Outra situação em que o Whatsapp tem falha de segurança

Em março de 2019, um bug no WhatsApp fez com que mensagens, imagens de exibição e atualizações de status desaparecessem, deixando o aplicativo inutilizável. O problema começou a surgir após uma atualização liberada para a versão Beta.

Em maio, o jornal The Financial Times informou ter detectado uma vulnerabilidade no WhatsApp, pela qual hackers podiam instalar spywares nos smartphones dos usuários.

Segundo o jornal, a empresa israelense NSO Group teria criado um vírus que seria transmitido por meio das chamadas VoIP via WhatsApp, tanto em aparelhos ​​iOS quanto Android. Ainda de acordo com o periódico, mesmo quando as chamadas não fossem atendidas, elas “permitiam a execução de códigos maliciosos e o envio de pacotes ao telefone, com a instalação de uma ferramenta de espionagem”.

No entanto, antes mesmo de o problema ficar conhecido pelo público em geral, já havia sido descoberto e corrigido.

Outro golpe conhecido aplicado via Whatsapp é o link falso, mas esse não tem relação com a rede, mas sim com mensagens enviadas pelos usuários com promoções tentadoras que podem levá-los a colocar os seus dados pessoais em sites maliciosos. Saiba mais sobre isso neste post.

Formas de proteger os dados pessoais na internet

Se é difícil ficar longe das redes sociais, consequentemente dos aplicativos de mensagens, e de todas as outras utilidades que a internet traz aos usuários, nada mais básico que pensar na segurança de dados. Confira o que você pode fazer para se proteger:

Tenha bom senso

Alguns cuidados básicos na hora de publicar nas redes sociais garantem a sua segurança e da família também. Portanto, evite identificar locais que frequenta, onde mora, exibir a situação financeira, expor situações semelhantes de pessoas próximas.

Mude as senhas com frequência

Alguém pode conseguir a sua senha e ter acesso as suas informações sem que perceba. Ainda, trocar o acesso aos serviços. Evite ainda usar combinações obvias, como datas comemorativas, ou a mesma senha em diversos lugares.

Abra o olho na hora de passar informações

Na hora de se cadastrar em algum site, perceba se ele pede informações além das essenciais. Principalmente se elas foram financeiras, como cartão de crédito. Os dados podem ser usados para golpes.

Atenção nas compras online

Verifique se o site que está vendendo o produto possui um endereço comercial físico e anote telefones. A empresa também deve ter um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Em caso de dúvida, o comprador deve ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) que deve ser oferecido no site e solicitar os dados cadastrais do comércio virtual.

Na hora de efetuar a compra com o cartão de crédito, é importante que o site possua os dados blindados. O consumidor pode verificar isso por meio de um símbolo de um cadeado que aparece no canto direito superior da janela do navegador. Isso significa que é um ambiente seguro e os dados do cartão não serão abertos, o que facilitaria o roubo pelos chamados “hackers”.

O endereço da loja virtual deve começar com https://. Se nenhum destes requisitos de segurança online forem preenchidos é melhor esquecer a compra e procurar um site onde eles sejam fornecidos ou uma loja física.

Neste artigo damos 8 dicas para você comprar online com segurança.

Lei Geral de Proteção de Dados

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados regularizou os direitos e deveres de pessoas e empresas na proteção das informações. Algumas das regulamentações mais importantes estão:

  • Dados de crianças devem ter consentimento dos pais.
  • Dados pessoais deverão ser excluídos após o encerramento da relação entre o cliente e a empresa.
  • Os titulares das informações poderão corrigir dados que estejam de posse de uma empresa.
  • A transferência de dados pessoais só poderá ser feita a países com nível “adequado” de proteção de dados;
  • As empresas deverão coletar somente os dados necessários aos serviços prestados;
  • A lei não se aplica no caso de dados usados para fins jornalísticos ou artísticos, de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado ou investigações e repressão de crimes;
  • O responsável pela gestão dos dados deverá comunicar casos de “incidente de segurança”, como vazamentos, que possam trazer risco ou dano ao titular das informações.

Como você pode ver, é preciso ter cuidado ao utilizar o Whatsapp. Veja aqui como usar esta rede social da forma mais eficiente.

Acompanhe o blog do Compara Plano e fique por dentro de todas as notícias relacionadas ao mundo da tecnologia e telefonia.

Apple é investigada nos EUA por copiar recursos de terceiros e prática anticompetitiva

Apple é investigada
Prática anticompetitiva: essa seria a acusação contra a Apple e que levou a empresa a ser investigada pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Isso se deve ao fato de que ela estaria utilizando de uma prática monopolista na App Store, de copiar conceitos de desenvolvedores terceiros em seus sistemas e de não oferecer um bom compartilhamento de receitas.
Grande parte dessas acusações foram levantadas após o Spotify denunciar que a Apple usa a App Store para favorecer o seu próprio serviço de streaming. Além disso, os membros do comitê da câmara também querem saber o motivo da empresa não liberar que aplicativos de terceiros sejam definidos como padrão no iPhone.
Segundo informações do comitê investigador americano, os dados solicitados à Apple já foram entregues.

Outras empresas investigadas

Além da Apple, Google, Facebook e Amazon também estão sendo intimadas a prestar esclarecimentos. Isso porque o objetivo da comissão é determinar se as leis antitruste atuais podem ser aplicadas no mundo virtual para evitar monopólios.
A lei antitruste dos Estados Unidos é um conjunto de normas do governo federal que regulam a conduta e organização de empresas corporativas, geralmente para promover uma concorrência leal em benefício dos consumidores. Ela é conhecida também como direito da concorrência em outros países de língua inglesa. De maneira geral, ela preserva a concorrência, que determina, entre outras coisas, a variação de preços.

Google, Amazon e Facebook

Já o Google e Amazon enfrentam a acusação de manipular seus algoritmos de buscas para favorecer os próprios produtos. Enquanto uns tentam se favorecer por algoritmos, o Facebook é investigado por ter o monopólio do mercado. Isso porque domina o mercado de mensagens instantâneas com os aplicativos Messenger e WhastApp.

Apple é investigada por acusação pelo Spotify

A acusação feita pelo Spotify à Apple, de conduta anticompetitiva, se deveria ao fato de a fabricante do iPhone e iPad usar a loja de aplicativos para favorecer o Apple Music nas buscas.
Ainda, a Apple estaria cobrando taxas indevidas, ou não igualitárias, para aplicativos dentro da loja. Segundo Daniel Ek, CEO e co-fundador do Spotify, a empresa cobraria até 30% de produtores de conteúdos digitais, enquanto plataformas como Uber não pagariam qualquer taxa. Para ele, tal atitude seria injusta e prejudica a competitividade.
Essas denúncias por parte do Spotify foram levadas para uma comissão europeia, que deu seguimento às investigações.

Apple também já foi investigada na Rússia e no Japão

As práticas desleais de mercado não geraram denúncias contra a Apple apenas nos Estados Unidos e na Europa. A empresa dona dos famosos iPhone e iPad, já teve problemas na Rússia e no Japão.

Investigação da Apple na Rússia

Na Rússia, a investigação é feita pela Agência Federal Anti-Monopólio da Rússia. Naquele país, a Apple é acusada de trabalhar com práticas desleais no mercado. Segundo a agencia Reuters, a denúncia veio por meio da Kaspersky Lab, depois da remoção de seu aplicativo, o Safe Kids, da App Store.
Esse aplicativo serve para que os pais possam limitar o tempo de uso dos aparelhos, ou o tempo de tela, dos filhos. A ausência do programa, segundo o denunciantes, colocaria em questão “a segurança e a privacidade do usuário em risco”.
A Apple, assim que soube da denúncia, informou o aplicativo não atendia às diretrizes da App Store, por isso fez a remoção do mesmo.
Porém, a Kaspersky afirmou que o aplicativo já era distribuído há cerca de três anos e que foi retirado porque a Apple havia lançado o próprio app de monitoramento, o Screen Time, com funções semelhantes ao controle parental do Safe Kids.
Ainda de acordo com a Reuters, o problema estaria ainda na dependência de alguns aplicativos, como o Safe Kids, de uma VPN ou MDM (gerenciamento de dispositivos móveis), tendo a empresa americana um rígido controle em cima desses apps.
Com isso, segundo a Kaspersky, não haveria, por parte da Apple, coerência e transparência nos procedimentos de permissão no usa da tecnologia.

Apple investigada pela Fair Trade Commission do Japão

Estados Unidos, Europa, Rússia e também Japão. No país oriental, a investigação é feita pela Comissão de Comércio Justo do Japão – equivalente à Fair Trade Commission americana. A suspeita, segundo o jornal japonês Mainichi, era de que a Apple tivesse violado as regras de monopólio no país.
De acordo com a agência Reuters, a empresa da maçã teria pressionado fabricantes de peças japoneses a assinar contratos que fornecessem tecnologia e know-how gratuitos para a fabricação de peças. Assim a Apple foi acusada de infringir a propriedade intelectual.
Mas essa não foi a primeira denúncia contra a Apple no Japão. Em 2018, segundo órgão de fiscalização comercial com sede nos EUA, a empresa permitiu que as operadoras japonesas NTT DoCoMo, KDDI e SoftBank reduzissem o preços dos aparelhos iPhone, aumentando o subsídio de venda, porém com a condição de aumentar os valores do planos mensais.
Em 2016, a Maçã já havia sido acusada no Japão de práticas comerciais anticompetitivas. A empresa concordou em revisar os contratos existentes na época com as operadoras.
Enquanto isso, a Apple não para de crescer. Em setembro de 2019 a empresa anunciou a compra da divisão de chips de modem da Intel por US$ 1 bi. Outra novidade da empresa é o lançamento da Apple TV +, que chega ao mercado com a promessa de ser uma forte concorrente da Netflix, saiba mais sobre isso neste outro post.

Moto Razr V4: conheça o dobrável que pode chegar ao mercado ainda em 2019

Moto Razr V4

Os rumores são fortes, mas ainda não há confirmação da Motorola sobre o lançamento do modelo dobrável Moto Razr V4, que estaria previsto para até o fim de 2019. A intenção da empresa seria entrar na disputa pelo mercado no novo segmento de smartphones flexíveis, que já conta com o Samsung Galaxy Fold e o Huawei Mate X.

Enquanto não acontece, veja as características técnicas já comentadas sobre o Razr V4:

  • Processador Snapdragon 710, acompanhado de 4 ou 6 GB de memória RAM e 64 ou 128 GB de armazenamento.
  • Bateria com 2.730 mAh de carga.
  • Carregador TurboPower de 27W, como visto no Moto G7 Plus.
  • Deve custar cerca de US$ 1500.
  • Seguindo o mesmo design do Motorola V3, o modelo teria duas telas.
  • O Moto Razr deve seguir o clássico visual de “tampinha”.
  • Câmera principal de 12 MP e até 6 GB de RAM.

Moto Rarv V4 deve custar menos que os modelos da Samsung e da Huawei

O smartphone da Motorola pode chegar no mercado com um valor inferior aos concorrentes.

Isso porque ele será capaz de suprir as necessidades, até mesmo dos usuários mais exigentes, porém o desempenho e algumas funcionalidades não serão tão avançados quando comparado ao Galaxy Fold e ao Huawei Mate X. Entenda os principais motivos para a diferença de preço:

Tela

O Moto Razr V4, que deve seguir o modelo de flip dos antigos e cobiçados Motorola, não terá a função de tablet quando aberto conforme acontece com os concorrentes.

O Samsung vem com uma tela com resolução Quad HD+ (1536 x 2152) e densidade de 414 ppi. Já o Huawei, apresenta um modelo OLED de 8”, que também pode ser usada em modo compacto com painéis de 6,6” e 6,3”.

Na comparação, o Motorola deverá ter o visor dobrável 6.2 polegadas e resolução de 2142 x 876 pixels, enquanto as dimensões do visor exterior serão de 800×600.

Câmera

São poucas as informações sobre essa especificidade no Razr V4. Sabe-se apenas que a câmera principal teria 12 MP. Porém, a qualidade dos concorrentes faz com que a Motorola fique atenta aos detalhes.

No Galaxy Fold são cinco câmeras. Na parte externa, uma de 10 MP para selfies – que também podem ser feitas pela parte interna em duas câmeras, uma com 10 e outra com 8 megapixels. Ainda, outras três na parte traseira (16, 12 e 12 MP).

O Mate X ganhou um conjunto de câmeras triplas, com 40, 16 (com lente grande-angular) e 8 megapixels (com lente teleobjetiva). Não possui câmera frontal, mas as selfies estão garantidas. No modelo, basta fechar o aparelho e usar a câmera traseira.

Processador

Samsung e Huawei utilizaram dos mais modernos processadores do mercado atual. O aparelho Galaxy Fold traz o chip Snapdragon 855, com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. Já o Mate X, tem o chip Kirin 980, com memória RAM de 8 GB e armazenamento interno do 512 GB.

Na comparação, o Motorola perde força. O Razr deve oferecer um processador Snapdragon 710, acompanhado de 4 ou 6 GB de memória RAM e 64 ou 128 GB de armazenamento.

Bateria

A capacidade de bateria do Mate X é 4.500 mAh. Pouco atrás, o Samsung apresenta a capacidade de 4380 mAh. Bem distante nesse quesito, o Motorola traz uma bateria de apenas 2.730 mAh.

O menor preço do Moto Razr V4

Analisando os itens acima, fica mais fácil entender os motivos pelos quais o Moto Razr V4 deve custar menos que os concorrentes. O Motorola, se realmente chegar ao mercado, deve custar cerca de US$ 1.500. O modelo Galaxy Fold está cotado em US$ 2.000. No topo da lista de valores está o Mate X, rondando os US$ 3000.

Leia também: Quais são os melhores planos de celular? Escolha já o seu

Celular dobrável em dois pontos

Outra novidade do mundo dos celulares vem da Lenovo. A empresa registrou patente para um modelo dobrável em dois pontos, uma forma diferente de entrar no mercado dos flexíveis sem seguir a mesma linha dos já conhecidos Galaxy Fold e Huawei Mate X.

O aparelho teria uma aparência mais semelhante ao Moto Razr V4, no estilo flip, mas com duas dobras. A patente por parte da fabricante assegura a originalidade da ideia, mas não garante o lançamento do aparelho. Vamos aguardar para ver se sai do papel.

Por que o investimento em dobráveis?

Novidades são sempre bem-vindas para quem gosta de tecnologia. Imagina então se fosse duas em uma? As tecnologias investidas em smartphone vêm aumentando visivelmente, e existe público para tal consumo. Correndo por fora, os tablets já não tem uma aceitação tão expressiva.

Os dobráveis chegaram para juntar smartphones, com toda a simplicidade e versatilidade de um aparelho possível de carregar no bolso, que, quando abertos, ganham telas de cerca de sete polegadas, o mesmo de um tablet.

O formato flexível também resolve uma necessidade do público, que busca telas maiores, mas ainda precisa de usabilidade. Para e ter uma ideia de comparação, o primeiro iPhone que chegou ao mercado em 2007 tinha uma tela de 3,5 polegadas. Os últimos da marca modelos já chegam a telas de 6,5 polegadas.

Enquanto a novidade não chega por aqui, veja a nossa lista com os melhores celulares da Motorola em 2019.

HTTP 3 promete deixar a internet mais rápida e segura

site com HTTP 3

Sabe aquele momento de carregar as páginas da internet que todo o usuário gosta de fazer com velocidade e segurança? Essa ação é possível graças a protocolos de transmissões de dados utilizados pelo HTTP, que foi desenvolvido para facilitar o hipertexto. Agora, essa base de comunicação ganha uma nova versão: HTTP 3.

O que é HTTP 3

A versão HTTP 3 chega de uma evolução do HTTP 2 e do protocolo Quick UDP Internet Connections (QUIC), que combina os recursos TCP e UDP.

Com isso, o tempo de conexão de uma página entre a URL e o servidor que armazena os dados de um site irá diminuir bastante.

Ainda, vai melhorar o controle de congestionamento das páginas. Portanto, o HTTP 3 é a terceira versão do Hypertext Transfer Protocol (HTTP), a base da comunicação de dados para a World Wide Web (www).

Como funciona o HTTP 3

Para saber como funciona, precisamos entender os dois tipos de protocolos combinados com o QUIC na transmissão de dados:

Transmission Control Protocol (TCP)

O TCP, usado na primeira versão do HTTP, possui um sistema de controle de erros mais eficiente e por isso é escolhido quando há necessidade de uma comunicação mais confiável. Utiliza-se principalmente em aplicações de rede, e-mails e transferência de arquivos. Assim, as informações enviadas precisam voltar do destino para garantir a checagem –  handshakes -, e serem verificadas para detecção de possíveis erros.

A ação é ótima para a segurança, porém, tanta checagem e idas e vindas têm um custo alto: a sobrecarga. Com isso, o protocolo TCP peca em velocidade.

User Datagram Protocol (UDP)

O UDP, utilizado em conjunto com o TCP no HTTP 2, é bem mais rápido, já que dispara o pacote de dados e “confia” que está correto tudo o que oferece. Conforme seu nome sugere, se trata de um protocolo baseado em datagrama. Isso significa que, diferente o TCP, não há handshakes e garantias de pedidos ou entregas.

Apesar de ser ótimo em velocidade, está sujeito a problemas de transmissão, e não garante a integridade de dados. Assim, pode-se dizer o UDP peca em segurança.

Leia também: Internet para casa: veja qual o melhor pacote

A combinação inteligente entre eles

O HTTP 3 funciona com o protocolo QUIC, uma combinação inteligente entre TCP e UDP. De acordo com a definição no http.net, “embora o UDP não seja um transporte confiável, o QUIC adiciona uma camada sobre o UDP que introduz confiabilidade. Oferece retransmissões de pacotes, controle de congestionamento, ritmo e outros recursos presentes no TCP. Os dados enviados através do QUIC de um ponto de extremidade aparecerão no outro extremo mais cedo ou mais tarde, desde que a conexão seja mantida”.

Assim, o QUIC oferece configurações que não necessitam de viagens de ida e volta extras ao configurar uma nova conexão. O resultado maior velocidade, consequentemente melhor desempenho dos aplicativos.

HTTP 3 promete deixar internet mais rápida e segura

Com a simplicidade do UDP combinada a uma série de melhorias na segurança, o protocolo QUIC faz com que a troca de dados na internet se torne mais rápida e segura.

Para se ter uma ideia, segundo dados do Google, a troca de dados entre servidor e navegador demorava entorno de 200 a 300 milissegundos usando o TCP. O tempo é decorrente justamente da sequência de confirmações de segurança necessária no protocolo.

Agora, no HTTP 3, com o protocolo QUIC, a mesma ação de troca de dados pode acontecer entre 0 a 100 milissegundos. Uma redução enorme de tempo de conexão com mais controle de congestionamento, consequentemente mais velocidade e mais segurança.

Cloudflare, Google e Mozilla adotam HTTP 3

O protocolo QUIC, ou HTTP 3, já é utilizado em diversas regiões do mundo. Isso porque o Google começou a testá-lo em 2015 e entre Google Chrome, YouTube, Gmail, pesquisas e outros serviços, a empresa foi capaz de implementar QUIC em uma boa parte da Internet.

A adesão pelo Facebook começou pouco depois, já em 2017. Mas, desde então, segundo informações do Kinsta, outros players se juntaram aos esforços de padronização, como Akamai e Mozilla.

A lista de empresas interessadas no suporte HTTP 3 só aumenta. Nomes como Opera, Apple, Mozilla, NetApp e LiteSpeed Tech já tem suporte do protocolo.

A Cloudflare também anunciou que está rodando atualmente o QUIC na versão beta para todos os domínios que fazem uso de seus serviços. A empresa é composta por mais de 20 milhões de sites com uma audiência diária de mais de 1 bilhão de IPs. Ainda, é uma das maiores plataformas de distribuição de conteúdo na internet.

Curiosidade sobre o HTTP

O HTTP (Hypertext Transfer Protocol), a base da comunicação de dados para a World Wide Web, é um protocolo de aplicativo para sistemas de informações hipermídia.
Ele foi desenvolvido por Tim Berners-Lee e sua equipe entre 1989-1991. De lá para cá, passou por muitas mudanças, mas mantém uma das suas características iniciais, a flexibilidade.
Assim, foi possível chegar ao ambiente online que conhecemos atualmente: com um espaço infinito da internet, com a possibilidade de carregar as mais variadas informações em imagens e vídeos.
Acompanhe o blog Compara Plano e fique por dentro das principais novidades do mundo da tecnologia e da telecomunicação.

YouTube Music: o que você precisa saber antes de assinar a plataforma

YouTube Music

Ouvir música, saber mais sobre os artistas e álbuns favoritos. Essa é a ideia básica do YouTube Music. A boa notícia é que, para quem tem celular Android, não precisa nem ter trabalho para baixar o aplicativo. O YouTube Music já vem pré-instalado.

Depois de entrar no app, logo na página inicial, estão disponíveis as estações e recomendações com base na sua atividade e histórico de pesquisa, e ainda o conteúdo mais popular na plataforma. O que o usuário mais curte, desde músicas até listas de reprodução, pode ser salvo em uma biblioteca.

Para quem quer sugestões ou personalizar ainda mais as definições do dispositivo, basta ativar as autorizações de acesso à localização para o YouTube Music.

Isto permite que a plataforma apresente recomendações de acordo com a sua atividade atual (por exemplo, fazer exercício), localização e muito mais.

Leia também: Melhores apps para baixar vídeo do YouTube

Vantagens do YouTube Music

Dá uma olhada no detalhe as possibilidades de definições informadas pelo YouTube Music:

Personalizar a sua música

Cada música ou lista de reprodução que o usuário ouvir torna-se uma estação de rádio que pode ser personalizada.

Adicione álbuns à sua biblioteca

Pode adicionar um álbum inteiro a sua biblioteca ao visualizar a página de detalhes. Basta selecionar o ícone desejado.

Curta ou não as músicas

Curta as músicas em reprodução para personalizar a sua estação. Os vídeos, artistas, estações, listas de reprodução e álbuns de que gostar aparecem no separador biblioteca em “Músicas de que curtiu”.

Mais sobre as músicas

No título das músicas, estão disponíveis outras versões, remixes e atuações ao vivo da mesma.

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Qual é a diferença entre o YouTube Premium e o normal?

O YouTube Premium tem todas as possibilidades do YouTube gratuito com algo a mais. Assinando o app, o usuário pode desfrutar de vídeos e músicas sem anúncios, baixar o que mais gosta para o dispositivo e ouvir por até 30 dias em modo offline.

Ainda, ter a opção de reprodução em segundo plano, ou seja, é possível usar outras aplicações sem deixar de escutar a sua música favorita.

Vantagens do YouTube Music premium

Para essas funcionalidades, o valor investido é de R$ 16,90 por mês. A plataforma possibilita um período de avaliação gratuita de um mês.

Sem anúncios

Se for membro do YouTube Music Premium, o usuário pode desfrutar de todas as suas músicas e vídeos favoritos sem aquelas chatas interrupções dos anúncios.

Reprodução em segundo plano

Com a assinatura, é possível reproduzir música em segundo plano no dispositivo móvel, mesmo quando fecha a aplicação. Assim, a navegação em outros sites já pode ser feita no seu ritmo preferido.

Transferir música para ouvir offline

Enquanto membro do YouTube Music Premium, o cliente tem a possibilidade de transferir música para o dispositivo e ouvir por até 30 dias. Também pode criar uma seleção de músicas offline e o YouTube Music transfere automaticamente conteúdo com base no seu histórico de músicas ouvidas.

Utilizar o modo de apenas áudio

Curtiu a música, mas não quer baixar o vídeo? No plano Premium, dá para ativar o modo de apenas áudio, assim é possível ouvir música sem carregar a imagem. Isto permite-lhe desfrutar continuamente de música dos seus artistas favoritos, inclusive quando tiver baixa conectividade ou problemas com a reprodução de vídeos.

Membros do YouTube Music Premium

Membros do YouTube Music Premium podem ainda desfrutar de música com aplicações e serviços adicionais como Android Auto, Altifalantes sem fios Sonos e Apple CarPlay.

Como assinar o YouTube Music?

Para assinar o YouTube Music Play, basta entrar na plataforma e clicar em “experimentar gratuitamente”, pelo período de um mês. Terminando o prazo de avaliação pelo usuário, será cobrado o valor de R$ 16,90 mensais. A faturação é recorrente e a assinatura pode ser cancelada a qualquer momento.

Versão Premium Familiar

Para famílias, existe um plano mais atrativo. O YouTube permite compartilhar uma subscrição paga do YouTube Music com até cinco pessoas (desde que maiores de 13 anos e vivendo na mesma casa).

O titular pode criar um grupo da família no Google. No entanto, cada um terá a possibilidade de criar a sua biblioteca, subscrições e recomendações pessoais. As preferências individuais não são partilhadas entre contas.

Neste plano, depois de um mês de avaliação gratuita, o usuário paga o valor de R$ 25,20 por mês, com faturação recorrente.

Premium para Universitários

Para estudantes elegíveis, também depois de um período de um mês de experiência gratuita, o valor a ser pago é de R$ 8,50 por mês. A validação deve ser feita anualmente.

YouTube Music, Spotify ou Deezer, quais as diferenças?

Agora que você já sabe mais sobre o YouTube Music, vamos dar uma olhada na concorrência.

Spotify

Assim como o YouTube Music, o Spotify também disponibiliza uma versão gratuita com acesso a milhões de músicas e episódios de podcasts. Você também por explorar as coleções montadas por amigos, artistas e celebridades ou criar uma estação de rádio.

Versão Premium

No plano pago, a oferta de produto entre as duas plataformas é semelhante: baixar músicas para ouvir offline com zero anúncios. O valor a ser pago, assim como no YouTube Music, é de R$ 16,90 por mês. A vantagem é que o usuário do Spotify tem uma degustação gratuita de três meses. Essa plataforma também possibilita pagamentos com cartão de crédito ou débito, cartões pré-pagos e ainda no boleto.

Versão Premium Familiar

Para as famílias, o valor do Spotify fica em R$ 26,90 por mês. Pouco mais que o R$ 25,20 cobrados pelo YouTube Music. Apesar de ser mais caro, o Spotify permite seis contas Premium para familiares que vivem no mesmo endereço e os três meses iniciais para experimentar sem qualquer custo.

O Spotify criou ainda dois espaços para contas Premium:

  • Family Mix – espaço personalizado com as músicas que toda a família curte para aqueles momentos mais especiais como viagens de carro e encontros de fins de semana.
  • Controle Parental – que possibilita a definição de filtros de conteúdo.

Premium para universitários

Com o Premium para universitários, o valor a ser pago é de 50% de uma assinatura Premium, por um ano. Também é necessário renovar o desconto a cada 12 meses.

Deezer

A plataforma se orgulha de oferecer ao usuário conteúdos exclusivos do The Voice Brasil. Ainda, mais de 56 milhões de faixas e recomendações personalizadas dos editores Deezer.

Deezer Premium

A versão Premium promete música a qualquer hora, possiblidade de baixar o conteúdo para ouvir offline, sem publicidade, pulos ilimitados e áudio de alta-qualidade. As ofertas são semelhantes aos do YouTube Music desde a oferta de serviço até o plano de pagamento: 30 dias de graça e, a partir daí, R$ 16,90 por mês. Com a possibilidade de cancelamento a qualquer momento.

Deezer Premium Família

Aqui, não há degustação. A cobrança do valor mensal de R$ 26,90 é imediata, para até seis perfis (assim como no Spotify). Uma diferença no pacote é a possibilidade de criar perfis exclusivos para crianças, com canções de ninar e personagens de desenhos animados.

Premium para universitários

Seguem as possibilidades do plano Deezer Premium, por um valor de R$ 8,45 por mês. O período de teste grátis adicional de 30 dias será oferecido aos usuários que nunca receberam nenhum teste grátis Deezer antes.

Ainda está em dúvida sobre qual o melhor serviço de streaming de música? Fizemos um outro post para te ajudar. Confira aqui.

Apple TV+ chega para concorrer com a Netflix

Apple TV+

Apple TV+, a plataforma de streaming da Apple, está chegando para concorrer com a Netflix. A partir de 1º de novembro os amantes dos conteúdos originais poderão acessar uma programação exclusiva por apenas R$ 9,90 por mês. O valor fica ainda mais atrativo se pensar que a mesma assinatura pode ser acessada por até seis pessoas da mesma família. E o usuário só começa a pagar depois de uma degustação gratuita de sete dias.

Programação já anunciada

A Apple TV+ promete uma programação nova e de qualidade todos os meses, com filmes e séries criados por grandes nomes do cinema e da TV. Dá uma olhada nos conteúdos já divulgados pela empresa, que poderão ser acessados a qualquer hora, até mesmo offline.

The Morning Show

A produção, que tem Reese Witherspoon, Jennifer Aniston e Steve Carell no elenco, é baseada no livro Top of the Morning: Inside the Cutthroat World of Morning TV, de Brian Stelter.

Ela conta a história de um apresentador de TV que foi demitido após acusações durante o movimento #MeToo. O roteiro é de Kerry Ehrin, de Bates Motel. Estão ainda no elenco Steve Carell (The Office), Gugu Mbatha-Raw (Black Mirror) e Billy Crudup (Gypsy).

Leia também: TV por assinatura Claro: conheça os planos

See

A série, estrelada por Jason Momoa (Aquaman, Game of Thrones), acontece no futuro, quando toda a população do planeta perde a visão por causa de um vírus.

Porém, com o nascimento de dois bebês que enxergam, o rumo da história muda de direção. A série conta ainda com Sylvia Hoeks, Hera Hilmar e Christian Camargo no elenco principal.

Oprah Winfrey

Oprah Winfrey estará em pelo menos duas produções do Apple TV+. Um abordará os diferentes tipos de abuso (sexual e moral) em ambientes de trabalho e o segundo será focado em saúde mental. Nesse, a produção será em parceria com o Príncipe Harry. O Duque de Sussex revelou a novidade na sua conta no Instagram.

Dickinson

O seriado acontece durante o século 19, contando com sensibilidade a história de Emily Dickinson – uma escritora iniciante à frente do seu tempo. Segundo a sinopse, “é a história de maioridade de Emily – a luta de uma mulher para que sua voz seja ouvida”. A série é estrelada por Halle Steinfeld.

For All Mankind

A série, estrelada por Joel Kinnaman (Altered Carbon), conta a história do astronauta soviético que foi o primeiro a pisar na Lua. O fato mudou os rumos da Guerra Fria e colocou o mundo em uma interminável Corrida Espacial.

A série foi criada por Ronald D. Moore (Battlestar Galactica). Seth Gordon (Baywatch) dirigiu os episódios. Além de Kinnaman, Michael Dorman (Patriota), Sarah Jones (Damnation), Wrenn Schmidt (Outcast), Shantel VanSanten (O Atirador) e Jodi Balfour (Bomb Girls) estão no elenco.

Leia também: Guia mostra as melhores séries da TV por assinatura

The Elephant Queen

The Elephant Queen é um documentário dos cineastas Victoria Stone e Mark Deeble, que mergulharam na vida de um rebanho de elefantes por quatro anos.

O filme estreou originalmente no Toronto International Film Festival e no British Film Institute’ s London Film Festival, em 2018, e a Apple adquiriu direitos mundiais para o documentário pouco depois.

De acordo com um comunicado de imprensa da Apple, eles estão “em uma jornada épica de vida, perda e regresso a casa”.

Servant

Série cheia de mistérios, Servant foi criada por M. Night Shyamalan. Ela conta a história de um casal da Filadélfia em luto que acaba tendo dificuldades no casamento e recebendo uma força sem explicação dentro de casa.

Os protagonistas da série são Lauren Ambrose (Six Feet Under), Toby Kebbell (Kong: A Ilha da Caveira), Nell Tiger (Game of Thrones), e Rupert Grint (Harry Potter).

Apple TV+ para todos os públicos

Para os menores, a programação anunciada também é cheia de expectativa.

Snoopy no espaço

As aventuras da turma do Snoopy estão de volta em Snoopy no Espaço. O beagle mais querido, que sonha em ser astronauta, vai realizar o desejo. Ele, Charlie Brown e os seus amigos são escolhidos para uma missão especial pela Nasa.

Helpsters

Produção educacional para as crianças, Helpsters tem a assinatura dos criadores da intemporal Rua Sésamo. Uma turma fantoches vai descontrair o público com questões do dia a dia.

Ghostwriter

Uma turma de amigos está disposta a resolver mistérios em Ghostwriter. A série, que é inspirada em série americana dos anos 1990, acontece em uma livraria assombrada, onde acaba se misturando ficção e realidade.

A experiência da Apple TV+

Para quem já tem aparelhos Apple (iPhone, iPad, Mac ou Apple TV) está garantido o acesso à Apple TV+. A novidade é que Smart TVs Samsung e outros reprodutores de streaming como Amazon Fire TV, LG, Roku, Sony e VIZIO também terão acesso ao app Apple TV.

Os clientes também podem se cadastrar e assistir aos títulos originais do Apple TV+ na web, em tv.apple.com.

De acordo com a Apple, no dia do lançamento, a maioria das séries do Apple TV+ estrearão com três episódios, com a transmissão de um novo episódio por semana. Outras séries terão temporadas completas disponibilizadas de uma vez só.

Outro ponto importante de se destacar sobre a Apple TV + é que, segundo a empresa, todos os conteúdos originais estarão disponíveis em 40 idiomas, sejam legendados e/ou dublados, incluindo legendas para surdos e pessoas com deficiência auditiva.

As séries e filmes da Apple TV+ também estarão disponíveis com descrições de áudio em oito idiomas. Assim, com tanta facilidade e por um preço atrativo, fica mais fácil comprar, alugar e assistir ao conteúdo personalizado. Sem sair do app é possível ver as séries e filmes favoritos e encontrar tudo o que já adquiriu no iTunes.

Filmes lançados nos cinemas

Ainda não existe uma confirmação oficial da Apple sobre como serão os lançamentos de filme na Apple TV+, mas o assunto está rendendo. Segundo a revista Variety, três longas já têm data para estrear nas telonas.

Confira as datas nos cinemas:

  • 18/10 – The Elephant Queen. Chega na Apple TV+ em novembro.
  • 22/11 – Hala. Chega na Apple TV+ em novembro.
  • 06/12 – The Banke. Chega na Apple TV+ no fim de janeiro de 2020.

Com as estreias nas telonas acontecendo antes mesmo de estarem disponíveis na plataforma de streaming, tenta-se entender se a postura seguirá nesse padrão ou trata-se apenas de uma estratégia inicial para lançamento da Apple TV+.

De acordo com o Wall Street Journal, a Apple busca prestígio e ainda pretende concorrer ao prêmio máximo do cinema, o Oscar, com as suas produções. Por isso, estaria buscando um cronograma de lançamento nas telonas parecido com a da Amazon, que aceita a exclusividade dos cinemas desde 2015.

Assim, adota com uma estratégia diferente da concorrente Netflix, que tem com lançamentos simultâneos no cinema e na plataforma de streaming.

Outra empresa que está prestes a lançar sua própria plataforma de streaming no Brasil é a Disney, aliás todas as produções dela devem sair do catálogo da Netflix a partir do ano que vem. Saiba tudo sobre isso neste outro artigo do Compara Plano.

Saiba o que muda após a aquisição da Nextel pela Claro

Nextel e Claro

A aquisição da Nextel pela Claro está aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A efetivação do negócio – de cerca de R$ 3,5 bilhões – tem um prazo de seis meses para acontecer.

Até o momento, nenhuma das duas empresas deu detalhes sobre o processo de transição. O que é certo é que para o consumidor, inicialmente, pouca coisa deve mudar.

Por lei, a Claro precisa garantir os contratos vigentes. Deste modo, ela não pode fazer qualquer alteração que venha a prejudicar o cliente, ou seja, a operadora deve assumir os deveres da antiga prestadora de serviço.

As mudanças de plano, no que diz respeito a preço, dados utilizados e fidelidade nas contratações, só poderão acontecer se for de vontade do cliente.

Pontos de atenção na fusão entre Nextel e Claro

Mesmo com o direito de serviço garantido ao usuário, três pontos merecem atenção:

Contrato

O consumidor precisa saber exatamente o que foi contratado com a Nextel e o que está sendo oferecido pela Claro. Tendo conhecimento das cláusulas, o usuário pode garantir a coerência na prestação do serviço. Percebendo mudanças, a operadora deve ser contatada para resolução do problema.

Caso o inconveniente não seja corrigido, é possível buscar ajuda na ouvidoria da empresa. Em situações mais complicadas, recomenda-se que o problema seja comunicada à Anatel ou ao Procon.

Sinal

Até o momento, a Nextel utilizava as antenas da operadora Vivo para fornecer o serviço ao cliente. Agora, será necessária uma migração para as antenas da Claro. Por esse motivo, é grande a possibilidade de haver instabilidade no sistema da operadora.

Importante é entender que o problema tende a ser temporário. Caso contrário, se o a situação persistir, o consumidor precisa entrar em contato com a nova operadora e fazer uma reclamação formal.

Migração automática

Todos os clientes Nextel receberão automaticamente o serviço da Claro, sem necessidade de renovação de contrato ou qualquer tipo de portabilidade.

Como fica o mercado de telefonia no Brasil

Mesmo com a fusão, aprovada em 30 de setembro de 2019, a Vivo mantém a liderança no mercado brasileiro de telecomunicações, com 36% das operações. A América Móvil, composta agora por Claro e Nextel, vem logo a seguir, se consolidando na segunda posição. A fusão detém agora aproximadamente 26% dos serviços de telefonia prestados no país.

Segundo dados da Anatel do mês agosto deste ano, antes ainda da confirmação do negócio, os números já mostravam a tendência de mercado.

A Vivo teve a maior participação com 73,67 milhões de linhas em operação (32,28% do total) seguida da Claro, com 56,51 milhões (24,76%). Na sequência aparece a Tim, com 54,68 milhões (23,96%), e logo a seguir a Oi, com 37,51 milhões (16,43%). As demais operadoras móveis detinham 5,88 milhões de linhas (2,57%).

Os números já mostravam um cenário que tende a se consolidar agora: o crescimento da importância da Claro no mercado das telecomunicações.

A tendência é de que, com a aquisição da Nextel aprovada, aqueçam os negócios por meio dos clientes pós-pagos da Claro, conforme tendência nacional mostrada neste post. Os mercados dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo serão os mais visados.

O resultado disso, seriam algumas vantagens em leilões de redes e ofertas de serviço. O que dá à Claro a chance de brigar pela liderança nos serviços de telecomunicações no país.

O que dizem as concorrentes?

TIM, Vivo e Telefônica argumentaram contrariamente à fusão, o que não foi suficiente para barrar a aprovação do negócio pelo Cade e pela Anatel.

A TIM foi pega de surpresa pelo negócio com a Claro. A empresa vinha manifestando interesse em comprar a Nextel, o que ampliaria a sua faixa de espectro. Ainda, ficaria com a base de clientes da empresa em vista, que tem cerca 3,3 milhões de linhas móveis ativas.

Com o fim das expectativas de ampliação da operadora italiana, restou a tentativa de barrar a fusão. Para isso, o argumento usado pela TIM foi de que o negócio poderia levar a um duopólio.

O motivo, segundo a empresa, seria que a “grande parcela de mercado estará concentrada entre as duas prestadoras (Claro e Vivo). Elas, de maneira combinada, controlariam quase 70% da participação de mercado em cada uma das citadas unidades federais”.

A Oi, que tem sofrido especulações sobre a venda de serviço móvel, se manifestou colocando a fusão como um “movimento natural de mercado”.

Por falar em mercado, a expectativa agora é de que a Claro ganhe força para se posicionar melhor nos desenvolvimentos da internet 5G. Os estudos vão demandar investimentos consideráveis, mas que devem valer a pena no atual momento da operadora.

A aprovação pelas reguladoras

Desde março deste ano, quando a mexicana América Móvil anunciou a compra da Nextel, a expectativa era grande para o mercado das telecomunicações. Aguardava-se a decisão da transação pelo Cade e pela Anatel.

O Cade aprovou o acordo de aquisição da Nextel pela Claro sem restrições. A decisão foi publicada no Diário Oficial no dia 6 de setembro de 2019 e assinada pelo superintendente-geral substituto Kenys Menezes Machado.

A fusão foi aprovada também pela Anatel, por unanimidade, e publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro de 2019. Segundo a reguladora, “a negociação é pró-competitiva, justamente por aumentar o poder da operadora na concorrência com a Vivo, que é a atual líder do mercado brasileiro”.

A Agência fez apenas algumas exigências, como a devolução pela Claro de um dos dois números de operação para chamadas em longa distância. A Claro utiliza o código da Embratel, 21, já a Nextel, o 99. Essa adequação pode ser cumprida no prazo de até um ano e meio.

Com um prazo mais curto, de dois meses, a Anatel determina que a Claro se adeque aos limites impostos quanto ao espectro de telecomunicações. O motivo: com a aquisição da Nextel pela Claro, a operadora permaneceria com uma fatia maior do que o teto máximo de 35% na faixa dos 850 MHz.

Você sabia que a Claro também fez fusão com a NET e passou este ano a oferecer todos os pacotes oferecidos pela antiga operadora no seu nome? Saiba mais sobre isso neste outro artigo do Compara Plano.